Amon Amarth: Os mestres suecos estão de volta em sua melhor forma

Resenha - Deceiver of the Gods - Amon Amarth

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Júlio Neto
Enviar Correções  

9


A expectativa era grande, pois após o ótimo "Surtur Rising" lançado em 2011, o nível da banda que sempre primou por soltar bons trabalhos, estava lá no alto. E valeu cada minuto da espera. "Deceiver of the Gods" chega para entrar de imediato na lista de melhores do gênero.

Melodic death metal: 10 discos essenciais do estilo, segundo a Metal HammerBon Jovi: as fotos do vocalista com mulheres nuas em 1985

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

A Amon Amarth faz um trabalho que dificulta enquadrar no rótulo (detestado por muitos, amado por outros tantos) de Melodic Death Metal. Seu som tem melodia sim, músicas muito bem trabalhadas, arranjos primorosos. Mas também tem muita brutalidade e peso. Quem quiser chamar de Viking Metal, chame. Quer chamar de Melodic Death Metal, também chame. Mas, o que importa realmente, é que a banda tem muita identidade e faz uma música extremamente viciante, que nos cativa desde a primeira audição e de tão rica, faz que com que a cada vez que colocamos para tocar vamos descobrindo elementos novos.

Não dá para apontar destaques neste álbum. Ele traz um grupo muito forte e em sua melhor forma. Mas, podemos ressaltar detalhes como a participação especial do Messiah Marcolin (Ex – Candlemass) na faixa Hel que ainda conta com um baita riff de guitarra. Todas as músicas estão niveladas por cima, com muita qualidade, melodia e peso. Apenas para não deixar de comentar algumas, "Under Siege" é de uma variedade e de uma beleza ímpar, a faixa título "Deceiver of the Gods" mostra a banda flertando com algumas influências Thrash Metal e a pesada e rápida "Blood Eagle". Mas salientando que estas apenas sobressaem de leve dentre todas as dez faixas deste baita álbum que merece ser ouvido com toda atenção e com o som no talo.

Para a produção foi convidado ninguém menos que o mestre Andy Sneap ele não decepcionou e fez um excelente trabalho, deixando o som com peso e melodia na medida certa. Com as guitarras novamente se destacando, mas sem sobressair os demais instrumentos. A capa como já é regra nos trabalhos do grupo é muito bonita.

Encontramos neste novo Amon Amarth mais um forte candidato à melhores do ano. A banda se mostrou em sua melhor forma e com horizontes amplos. Uma ótima aquisição e é um item valioso em qualquer coleção. Ouça sem moderação!

Faixas:

01 – Deceiver of the Gods
02 – As Loke Falls
03 – Father of the Wolf
04 – Shape Shifter
05 – Under Siege
06 – Blood Eagle
07 – We Shall Destroy
08 – Hel
09 – Coming of the Tide
10 – Warriors of the North


Outras resenhas de Deceiver of the Gods - Amon Amarth

Resenha - Deceiver of the Gods - Amon AmarthResenha - Deceiver of the Gods - Amon Amarth



Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Melodic death metal: 10 discos essenciais do estilo, segundo a Metal HammerMelodic death metal
10 discos essenciais do estilo, segundo a Metal Hammer


Amon Amarth: é impossível viver de música hoje em diaAmon Amarth
"é impossível viver de música hoje em dia"

Kiss: as dez mais pesadas releituras de músicas da bandaKiss
As dez mais pesadas releituras de músicas da banda


Bon Jovi: as fotos do vocalista com mulheres nuas em 1985Bon Jovi
As fotos do vocalista com mulheres nuas em 1985

Big Four: astros da cena Heavy escolhem banda preferidaBig Four
Astros da cena Heavy escolhem banda preferida


Sobre Júlio Neto

Ligado ao Heavy Metal há mais de 25 anos. Zineiro, produtor de shows underground. Colecionador voraz de CDs, vinil e livros. Fã incondicional do metal nacional, sempre apoiando as bandas e não deixando de adquirir seus materiais. Mora no sul da Bahia e apesar da distância, sempre a par do que acontece no underground.

Mais matérias de Júlio Neto no Whiplash.Net.

Goo336x280 GooAdapHor