Resenha - Becoming - Abigail Williams
Por Alisson Caetano
Postado em 02 de outubro de 2014
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O black metal vem dando mostras de que soube se reinventar e, melhor ainda, que soube envelhecer com a passagem do tempo, muito devido a grande quantidade de ótimas bandas novas com sonoridades intrigantes e desafiadoras, assim como os veteranos, que não fazem feio e nos proporcionam discos com muita qualidade.
Exemplo dessa vastidão de qualidade é o ABIGAIL WILLIAMS, banda que iniciou suas atividades como uma banda de deathcore e que atualmente aborda sonoridades mais atmosféricas e melódicas do black metal.
Músicas longas, passagens contemplativas e pouca velocidade e pouco uso de blast beats são uma constante aqui.
Porém, longe de apenas copiar da cartilha, o ABIGAIL WILLIAMS segue além ao saber inserir sabiamente elementos melódicos, boas alternâncias de andamentos (mesmo que poucas) e até elementos sinfônicos em suas músicas, contribuindo e muito para que elas não se tornem enfadonhas (não raramente ultrapassando os 11 minutos de duração).
O disco abre com "Ascension Sickness", que ultrapassa 11 minutos de alternâncias atmosféricas fantásticas. O disco segue com "Radiance", música que investe em riffs gélidos e sentimentais, criando uma atmosfera depressiva muito interessante.
"Elestial" se desenrola lentamente em palhetadas sutis na guitarra, para, lentamente, se tornar um monstro em forma de black metal e um dos poucos momentos em que se vê o uso de blast beats. Porém, o ápice do disco vem com "Beyond the Veil", com mais de 17 minutos de duração, ela nos transporta para um mundo onde a trilha sonora é melancólica, depressiva e por vezes agonizante. Um belo encerramento para uma grande obra do black metal contemporâneo.
Tido por muitos como um gênero pouco desenvolvido e limitado, esses americanos do Abigail Williams estão ai para provar que o black metal mais rústico e clássico pode seguir por novas estradas e mostrar novas possibilidades. Uma ótima audição para uma noite onde você procura por algum tipo de sentimento novo.
Tracklist:
1. Ascension Sickness
2. Radiance
3. Elestial
4. Infinite Fields of Mind
5. Three Days of Derkness
6. Beyond the Veil
Lineup:
Zach Gibson – bateria
Ken Sorceron- guitarra / vocal / baixo
Ian Jekelis – guitarra
Bryan O’ Sullivan – baixo* (em Radiance)
"Para ler a matéria original, além de conteúdos e textos especiais sobre hard rock e heavy metal, acessem The Freak Zine:
http://www.thefreakzine.blogspot.com.br"
Outras resenhas de Becoming - Abigail Williams
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O subgênero essencial do rock que Phil Collins rejeita: "nunca gostei dessa música"
A conversa franca entre Angra e Fabio Lione que levou à saída do italiano, segundo Barbosa
A banda grunge de quem Kurt Cobain queria distância, e que acabou superando o Nirvana
O álbum que Regis Tadeu considera forte candidato a um dos melhores de 2026
O disco "odiado por 99,999% dos roquistas do metal" que Regis Tadeu adora
O álbum do U2 que para Bono não tem nenhuma música fraca, mas também é difícil de ouvir
O motivo que levou Fabio Lione a quase sair do Angra em 2023, segundo Marcelo Barbosa
A respeitosa opinião de Dave Mustaine sobre Ritchie Blackmore
A música surpreendente que "peitou" o sucesso do grunge no início dos anos 90
Blaze Bayley anuncia que não fará mais meet & greets e sessões de autógrafos gratuitas
Grammy omite Brent Hinds (Mastodon) da homenagem aos falecidos
Novo disco do Megadeth alcança o topo das paradas da Billboard
Andreas Kisser participa de novo álbum do Bruce Dickinson - sem tocar guitarra
A era do metal que Dave Mustaine odeia; "ainda bem que passou"
As bandas "pesadas" dos anos 80 que James Hetfield não suportava ouvir
A nojenta iguaria que cônsul em Taiwan ofereceu ao Angra e apenas Rafael Bittencourt comeu
Guitarrista do Arch Enemy diz que formação internacional é "pior ideia da história"
A banda que o lendário Jimi Hendrix chamou de "maior de todos os tempos"

CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



