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The Vines: Um pastiche dos seus álbuns anteriores

Resenha - Wicked Nature - Vines

Por Fábio Cavalcanti
Fonte: Rock em Análise
Em 07/10/14

Nota: 5

Alguém se lembra da tendência britânica de nomear certos artistas novos como "salvações do rock", logo após o estrondoso sucesso dos Strokes em 2001? Para os mais esquecidos, os australianos do The Vines foram as primeiras vítimas dessa brincadeira, logo quando lançaram o excelente álbum "Highly Evolved" em 2002. Após cerca de dois anos de 'hype', a banda morreu para o grande público. Com persistência, o grupo continuou na ativa, e agora acaba de lançar seu sexto trabalho: "Wicked Nature" (2014).

O The Vines sempre teve o tresloucado líder Craig Nicholls (voz, guitarra) como único integrante constante da banda. Após mostrar a ótima mistura de Beatles com Nirvana no já citado álbum de estreia, o grupo apostou em uma dose maior de psicodelia no bom "Winning Days" (2004), para então chocar o público com uma estética musical mais punk no superior "Vision Valley" (2006), atitude essa que se manteve com irregularidades nos álbuns seguintes...

Se você chegou à conclusão de que "Wicked Nature" é apenas um pastiche do "Vision Valley", acertou em cheio! O pseudo-diferencial se encontra no fato do novo disco ser duplo, apesar de trazer um tempo total de 55 minutos (?!), jogada que se mostra tão coerente e genial quanto o ato de pagar para receber uma injeção na testa.

Por sinal, baladas como "Venus Fly-Trap", "Into The Fire", "Slightly Alien" e "Fly Away" apenas provocam um efeito não muito diferente daquilo que imagino ser um porre regado a sedativos. Já a bela "Truth" traz um sentimento nostálgico agradável para quem se lembra das lindas baladas daqueles três primeiros álbuns...

Rocks como "Metal Zone", "Green Utopia", "Psychomatic" e "Rave It" transformam a velha - e antes adorável - espontaneidade musical da banda em um mero incentivo ao ato de curtir rock 'n' roll à base de batidas de cabeça na parede. Já a ótima "Out The Loop" prova que ao menos um pouco da inspiração punk da banda ainda pode ser usada de uma forma positiva.

Se deixarmos as irregularidades dos seus extremos de lado, podemos notar que os maiores destaques do álbum ficam por conta das músicas em que Nicholls encontra uma inspiração promissora no meio-termo entre as velocidades mínima e máxima da sua rodovia musical. Falo de rocks como "Ladybug", "Anything You Say", "Girl I Want" e "Darkest Shadow", canções que se mostram mais cadenciadas, coloridas em suas influências de power pop, e com temáticas mais... sóbrias, digamos assim.

Sim, meus caros, o The Vines se encontra em um ponto baixo em sua carreira, como podemos evidenciar na extensa autoindulgência de "Wicked Nature". Ainda que consiga "passar arrastado" em uma avaliação de média 5, Craig Nicholls precisa se concentrar mais para conseguir sair do limbo criativo no qual ele mesmo se colocou. Enquanto isso, vamos relembrar o melhor do indie rock dos anos 2000's, ao som dos velhos hits "Get Free" e "Ride"!

Escute o álbum completo ou suas músicas de destaque (links na playlist):

Músicas:

[Disco 1]
1. Metal Zone
2. Ladybug
3. Green Utopia
4. Psychomatic
5. Killin the Planet
6. Anything You Say
7. Venus Fly Trap
8. Good Enough
9. Out the Loop
10. Rave It
11. Wicked Nature
12. Into the Fire

[Disco 2]
1. Reincarnation
2. Love Is Gone
3. Truth
4. Slightly Alien
5. Everything Else
6. Fly Away
7. Girl I Want
8. Clueless
9. Darkest Shadow
10. Funny Thing

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Sobre Fábio Cavalcanti

Baiano, sempre morou em Salvador. Trabalha na área de Informática e ¨brinca¨ na bateria em momentos vagos, sem maiores pretensões. Além disso, procura conhecer novas - e antigas - bandas dos mais variados subgêneros do rock. Por fim, luta para divulgar, sempre que possível, o pouco conhecido cenário rocker da tão sofrida ¨Terra do Axé¨.

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