RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas

imagemRoger Waters se defende, mas David Gilmour fica do lado da esposa e confirma tudo

imagemEm 1974, Raul Seixas explicava detalhes dos significados por trás da letra de "Gita"

imagemRodinha de mosh gigantesca em show do System of a Down viraliza e impressiona

imagemQuem ganhou e quem devia ter ganhado o Grammy de metal desde 1989, segundo Loudwire

imagemVeja o que esperar da turnê do Mayhem no Brasil

imagemJimmy Page diz não haver gênio no rock - mas um gênio fez ele se contradizer

imagemMegadeth é processado por artista que criou capa do último disco da banda

imagemAs 20 melhores músicas do Nightwish, em lista da Metal Hammer

imagemA reação de King Diamond ao ouvir Metallica tocando músicas do Mercyful Fate

imagemRússia pede para que Roger Waters fale com a ONU sobre a situação da Ucrânia

imagemA opinião de Humberto Gessinger sobre movimentos separatistas da região Sul do Brasil

imagemQuando Roberto Carlos foi alfinetado por Raul Seixas, mas o Rei gostou do que ouviu

imagemBruce Dickinson explica como cuida de sua voz

imagemIron Maiden está atrás de George Michael e Cyndi Lauper em votação do Rock Hall Of Fame

imagemO ponto fraco de Yngwie Malmsteen segundo Ronnie James Dio, em 1985


Stamp

Black Stars Riders: Sucessores dignos do Thin Lizzy

Resenha - All Hell Breaks Loose - Black Star Riders

Por João Paulo Linhares Gonçalves
Postado em 23 de junho de 2013

Nota: 8

O Thin Lizzy lançou seu último álbum de estúdio em 1983, com John Sykes e Scott Gorham nas guitarras, o líder Phil Lynott no baixo e vocais, Darren Wharton nos teclados e Brian Downey na bateria. Após a turnê para promover o álbum, a banda se desfez. Lynott ainda conseguiu lançar um disco solo e gravar com Gary Moore antes de falecer com apenas 36 anos, de complicações do uso crônico e dependência de drogas. A partir de então, diversas vezes os membros remanescentes - principalmente Scott Gorham, Darren Wharton e Brian Downey - vem se reunindo para turnês. A principal encarnação desta ressurreição começou com a iniciativa de John Sykes, que em 1996 convenceu os demais membros a participar. Ele trouxe o baixista Marco Mendoza para o projeto e assumiu os vocais (Mendoza trabalhou com ele no Blue Murder).

Em 2009, Sykes desistiu de participar deste projeto e Gorham assumiu o contole, trazendo o vocalista Ricky Warwick (ex-The Almighty). Para a outra guitarra, Vivian Campbell (ex-Dio, Def Leppard) foi o escolhido, mas foi substituído depois que teve que retornar a sua banda principal, o Leppard. Damon Johnson acabou entrando em seu lugar. Esta formação foi compondo novo material durante as turnês de 2011 e 2012 e sentiu que deviam lançar um novo álbum. Felizmente, a banda tomou a sensata decisão de não lançar este material utilizando o nome Thin Lizzy. Criaram uma nova banda, chamada Black Star Riders. Brian Downey não se sentiu confortável com a possibilidade de excursionar extensivamente e acabou abandonando o projeto; o mesmo aconteceu com o tecladista Darren Wharton. Para o lugar de Downey, foi escolhido Jimmy DeGrasso, que já tocou em um monte de bandas: Alice Cooper, Suicidal Tendencies, Megadeth e Dokken, só pra citar algumas. Nenhum tecladista foi escalado e a banda acabou ficando como um quinteto: Warwick, Gorham, Johnson, Mendoza e DeGrasso.

E este novo álbum viu a luz do dia no final do mês de maio, pela gravadora Nuclear Blast (esta gravadora está com um elenco de primeira...). Um álbum de hard rock com composições encorpadas, melodias envolventes, e aquelas harmonias características da banda que originou tudo: o Thin Lizzy. Claro, temos Scott Gorham, um dos membros originais, ali presente. Porém, é da dupla Rick Warwick/Damon Johnson a maioria das composições. Warwick com sua voz rascante, até lembrando um pouco Phil Lynott; e Johnson se mostrando totalmente integrado e entrosado no trabalho de guitarras com o veterano Gorham. A cozinha, formada por Mendoza e DeGrasso, segura as pontas muito bem. A produção, bem redondinha e acertada, é mais um bom trabalho de Kevin Shirley, o produtor que mais se destaca neste século. E este time nos presenteou com um dos melhores álbuns de 2013, pelo menos até aqui.

O começo do disco é a melhor parte, três canções em sequência de empolgar, incluindo a faixa-título, com seu riff envolvente e refrão pegajoso; "Bound For Glory", que poderia, facilmente, figurar em um dos álbuns do Thin Lizzy, com sua estrutura de guitarras gêmeas; e "Kingdom Of The Lost" traz aquele clima irlandês numa melodia deliciosa. "Hey Judas", o single escolhido para ser promovido com um vídeo-clipe, é outra que nos lembra o bom Lizzy, de melodia cativante que agrada muito. Outro destaque é a mais acelerada "Valley Of The Stones", onde a banda tenta seguir seu próprio caminho, sem escancarar que é uma continuação do Lizzy. E este fator é importante para o futuro da banda, que não conseguiria sobreviver por muito tempo sem soar original e sem tentar criar sua própria identidade.

No final da audição do álbum, você fica com aquela certeza de que ouviu um grande disco, apenas o primeiro de uma banda que tem um futuro muito promissor. Aguardemos os acontecimentos e vejamos como será a recepção do álbum com o tempo, ele tem tudo para crescer muito e cativar os antigos fãs do Thin Lizzy e agradar muita gente nova também.

Se nossos brilhantes promotores de shows acompanhassem boas novas como essas, talvez tivéssemos o Black Star Riders tocando num Monsters Of Rock. Ao invés disso, teremos uma noite de revival nu metal... Enfim, ainda há esperança, a banda tocou algumas datas em festivais na Europa (incluindo uma participação no festival Download, em Donington), e só tem shows marcados para o final do mês de novembro e para dezembro, uma turnê pelos países da Grã-Bretanha. Ao vivo, a banda intercala as músicas deste álbum com os grandes clássicos do Thin Lizzy - todos sabem sua origem, e eles não tem a intenção de negar. O que deixa a banda com um excelente material para explorar!

Relação das músicas:
1 - "All Hell Breaks Loose"
2 - "Bound For Glory"
3 - "Kingdom Of The Lost"
4 - "Bloodshot"
5 - "Kissin' The Ground"
6 - "Hey Judas"
7 - "Hoodoo Voodoo"
8 - "Valley Of The Stones"
9 - "Someday Salvation"
10 - "Before The War"
11 - "Blues Ain't So Bad"

Alguns vídeos:

"Hey Judas" (vídeo-clipe):

"Kingdom Of The Lost" (lyric video):

[an error occurred while processing this directive]

"Bound For Glory" (lyric video):

Curta esta e outras resenhas no blog Ripando a História do Rock. Grande abraço e até a próxima, com muito rock and roll!!
http://ripandohistoriarock.blogspot.com.br/

[an error occurred while processing this directive]


Outras resenhas de All Hell Breaks Loose - Black Star Riders

Resenha - All Hell Breaks Loose - Black Star Riders

Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Siga e receba novidades do Whiplash.Net:

Novidades por WhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Def Leppard Motley Crue 2


publicidadeAdemir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | André Silva Eleutério | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Euber Fagherazzi | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Henrique Haag Ribacki | José Patrick de Souza | Julian H. D. Rodrigues | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre João Paulo Linhares Gonçalves

Roqueiro convicto, de carteirinha, desde os treze anos de idade. Já tive diversas bandas preferidas: de Iron Maiden, Metallica e Black Sabbath a The Who, Pink Floyd e Rolling Stones. O heavy metal sempre me atraiu muito, mas o rock praticado nos anos 60 e 70 é fascinante e estou sempre escutando. De vez em quando, dou chance ao punk, rock alternativo, blues, até ao jazz e MPB, pra variar.
Mais matérias de João Paulo Linhares Gonçalves.