Paulo Schroeber: Disco indicado não apenas para guitarristas
Resenha - Freak Songs - Paulo Schroeber
Por Junior Frascá
Postado em 02 de fevereiro de 2014
Nota: 7 ![]()
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Paulo Schroeber é um guitarrista de renome na cena metálica nacional, por suas passagens nas bandas Hammer 67, Astafix e, em especial, o Almah. Possuidor de um talento nato para as seis cordas, Paulo sempre se mostrou um músico virtuoso, mas de muito bom gosto, o que fica mais evidente neste seu primeiro disco solo, totalmente instrumental.
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O disco possui uma sonoridade bem complexa, técnica e variada, com influências que vão do jazz e fusion ao funk, passando pelo metal e pela música brasileira, tudo de forma harmônica e com muita maturidade. Isso porque, além de Paulo, ainda participaram das gravações do baixista Felipe Andreoli, que dispensa apresentações, e o baterista Rodrigo Zorzi, um verdadeiro monstro das baquetas.
A produção também é ótima e, por óbvio, mesmo havendo um maior destaque para as guitarras, todos os demais instrumentos também dão suas caras em prol da musicalidade, não sendo um daqueles trabalhos de mera exibição de virtuosismos desnecessários.
O encarte do álbum também possui as explicações de Paulo para cada faixa, nas quais demonstra suas inspirações, bem como outros fatores que o influência ao compor.
É claro que nem tudo são flores, pois algumas faixas são um pouco longas demais, como "Neoclassical Party", mas nada que tire os méritos do trabalho, que é um prato cheio para os apreciadores da boa música instrumental, e para os guitarristas que pretendem ouvir um disco desafiador e criativo.
Freak Songs – Paulo Schroeber
(Independente - Nacional)
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