Tygers Of Pan Tang: Indispensável aos fãs da NWOBHM
Resenha - Ambush - Tygers Of Pan Tang
Por Felipe Cipriani Ávila
Postado em 20 de abril de 2014
Nota: 9 ![]()
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O Tygers Of Pan Tang, banda fundada em 1978, na cidade de Whitley Bay, Inglaterra, foi uma banda de extrema importância para o movimento da NWOBHM, ao lado de nomes como Iron Maiden, Saxon, Angel Witch, Grim Reaper, dentre muitos outros. Como algumas bandas daquele período, tiveram muitos problemas com a sua gravadora, o que gerou a separação da banda por um período, entre outros contratempos. Desde 2000, o guitarrista Robb Weir é o único membro da formação original.
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Como já mencionado, a banda foi originalmente formada em 1978, por Jess Cox no vocal, pelo guitarrista Robb Weir, pelo baixista Richard "Rocky" Laws e pelo baterista Brian Dick, tendo sido primeiro contratada por uma gravadora local independente, a Neat Records, até que depois foi para uma de maior porte, a MCA. Em 1980, no dia 23 de agosto, lançou o seu primeiro álbum de estúdio, "Wild Cat", que foi sucesso instantâneo, tendo alcançado o décimo oitavo lugar em número de vendas no país, logo na primeira semana.
Entretanto, a formação não se manteve a mesma para o próximo disco, o clássico "Spellbound", que foi lançado no ano seguinte. Foi adicionado um segundo guitarrista, até então o não tão conhecido John Sykes (cuja primeira banda foi o Streetfighter, tendo feito parte depois do Badlands, Thin Lizzy, Whitesnake e Blue Murder), e o vocalista Jess Cox saiu da banda, devido a desentendimentos com os outros membros, sendo substituído pelo vocalista Jon Deverill (Persian Risk).
Porém, como já mencionado no início da matéria, houve muitos contratempos. Após a gravação do álbum "Crazy Nights" (lançado em novembro de 1981), John Sykes saiu da banda, para no ano seguinte participar da audição para a escolha do novo guitarrista da banda solo de Ozzy Osbourne, já que o excelente Randy Rhoads infelizmente falecera no dia 19 de março de 1982, devido a um trágico acidente aéreo. Ele foi substituído pelo guitarrista Fred Purser (ex-membro da banda de Punk Rock Penetration).
Os desentendimentos com a gravadora MCA começaram após a gravação do álbum subsequente, "The Cage", lançado em 1982. Os problemas se originaram do fato que a gravadora queria que eles tocassem mais músicas covers em seus shows, e por mais que a banda tenha tentado se livrar do contrato com a mesma, isso não foi possível, de modo que houve a dissolução em 1984.
Em 1985, o vocalista Jon Deverill e o baterista Brian Dick reformam a banda, contando com os guitarristas Steve Lamb (Sergeant) e Neil Sheppard, e o baixista Clin Irwin (que passou pelo Warrior e Satan), tendo sido logo substituído por Dave Donaldson. Por outro lado, os também membros da formação original, o guitarrista Robb Weir e o vocalista Jess Cox, formaram o Tyger-Tyger.
Nesse ínterim, a banda gravou dois álbuns, "The Wreck-Age" e "Burning In The Shade", de 1985 e 1987, respectivamente, com outras gravadoras (O primeiro com a Music For Nations e segundo com a Zebra Records), tendo se separado mais uma vez, devido às críticas negativas direcionadas ao segundo citado.
Após vários anos, a banda foi reformada em 2000 pelo guitarrista Robb Weir. De lá para cá, gravaram quatro álbuns de estúdio, "Mystical", "Noises From The Cathouse", "Animal Instinct" e o que será analisado nesta matéria, "Ambush", de 2001, 2003, 2008 e 2012, respectivamente.
Toda essa "lenga-lenga" para chegar ao ponto principal, que é a análise do último disco de estúdio da banda, "Ambush", serve como um complemento, a fim de mostrar por quantos problemas, separações e obstáculos ela passou, de modo que poderia não estar mais ativa, mas, mesmo assim, ainda o está, com o guitarrista Robb Weir honrando o nome da mesma, sendo fiel ao seu legado, construído através de muita luta e suor no decorrer dos anos. Portanto, peço desculpas ao leitor, caso tenha me aprofundado muito na parte histórica.
Em "Ambush", álbum que foi produzido por Chris Tsangarides (que produziu os dois primeiros clássicos da banda, "Wild Cat" e "Spellbound", o que reforça a sonoridade vintage de algumas composições), a formação da banda é praticamente a mesma do álbum anterior, "Animal Instinct", excetuando-se o baixista Brian West (London), que foi substituído por Gavin Gray. Sendo o segundo álbum de estúdio gravado pelo vocalista italiano Jacopo Meille, pode-se dizer, sem medo de errar, que ele fez um belo trabalho no álbum em análise, imprimindo a sua característica vocal de modo ímpar e cativando o ouvinte com ótimas linhas vocais, sem soar exagerado, em nenhum momento do play.
Da faixa de abertura, a excelente e vigorosa "Keeping Me Alive", até a última, "Speed", temos uma série de canções que logo cativam, por serem muito enérgicas, diretas e repletas de belas melodias vocais e instrumentais. Os riffs são esplêndidos, assim como o são os solos, e o vocal de Jacopo Meille deixa as músicas ainda mais classudas e encorpadas. Um dos grandes destaques é a música "Hey Suzie", que revisita a história da clássica "Suzie Smiled", contida no primeiro álbum de estúdio da banda, "Wild Cat". A banda não reinventou a roda, mas, sem sombra de dúvidas, compôs temas realmente belos e fortes, que provavelmente agradarão aos fãs da mesma e da música pesada, de um modo geral. Ouça sem medo, pois não há como se arrepender, já que o que temos aqui é o puro Heavy Metal tradicional, mesclado ao rock clássico e ao Hard Rock setentista, tocado com muita garra e paixão.
Formação:
Robb Weir – Guitarra
Craig Ellis – Bateria
Deano – Guitarra
Jacopo Meille – Vocal
Gavin Gray – Contrabaixo
Faixas:
1 – Keeping Me Alive
2 – These Eyes
3 – One Of A Kind
4 – Rock & Roll Dream
5 – She
6 – Man On Fire
7 – Play To Win
8 – Burning Desire
9 – Hey Suzie
10 – Mr. Indispensable
11 – Speed
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