Gotthard: Genérico, novo álbum não empolga
Resenha - Bang! - Gotthard
Por Igor Miranda
Fonte: IgorMiranda.com.br
Postado em 18 de abril de 2014
Nota: 5 ![]()
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Os integrantes do Gotthard tinham todos os motivos do mundo para encerrarem as atividades do grupo após a trágida e prematura morte de Steve Lee, em 2010. Corajosos, os integrantes preferiram encarar a possível rejeição do público e começar uma nova versão da banda com Nic Maeder nos vocais.
"Firebirth", lançado em 2012, foi o primeiro com a nova formação e garantiu um saldo positivo para o quinteto. A banda se saiu bem sem Steve Lee. Mas a falta do cantor ainda era sentida. Especialmente as últimas faixas do registro deixam a impressão de que apenas a presença da voz de Lee poderia melhorar algumas faixas.
O sucessor, "Bang!", chegou às lojas no início deste mês e voltou a apresentar a sensação descrita no parágrafo anterior. O problema é que a fraqueza do material apresentado é bem mais geral. O trabalho soa genérico e sem nenhum elemento diferencial - que, antes, era a voz de Steve Lee, além das boas composições.
A faixa título, que abre o registro, conta com um ritmo atraente e o refrão fica na cabeça, mas a composição e os riffs não são atrativos. "Get Up N' Move On" traz aceleração, mas é muito genérica. "Feel What I Feel", mais melódica, apresenta um instrumental mais elaborado. Nic Maeder apresenta outro timbre vocal, mais grave, em partes da canção. Ficou ótimo, mesmo dando uma identidade diferente. O mesmo acontece em "C'est La Vie", balada um pouco melancólica que traz o acréscimo de acordeão como a característica mais peculiar, além da participação da cantora Melody Tibbets.
"Jump The Gun", pesada, também soa genérica. Faltou um refrão interessante e uma performance vocal com mais identidade. "Spread Your Wings", mais arrastada, tem um instrumental interessante. A produção poderia ter dado maior destaque ao baixo nessa canção, visto que o groove a orienta. "I Won't Look Down" apresenta uma orquestra de fundo que é decisiva para dar o clima adstringente da canção. "My Belief", típico hard com influências setentistas, tem riffs e performance vocal pouco destacada. Filler.
"Maybe" volta a contar com a cantora Melody Tibbets em dueto com Nic Maeder. Linda balada. "Red On A Sleeve" é quase heavy. Se não fossem os momentos em que os teclados roubam a cena, seria uma música mais chata. "What You Get" retoma alguns elementos orquestrados, mas também não cheira nem fede, assim como a roqueira "Mr. Ticket Man". O encerramento conta com provavelmente a faixa mais longa do Gotthard: "Thank You" tem quase 11 minutos de duração. Com exceção dos bons solos de guitarra, a música é muito exagerada. Para se fazer algo tão longo, é necessário, ao menos, mudar o andamento. Caso contrário, fica maçante e enjoativo - como ficou aqui.
O Gotthard pecou pela mesmice em "Bang!". Apesar de algumas faixas interessantes, o registro é fraco e genérico em seu conjunto. Não é marcante. Talvez o Gotthard tenha sido salvo em outros momentos da carreira pela voz de Steve Lee - tenho a sensação de que gosto de algumas canções do grupo, em especial dos últimos registros antes da morte, só pela voz dele. Além disso, a ausência de Lee nas composições é sentida. Os suíços precisam encontrar uma nova alternativa, ou vão cair no esquecimento após alguns lançamentos.
Leo Leoni (guitarra)
Freddy Scherer (guitarra)
Marc Lynn (baixo)
Hena Habegger (bateria)
Nic Maeder (vocal, guitarra)
Músico adicional:
Melody Tibbets (vocal em 4 e 9)
01. Bang!
02. Get Up N' Move
03. Feel What I Feel
04. C'est La Vie
05. Jump The Gun
06. Spread Your Wings
07. I Won't Look Down
08. My Belief
09. Maybe
10. Red On A Sleeve
11. What You Get
12. Mr. Ticket Man
13. Thank You
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