OFF!: hardcore curto e grosso, como deve ser
Resenha - Wasted Years - OFF!
Por Alisson Caetano
Postado em 02 de outubro de 2014
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Mesmo não estando a frente do CIRCLE JERKS, Keith Morris tem correspondido a sede de hardcore punk de seus fãs com seu ótimo projeto paralelo (que vem tomando ares de banda séria), o OFF!.
Com três discos de estúdio na bagagem (incluindo este Wasted Years), Keith Morris não trás absolutamente nada de novo, nem em termos de hardcore punk, muito menos em se tratando de sua carreira solo, portanto, se você nunca havia simpatizado com o CIRCLE JERKS e com hardcore, não será agora que isso ocorrerá.
O grande ponto positivo do OFF! é ser assumidamente um projeto de hardcore punk honesto e feito por quem entende do que está fazendo, onde nada soa forçado ou falso. Isso ficou mais que evidente em sua estreia, First Four EP’s (como o nome entrega, os 4 primeiro EP’s da banda reunidos) e no autointitulado, ambos com músicas rápidas, arranjos simples e os vocais rasgados de Keith Morris, tudo distribuído em cerca de 16 faixas por disco, cada uma com menos de 1 minuto.
Em Wasted Years a fórmula é mantida, o hardcore visceral é o mesmo, mas algumas mudanças sutis fazem desse disco uma audição interessante. Primeiramente, as músicas possuem maior duração, com média de 1:30 cada. A velocidade sem limites dá lugar a maiores variações de andamentos e algumas músicas mais arrastadas, mas sem descaracterizar, de maneira alguma, as características básicas do estilo.
Algo que influencia no resultado final é o menor clima de "zoação". Keith Morris sempre foi conhecido pelo sarcasmo impresso em suas composições, com críticas políticas misturadas com tiradas e muito humor negro. O teor das letras pode até ter sido mantido, mas as afinações mais baixas das guitarras e um jeito menos despojado do instrumental (e do próprio Morris) contribuem para que as músicas tenham uma cara mais séria.
Apontar destaques em um disco de hardcore punk pode parecer uma tarefa desnecessária, mas aqui algumas se sobressaem, caso de "Void You Out", "Over Your Heads" e "Hypnotized", ambas exemplos das mudanças sutis citadas acima. "Red White and Black" é mais direta ao ponto e usa da velocidade habitual do estilo, mesmo com uma mudança de ritmo no meio que a torna ainda mais interessante. "Exorcised" faz jus a seu nome e é um ótimo exorcismo em forma de hardcore punk curto e grosso e "Death Trip on the Party Train" possui até um pequeno solo de guitarra ao estilo BLACK FLAG.
Wasted Years acaba sendo uma grata surpresa de um artista veterano que sabe usar sabiamente de toda a sua experiência para fazer algo que muitos penam e falham miseravelmente: músicas mais do mesmo, mas com qualidade. Ouça em alto volume, é diversão garantida.
Tracklist:
1. Void You Out
2. Red White and Black
3. Legion of Evil
4. No Easy Escape
5. Over Our Heads
6. Hypnotized
7. It Didn't Matter to Me
8. Exorcised
9. Death Trip On The Party Train
10. I Won't Be a Casualty
11. All I Can Grab
12. Time's Not on Your Side
13. Meet Your God
14. Mr. Useless
15. You Must Be Damned
16. Wasted Years
Lineup:
Keith Morris - vocal
Dimitri Coats - guitarra
Steven Shane McDonald - baixo
Mario Rubalcaba - bateria
"Para ver a matéria original, além de conteúdo sobre hard rock e heavy metal, acesse The Freak Zine:
http://www.thefreakzine.blogspot.com.br
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O subgênero essencial do rock que Phil Collins rejeita: "nunca gostei dessa música"
Quando Ian Anderson citou Yngwie Malmsteen como exemplo de como não se deve ser na vida
O disco "odiado por 99,999% dos roquistas do metal" que Regis Tadeu adora
A opinião de Sylvinho Blau Blau sobre Paulo Ricardo: "Quando olha para mim, ele pensa…"
O álbum que Regis Tadeu considera forte candidato a um dos melhores de 2026
A era do metal que Dave Mustaine odeia; "ainda bem que passou"
O disco de Bruce Dickinson considerado um dos melhores de metal dos anos 90 pela Metal Hammer
A banda grunge de quem Kurt Cobain queria distância, e que acabou superando o Nirvana
Para Ice-T, discos do Slayer despertam vontade de agredir as pessoas
O músico que detestou abrir shows do Guns N' Roses no início dos anos 1990
Marcelo Barbosa rebate crítica sobre Angra: Alguém pagou pelo hiato?
As bandas "pesadas" dos anos 80 que James Hetfield não suportava ouvir
Grammy omite Brent Hinds (Mastodon) da homenagem aos falecidos
O álbum que mudou a vida de Simone Simons (Epica)
A conversa franca entre Angra e Fabio Lione que levou à saída do italiano, segundo Barbosa
O lendário guitarrista que o fenomenal Ritchie Blackmore considera superestimado
A música mais difícil do Slipknot para Eloy Casagrande: "tive que meter a bota no bumbo"
O que significa "flit paralisante", cantado por Cazuza em hit do Barão Vermelho


CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



