Amon Amarth: brutalidade, melodia, deuses, guerra e cultura
Resenha - Deceiver of the Gods - Amon Amarth
Por Guilherme Niehues
Postado em 21 de junho de 2013
AMON AMARTH nunca foi uma banda que decepcionou os fãs, especialmente nos termos referentes ao Metal e também as belíssimas artes. O mais novo álbum da banda, Deceiver of the Gods (2013) não poderia ser diferente. A mescla do melhor da banda é encontrada aqui: a brutalidade, a melodia, os deuses da mitologia e claro, muito guerra e cultura. A diferença desde álbum para todos os demais já lançados, é que este fará com que o próprio Odin se ajoelhe e tema o arsenal dos suecos.
O álbum é cheio de boas memórias e que são facilmente lembradas, mesmo com seu curto tempo de existência. Todos os elementos que definiram o AMON AMARTH desde a sua estréia com o álbum Once Sent from the Golden Hall (1998) até o seu penúltimo trabalho Surtur Rising (2011) estão fincados neste novo lançamento com tamanha força que é inegável dizer: "isto é puramente o melhor do Melodic Death Metal ou Viking Metal", sem exceções.
Tudo se conecta de uma forma bastante natural e sólida, mantendo a base recheada dos velhos atributos alcunhados aos suecos, como também elementos novos que foram explorados com sabedoria pela banda! Qual é este experimentalismo a qual me refiro? Os vocais limpos de Messiah Marcolin (ex-Candlemass) na música Hel, é um belo experimento que além de ser uma novidade no registro da banda, é algo extremamente positivo! Afinal, permite brindar aos fãs com algo incomum na sonoridade da banda, mas mesmo assim mantendo os padrões do qual é exigida, profissionalismo completo.
No mais, as músicas do álbum apresentam uma mescla do que vimos no ótimo Twiligtht of the Thunder God (2008) e no já citado Surtur Rising (2011), porém em um novo nível, mais acentuado para a mescla entre a brutalidade e a melodia. Nenhuma música é tão melódica ou brutal, como era possível visualizar no seu antecessor. Liricamente, a banda evolui a cada lançamento, e avança um pouco mais na mitologia nórdica e sua batalha enfurecida do fim do mundo, conhecida como Ragnarok. Instrumentalmente, como foi comentado, é possível notar a padronização de uma qualidade absurda de todos os seus componentes, e até mesmo o baixo que geralmente é um instrumento que não tem grande destaque é apresentado de uma forma clara e produtiva ao longo do álbum.
Em destaques, é preciso comentar duas faixas que podem facilmente entrar como melhores do álbum para qualquer fã, a Under Siege e Warriors of the North, ambas são as mais longas, sendo que a última ultrapassa a casa dos 8 minutos. Nestas duas faixas citadas é possível entender melhor a criatividade da banda e como é possível cativar o ouvinte sem se repetir ou ficar atrelado na mesmice, seja em faixas de um mesmo álbum ou em toda a sua carreira. Aliás, ainda nestas duas músicas, percebam a troca de tempo e conexão com a brutalidade, é de tirar o fôlego e fazer com que qualquer banguer gire a caixola descontroladamente.
Outros destaques que merecem ser comentados, pois eu lhes digo, não conhece o álbum? Ótimo, comece por estas músicas: As Loke Falls, Hel e Father of the Wolf.
Tracklist:
1. Deceiver of the Gods
2. As Loke Falls
3. Father of the Wolf
4. Shape Shifter
5. Under Siege
6. Blood Eagle
7. We Shall Destroy
8. Hel
9. Coming of the Tide
10. Warriors of the North
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