Vanden Plas: Belos e pesados riffs com atmosferas introspectivas
Resenha - Chronicles of the Immortals, Part 1: Netherworld - Vanden Plas
Por Tiago Meneses
Postado em 05 de setembro de 2014
Que a Vanden Plas é uma banda relativamente conhecida entre os admiradores de metal progressivo, isso não é novidade pra ninguém. Mas em seu mais novo álbum, a música que encontramos nele foge um pouco desse tipo de raiz, talvez fazendo com que muitos dos fãs do grupo mais ferrenhos e de cabeças mais fechadas não ache esse um dos seus melhores trabalhos. Ainda que continue a ser um disco de grande qualidade.
Em Chronicles of the Immortals, Part 1: Netherworld, primeira parte de um trabalho conceitual baseado em uma obra de Wolfgang Hohlbein, a banda usa de passagens de metal progressivo em quantidade mais moderada que em outrora, mas bastante inspiradas, aliado a lindas orquestrações, baladas de atmosferas mais obscuras, estruturas melódicas sofisticadas e coros vocais angelicais. A história de, Chronicles of the Immortals, Part 1: Netherworld, pelo que se dá pra perceber, é que gira em torno de um ser imortal que deseja apenas se tornar humano, mas que por sua vez, é incapaz de compartilhar sua vida com os mortais. Enquanto passeia ao longo dos séculos em busca de respostas, ele é confrontado por um metamorfo que tenta fazê-lo cair na tentação de desistir pra sempre de sua humanidade e se tornar um deus.
Muitas vezes quando falamos de bandas de metal progressivo, já nos vem à cabeça, infinitas notas por segundo, exibicionismo, entre outros. Mas aqui, porém, Vanden Plas deu uma mudança de rumo a esse tipo de conceito. Após a primeira faixa que sequer possui nome, e trata-se basicamente de uma narração seguida por uma instrumental que serve como ponte para o início da próxima música, "The Black Knight", já temos um dos melhores momentos de todo o álbum, inicia-se através de um excelente riff de guitarra, possui contrastes entre passagens instrumentais mais pesadas e momentos de linhas suaves. O álbum em si é intercalado basicamente dessa maneira. "Misery Affection" com certeza é mais um entre os momentos que merecem destaque, isso claro, se você gosta de uma faixa com uma atmosfera amena, um "duelo" vocal masculino e feminino sobre uma cama muito bem armada pelo teclado até que tudo ganhe bastante intensidade com a entrada dos demais instrumentos. Mais do que uma faixa, pode ser vista como uma parte muito bem contada da história do álbum. E claro, não tem como falar de destaques em Chronicles of the Immortals, Part 1: Netherworld, sem falar de "The King and Children of Lost World", pra mim, a sua melhor faixa. Com início através de uma intensidade progressiva, possui um excelente refrão e backing vocals extras a deixarem o som mais pomposo. Tem o melhor solo de guitarra do álbum. E ainda que não se trate de um trabalho onde encontramos verdadeiras poesias, também é onde se encontra a melhor letra.
Resumindo, em Chronicles of the Immortals, Part 1: Netherworld, não existe nenhuma faixa fora de série, mas com certeza também não possui nenhuma que seja inaudível. O que pode se esperar aqui, é uma mistura de belos e pesados riffs, com umas atmosferas introspectivas e melodias que ainda que de grande beleza, vão um pouco contra a crítica mais exigente. Particularmente, mesmo que não seja uma das maiores maravilhas prog lançadas em 2014, trata-se de um bom álbum, mas sem dúvida alguma, o mais diferente da banda até hoje.
Faixas:
1.
2.The Black Knight
3.Godmaker
4.Misery Affection Preluse
5.A Ghosts Requiem
6.Vision 6ix New Vampyre
7.The King And The Children Of Lost World
8.Misery Affection
9.Soul Alliance
10.Inside
Músicos:
Andy Kuntz - Vocal
Stephan Lill - Guitarra
Günter Werno - Teclado
Torsten Reichert - Baixo
Andreas Lill - Bateria
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O melhor disco dos anos 80, segundo a Classic Rock
Mike Portnoy - o melhor baterista de todos os tempos, segundo Edu Falaschi
Com Roger Daltrey e Eddie Vedder, Best of Blues and Rock 2026 confirma atrações
O músico que James Hetfield diz ser a razão de o Metallica existir
Por que Iron Maiden nunca será grande como Metallica, segundo Bruce Dickinson
Em clima de Copa do Mundo, Angra lança videoclipe da releitura de "Pra Frente Brasil"
Afonso Nigro revela por que chamou Kiko Loureiro pro Dominó: "Preciso desse cara"
Don Airey explica por que Simon McBride mudou o Deep Purple após Steve Morse
A única banda de rock nacional que não virou peça de museu, segundo Regis Tadeu
Banda venezuelana Van Der Dijs perde todos os integrantes em terremoto
A banda que Lars Ulrich do Metallica adorava: "Ele caiu de joelhos e me abraçou"
Masterplan lança "Metalmorphosis", seu novo disco de estúdio
Ouça "Run", nova música solo da vocalista Floor Jansen (Nightwish)
Ripper Owens: "Há uma razão pro Iron Maiden tocar pra 20 mil e o Judas pra 5 mil"
O álbum de 1987 que Axl Rose nunca conseguiu superar: "Seria legal vender mais"
A música do Raul Seixas com erro gramatical que parece um plágio mas é uma homenagem
A banda de rock brasileira que para Humberto Gessinger era maior que os Beatles
Robert Trujillo, do Metallica, comenta a diferença entre Cliff Burton e Jason Newsted


Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos



