Rhapsody: a banda perdeu tempo em seu começo por não fazer shows
Resenha - Live - From Chaos To Eternity - Rhapsody
Por Vitor Franceschini
Postado em 17 de junho de 2013
Nota: 8 ![]()
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Lembro-me perfeitamente quando ouvi pela primeira vez o Rhapsody (quando a banda atendia somente por esse nome e como irei me referir nessa resenha). Foi com o debut "Legendary Tales" de 1997 que me surpreendeu positivamente pelo excesso de orquestrações e melodias muito bem encaixadas.
Logo perdi o encanto pela banda e me recordo muito bem que os discos que o sucederam fizeram um grande estrondo por parte do público, mas virava e mexia eram massacrados pela mídia especializada. A única coisa que não poderiam negar era o talento inegável de seus músicos, em especial o compositor e tecladista Alex Staropoli, o vocalista Fabio Lione (um dos melhores de todos os tempos no estilo) e do ex-guitarrista Lucca Turilli.
Após a saída desse último e a adição do ‘Of Fire’ no nome, a banda italiana sofreu altos e baixos, mas danou a se apresentar ao vivo (coisa que não fazia no início de carreira) e passou por mais uma provação. Segundo disco ao vivo os caras, esse álbum duplo é algo que mostra uma banda completamente reformulada e dentro dos eixos novamente.
Talvez tenha sido a decisão mais acertada, já que o que podemos concluir em "Live – From Chaos To Eternity" é que a banda perdeu tempo em seu começo por não fazer shows. Com um repertório cheio de clássicos, o grupo demonstra energia e coesão (mesmo com os inevitáveis overdubs e samples).
O primeiro disco retrata mais a fase atual, da qual confesso acompanhei pouco, onde canções como From Chaos to Eternity, Triumph Or Agony, The Dark Secret e Land Of Immortals soam perfeitas com uma apresentação digna aliada a muito peso e coesão. Mérito de Alex, Fabio que está cantando cada vez melhor e mais variado, dos atuais guitarristas Roberto De Micheli e Tom Hess, e da cozinha formada por Oliver Holzwarth (baixo) e Alex Holzwarth (bateria).
No disco dois, os arranjos de Alex nos levam a uma viagem ao início de carreira do grupo com clássicos do naipe de Dawn Of Victory, The Village Of Dwarves, Holy Thunderforce e Emerald Sword. Simplesmente algo que irá tirar o fôlego de qualquer fã, pois até o meu se foi com essas execuções.
O peso das guitarras, que ficou devendo em alguns trabalhos em estúdio, os já citados arranjos, a cozinha ‘nervosa’ e muito técnica, além da interpretação incontestável de Lione, fazem com que esse disco seja o álbum ao vivo definitivo da banda, já que "Live in Canada 2005 - The Dark Secret" foi uma ‘encheção’ de linguiça. Algo pra colecionador.
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