Deicide: Obrigatório para fãs da banda e de Death Metal em geral
Resenha - In the Minds of Evil - Deicide
Por Luis Fernando Ribeiro
Postado em 25 de novembro de 2013
Apesar de muita polêmica barata, todo bom headbanger sabe da importância do DEICIDE para a história do Death Metal, sendo ao lado de DEATH, MORBID ANGEL e CANNIBAL CORPSE, uma das bandas mais influentes do gênero. Glen Benton sempre foi um cara que quis chamar a atenção, seja através de suas declarações e atitudes polêmicas ou de suas letras atacando pesadamente o cristianismo e religiões em geral, mas isso nunca impediu o grupo de compor discos brutais e de muita qualidade.
Com o passar dos anos a banda vem evoluindo seu som extremo, incluindo novos elementos e tornando sua música mais elaborada, isso já vem ocorrendo desde "The Stench Of Rendemption", mas se intensificou em "Till Death Do Us Part". Todavia, nesse décimo primeiro disco de estúdio da banda, o DEICIDE optou por uma sonoridade que mescla momentos de sua trajetória recente com outros que lembram discos como "Deicide" e "Legion", em especial nos riffs mais encorpados da dupla de guitarristas. O resultado ficou excelente, pesado e soa como uma banda atual que não esqueceu suas raízes, podendo ser curtido tanto pelos velhos quanto pelos novos fãs. "In the Minds of Evil" é resultado de toda a experiência da banda, que buscou todos os melhores elementos que já havia utilizado em sua carreira, mesclou-os com novas ideias e transformou em um puta disco.
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
A produção do disco, a cargo de Jason Suecof (Trivium, The Black Dahlia Murder, All That Remains), ficou excelente, deixando todos os instrumentos bem audíveis e a sonoridade menos ríspida (Como em "Serpents of the Light" e "Once Upon the Cross", por exemplo), mas sem soar polido a ponto de minimizar o peso das composições. Além de Glen Benton (Baixo e Vocal), a formação atual da banda também conta com Jack Owen na guitarra, Steve Ashein na bateria e o estreante Kevin Quirion na outra guitarra.
Quanto à parte lírica, não existem grandes novidades, Glenn Benton continua atacando ao cristianismo e a qualquer organização religiosa. Sabe-se é claro que grande parte dessa afronta faz parte de um personagem criado pelo líder da banda e que vem sendo utilizado de forma a gerar publicidade para o DEICIDE, se ele acredita ou não no que ele ‘prega’, só ele mesmo sabe.
A faixa título, já disponibilizada na internet antes mesmo de o álbum ser lançado, abre o disco de forma certeira. A música inicia com ótimos riffs, numa linha mais Thrash, com umas ‘paradinhas’ matadoras, mas logo o vozeirão cavernoso de Benton nos lembra do que estamos ouvindo. Uma música bastante pesada e direta, que demonstra exatamente o que encontraremos em todo o restante do álbum. O destaque fica para a bateria insana de Steve Ashein e os riffs bangeantes de Owen e Quirion, que, aliás, se mostram extremamente entrosados em todo o disco.
"Thou Begone" mantém o peso em alta, com riffs incríveis e uma velocidade estonteante de Ashein nos bumbos duplos e blast-beats, com uma precisão absurda. Essa música mescla claramente os elementos do DEICIDE antigo com o mais atual e apesar de ser uma música bastante direta, é mais técnica e elaborada, lembrando um pouco o CANNIBAL CORPSE, ex-banda de Jack Owen.
Os riffs mais retos de "Godkill" convidam a bater cabeça. A música tem alguns elementos claros de "Scar of the Crucifix" e outros de "Legion", além de um ótimo solo, blast-beats na velocidade da luz e o sempre marcante vocal de Benton. Uma música intensa e pesadíssima.
"Beyond Salvation" soa mais recente. As melodias acompanhadas do peso da cozinha tão um clima macabro à trechos da música, que logo torna-se uma porradaria só, sem espaço para elaborações.
"Misery of One" é um típico Death Metal, com bateria, baixo e riffs acelerados, vocal urrado e ódio escorrendo por todos os lados. Quase impossível destacar um ou outro músico, tanto nessa música quanto em todo o restante do disco, uma vez que os quatro se mostram perfeitamente entrosados e importantes para a sonoridade à qual chegaram neste álbum.
O disco segue com as pesadíssimas "Between the Flesh and the Void", que apesar de muito pesada tem como destaque as ótimas melodias e também a furiosa "Even the Gods Can Bleed" que oscila entre momentos mais cadenciados (Para o padrão da banda) e outros de pura fúria. À essa altura seu pescoço já está pedindo folga, mas o nível não baixa.
"Trample the Cross" soa maligna e possui alguns leves traços de Black Metal, em especial nos excelentes riffs de guitarra. Benton soa ainda mais brutal nesta música, mostrando-se cada vez mais um dos melhores vocalistas do metal extremo de todos os tempos.
"Fallen to Silence" é outra boa música, pesadíssima e com um excelente solo de Owen.
Quando já estou me dando por satisfeito com mais este bom lançamento do DEICIDE, eis que sou brindado com a melhor música do disco, a blasfema "Kill the Light of Christ". Uma música ao mesmo tempo brutal, pesada, com boas melodias, com uma interpretação insana de Benton, uma bateria precisa, veloz e variada de Ashein, riffs pesadíssimos e novamente um solo excelente de Owen.
"End the Wrath of God" encerra o disco no mesmo nível que ele se manteve em sua totalidade, provando que um disco não precisa ser longo e cheio de firulas pra ser bom (Apesar de muitos outros exemplos na história do metal, como "Reign in Blood", por exemplo). Em todo o disco não há nenhuma música que ultrapasse os 4 minutos, totalizando 36 minutos de gravação.
Se você é fã de DEICIDE e Death Metal em geral, a audição não é só recomendada, mas obrigatória. Facilmente está entre os melhores discos de 2013.
Track List:
1. In the Minds of Evil
2. Thou Begone
3. Godkill
4. Beyond Salvation
5. Misery of One
6. Between the Flesh and the Void
7. Even the Gods Can Bleed
8. Trample the Cross
9. Fallen to silence
10. Kill the Light of Christ
11. End the Wrath of God
Line-Up:
Glen Benton (Baixo/Vocal)
Steve Ashein (Bateria)
Kevin Quirion (Guitarra)
Jack Owen (Guitarra)
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