Arceye: Peso, agressividade, brutalidade, melodia e técnica
Resenha - At First Light - Arceye
Por Vitor Franceschini
Postado em 14 de novembro de 2013
Nota: 9 ![]()
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Os britânicos do Arceye trabalharam cuidadosamente na concepção deste seu segundo trabalho e o resultado final não poderia ser outro, um disco maravilhoso. Todos sabem que não é fácil fazer Metal extremo abrangendo diversos estilos e, ainda, aliar isso a muita técnica sem soar pretensioso ou mirabolante.
A banda consegue unir na sonoridade de "At First Light" peso, agressividade, brutalidade, melodia e técnica como poucos. O melhor de tudo? Não há muito toque de modernidade e quase nada de incursões de outros instrumentos que não sejam guitarra, baixo e bateria.
O primeiro destaque sem dúvidas é o baterista Craig Mackay. Desde a primeira música o cara demonstra uma técnica incrível, precisão e versatilidade (qualidade essa que engloba toda a banda). Viradas sensacionais, quebradas intrincadas e o bom uso dos bumbos duplos são fichas pro cara.
As linhas de baixo acompanham bem todo esse processo, sendo que os riffs e solos dos guitarristas Dave Roberts e Luke Durston são um charme a parte. Os caras conseguem fazer um trabalho sensacional, com passagens cheias de dedilhados, sem serem egocêntricos. Só ouvindo pra ver o quanto o conjunto da obra é de alto nível neste disco. Sem contar os ótimos vocais de Al Llewellyn (também baixista) que manda um belo gutural potente e inteligível.
Destaques? Sim, apesar de todas as faixas possuírem qualidade, a faixa título e The Longest Drive chamam atenção de cara. A bela instrumental Sirius merece menção, e a diferenciada balada (!) Damage Done também, afinal é a que mais sai do contexto do disco, mesmo sendo belíssima. Corre conferir.
http://www.arceye.co.uk/
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