Grand Funk Railroad: A verdadeira trip do "E Pluribus Funk"
Resenha - E Pluribus Funk - Grand Funk Railroad
Por Eduardo Wolff
Postado em 06 de outubro de 2013
O nome do Grand Funk Railroad tem como inspiração a estrada de ferro Grand Trunk Western, localizada na cidade de Flint, nos Estados Unidos. Lugar aonde surgiu a banda. É a partir deste ponto de partida, que começamos uma viagem chamada "E Pluribus Funk" . Com Mark Farner (vocal, guitarra, teclado e harmonica), Don Brewer (bateria e vocal) e Mel Schacher (baixo), essa rota transita pelo ano de 1971.
Grand Funk Railroad - Mais Novidades
O Grand Funk fazia aquela bela mescla entre rock e o puro funk americano. Nesta época, o grupo estava a toda e com um enorme sucesso na terra do Tio Sam. Para se ter uma noção, um dos grandes feitos foi bater os Beatles, com a lotação completa, no clássico Shea Stadium, de Nova Iorque. Ao todo, 12 mil pessoas compraram ingressos em apenas 72 horas.
O embarque de 'E Pluribus Funk' inicia com Farner anunciando aos "passageiros" a seguinte frase: "come on everybody, we're gonna have a good time" (vamos lá todos, nós vamos nos divertir). Realmente, esta viagem terá uma excelente trilha sonora de fundo. Nesta canção, a "Footstompin' Music", há uma ótima troca de teclados para as guitarras. Em boa parte do som, o baixo e a bateria mantém nos trilhos a canção, com as aparições pontuais das harmonias de Farner.
Na próxima estação vem a letra mais politizada do disco, a "People, Let's Stop the War", tendo frases como: "from fighting in a war, that causes big men to get rich" (lutando em uma guerra, que faz com que grandes homens fiquem ricos). Além da argumentação política, Farner usa, em todo o riff, o wah wah em sua guitarra, bem característico e marca registrada em alguns sons do Grand Funk. Outra peculiaridade do grupo é a divisão entre os vocais, com Farner e Brewer cantando juntos "o fim dessa guerra".
Já a parada seguinte se chama "Upsetter". Aliás, essa é uma que vale a pena calibrar o "bass" das caixas do alto falante, como em outras várias músicas do disco. As linhas de baixo de Schacher são muito bem elaboradas e presentes, cooperando, em muito, na harmonia. Nessa música, o solo fica por conta da harmônica de Farner, contribuindo para soar como um blues tradicional.
"I Come Tumblin'" inicia com um breve do solo de Farner. No entanto, o destaque fica também logo no início da música, mais especificamente na bateria de Don Brewer. A sensação sonora é de um comboio ferroviário ou de uma manada de rinocerontes chegando em sua direção. Após esse atropelamento, acontece uma breve caída para novamente a bateria atropelar tudo. Esses fatos acontecem em vários momentos da música. No encerramento, Schacher sola no baixo, tendo o "comboio" de Brewer de acompanhamento.
Para queimar mais o caldeirão dessa locomotiva, o baterista Don Brewer canta, com sua voz grave e agressiva, em "Save the Land". Essa é a sua única participação como vocal principal deste álbum.
Com um solo de guitarra ao estilo blues vem "No Lies". Nessa canção, como diferencial, foram gravadas duas guitarras. Além disso, mais mensagens são dadas aos "passageiros". Um dos trechos refere: "we don't need no leader, to tell us just what's wrong" (nós não precisamos de nenhum líder para nos dizer exatamente o que está errado).
No desembarque, "Loneliness" encerra o 'E Pluribus Funk'. No começo, a expectativa é de uma balada, mas, na realidade, essa é a música mais elaborada do disco. O produtor e empresário, Terry Knight, mostrou maior trabalho nessa execução. Para isso, contratou o maquinista, ou melhor, o arranjador Tom Baker para botar mais lenha na locomotiva. Com uma grande orquestração - composta de instrumentos de sopros e arranjos de cordas -, Mark Farner solta a voz mais uma vez e sustenta, por diversas vezes, seus agudos. A orquestra se alinha muito bem com o power trio. O fim apoteótico tem um coral de vozes cantando sobre a solidão, por mais contraditório que isso possa soar.
Para quem não teve a oportunidade de escutar, vale a pena comprar um ticket dessa viagem. Esse passeio musical é diversão pura para os adoradores de rock. Com certeza, as escalas dessa trip farão com que você as queira repetir por diversas vezes.
Outras resenhas de E Pluribus Funk - Grand Funk Railroad
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Dark Dimensions Festival anuncia primeiras bandas
Com mais de 140 shows, festival Welcome to Rockville anuncia atrações para 2027
Três anos após levar tiro na cabeça, Mingau, do Ultraje a Rigor, aparece de pé em vídeo
O plano de Nicko McBrain para voltar ao estúdio no próximo álbum do Iron Maiden
Os 50 artistas de rock e metal mais ouvidos de todos os tempos no Spotify
Tony Iommi considera injusto comparar Jorn Lande a Ronnie James Dio
Shows do Social Distortion no Brasil são adiados para 2027
Bruce Dickinson alertou quem não gostava de metal para não morrer vendo Iron Maiden na TV
Rick Rubin achou que faltava Satanás no Slayer e pediu que a banda voltasse às raízes
A música do Lynyrd Skynyrd que Dave Mustaine colocou no Metallica sem Lars Ulrich perceber
A cirurgia que membros do Metallica, Slayer e Megadeth precisaram fazer, diz Hetfield
O problema no Alter Bridge que fez Mark Tremonti criar sua própria banda
O único membro do Metallica que saiu por conta própria, segundo Lars Ulrich
Aerosmith realiza primeiro dos dois shows comemorativos; veja setlist e convidados
A canção que mudou a vida de Jimi Hendrix e completou 60 anos de gravação
Beatles e Led Zeppelin aparecem em lista de discos mais superestimados da história
A "música boba" que causou treta feia mas, sem ela, a Legião Urbana não existiria
Como Quincy Jones salvou um grande hit pop dos anos 80 de ter sido uma canção de Heavy Metal

A banda que bateu um recorde dos Beatles e afundou em poucos anos



