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Armadilha: Prendendo os headbangers na década de 1980

Resenha - Choque Elétrico - Armadilha

Por Willba Dissidente
Postado em 11 de outubro de 2013

Nota: 9

Quando o Heavy Metal se firmou no Brasil, em princípios dos anos oitenta, as bandas - naturalmente - cantavam em português e eram inspiradas por nomes pioneiros como IRON MAIDEN, ACCEPT e JUDAS PRIEST. Com o passar das décadas, entretanto, os grupos passaram a cantar em inglês e muitas deles seguiam as "novas" vertentes do metal, como o Melódico e o Extremo. Em meados da década que deu início ao século XXI, muitos conjuntos novos passaram a buscar referência nas primeiras bandas de metal tupiniquins, como STRESS, CENTÚRIAS, ALTA TENSÃO etc, retomando os anos oitenta no visual, na música e lançando discos em português. Poderia então a jovem banda paulista ARMADILHA acrescentar algo à cena metal que conta com nomes consagrados como COMANDO ETÍLICO, SELVAGERIA, PRELLUDE e muitas outras?

Formanda em 2011 na cidade de São Paulo, capital, por ex-membros de bandas covers de GIRLSCHOOL, TYGERS OF PAN TANG e BLITZKRIEG, a banda ARMADILHA passou um ano ensaiando e preparando as composições que compõe "Choque Elétrico", seu debut. A influência clara ao som que rola nos 36 minutos e 54 segundos de duração do CD é da New Wave of British Heavy Metal. Com músicas e letras compostas em conjunto pelos cinco integrantes, notasse que o ARMADILHA teve um zelo muito especial com sua música no sentido de fazê-la sair da mesmice que os clichês oitentistas podem prender as bandas.

Muitas mudanças de andamento, solos dobrados, backing vocals muito bem sacados e leads de guitarra em partes em que esperaríamos "aquela mesma base", ou "a repetição do refrão" marcam a audição do disco. A quebra dessa fórmula "canto / refrão / canto 2 / refrão 2 / solo / refrão 3" acrescenta característica e personalidade ao Heavy Metal rápido e coeso do ARMADILHA. Somada à criatividade natural dos músicos em riffs cortantes, levadas insanas de baterias e solos cheios de felling, eis que chegamos à sonoridade que "Choque Elétrico" quis alcançar; apoiado a uma produção feita pela banda e Rafael Prego, que não é moderna, mas que soa cristalina e pesada.

O disco abre com uma introdução instrumental que faz referência à revolução de "1932" em São Paulo (Estado onde todos da banda nasceram), que já mostra o Metal que a banda pretende é a perfeita ponte para o som "Metal Inquebrável". Este, que já nasce com cara de clássico, mostra os talentos vocais de Felipe Feliciano, que possui muita variação e abrangência, dando um brilho à mais a essa música metalinguística que trata do amor que sentimos pelo Heavy Metal. A continuação, "Deus dos Poderosos", começa com excelente entrada de bateria e segue com um andamento invejável. Talvez por ser uma banda formada pelo baterista, notamos a excelência de Pedro Zupo, que é o destaque de "Choque Elétrico".

Uma outra característica que deve ser ressaltada no cd é a abrangência líricas dos temas presentes. Há músicas de esquerda na crítica às religões organizadas em "Deus dos Poderosos" e a homenagem à Revolução Francesa (pela via Jacobina) em "Decapitar o Poder". Além dos já citados sons com temática histórica, encontramos a boêmia e a vida na noite em "Choque Elétrico", "Vestida do Pecado" e "Minha Casa é o Bar (homenagem à banda GIRLSCHOOL)" e até ficção científica em "Guerra no Espaço"! Musicalmente falando, de um modo geral, as canções do ARMADILHA são velozes, ao máximo que se pode alcançar sem sair da ceara do Heavy Metal tradicional.

A faixa-título da banda, "Armadilha", é bem interessante, com uma mudança inesperada na finalização, que a valoriza como um todo. "Choque elétrico", a música, tem um riff cortante old school muito legal, que contrasta com a rápida e acelerada "Vestida do Pecado". Em "Decapitar o Poder", encontramos a linha de baixo mais legal de Lucas Vieira, que fez um ótimo trabalho ao acompanhar o virtuoso Zupo na cozinha e ainda conseguir se destacar. "Fúria sobre duas Rodas" tem participação de Rafael Romanelli, que também ajudou nos backing vocals em todo o disco, da banda Thrash Metal LEATHERFACES, nas guitarras solo, numa faixa sobre o motociclismo. Encerrando o disco, encontramos a maior faixa do cd, a veloz "Guerra no Espaço", com rápido e ótimo solo dobrado de Denys e Guilherme.

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A arte gráfica de "Choque Elétrico" foi toda desenhada pelo baterista Pedro Zupo; que fez um trabalho autoral chamativo. O encarte possui oito páginas, com fotos dos integrantes, banda, agradecimentos e já adianta o EP "We Are Trap"; liberado recentemente, que conta com sete músicas de "Choque Elétrico" cantandas em sete idiomas diferentes por Pedro Zupo. Falando nisso, o cd "Choque Elétrico" foi lançado em Julho de 2013 pelo Thirteen Records, de propriedade de Tour Tauil, vocalista do ZUMBIS DO ESPAÇO; que consta no cast com outros proeminentes nomes como FIRE STRIKE e LEATHERFACES.

O saldo final do disco é um "Choque Elétrico" em todos que dizem que ao reverenciar os anos oitenta o Heavy Metal "não sai da mesmice" e "não evolui", além de garantir ótimas bateções de cabeça aos Metalheads. O ARMADILHA soube ser anos oitenta se aproveitando da tecnologia atual e passear por vários chavões do Heavy Metal fazendo um som diferenciado. Poucas bandas são dignas de tais elogios e os headbangers só podem esperar ser presos voluntariamente por essa ARMADILHA.

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ARMADILHA

Felipe Feliciano (ex- TYGERS OF PAN TANG cover) - vocal(*)
Pedro Zupo (GIRLSCHOOL cover) - bateria
Guilherme Vizza (ex- BLITZKRIEG cover) - guitarra
Lucas "Alemão" Vieira - baixo
Denys Garcia - guitarra

Discografia:
Choque Elétrico (cd, 2013)
We are Trap (Ep, 2013)

"Choque Elétrico" (tracklist).

01 - 1932 (instrumental)
02 - Metal Inquebrável
03 - Deus dos Poderosos
04 - Armadilha
05 - Choque Elétrico
06 - Vestida do Pecado
07 - Decapitar o Poder
08 - Minha Casa é o Bar
09 - Fúria sobre Duas Rodas
10 - Guerra no Espaço

(*) Após o lançamento de "Choque Elétrico", o vocalista Felipe deixou a banda, sendo substituído por Jonas, do grupo RINDIN STORM (que aparece nas fotos da resenha).

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Sites relacionados (em português):

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Sobre Willba Dissidente

Willba Dissidente é fã das bandas de hard rock dos anos 70 e 80 e de metal oitentista dos mais variados países. Quem quiser saber mais deve acessar seu canal no youtube. Obrigado! Stay Hard (True As Steel)!
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