Symbolica: vida longa e próspera para essa grande revelação
Resenha - Precession - Symbolica
Por Felipe Cipriani Ávila
Postado em 09 de maio de 2013
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Eis um grande disco, recentemente lançado, no ano passado! A banda, idealizada pelos guitarristas Diego Bittencourt e Zeka Jr., após cinco anos de atividade com a banda catarinense Enforcer, foi formada em 2011. E, após adicionar ao seu line-up músicos já bastante experientes, como o vocalista Gus Monsanto (Adagio, Revolution Renaissance), o baterista Marcelo Moreira (Almah, Burning In Hell) e o baixista Lucas Pavei (Alcoholic Trendkill), logo gravaram o seu álbum de estreia, "Precession", e impressionaram!
O que chama atenção, logo de cara, é o alto nível de profissionalismo da banda e o quão consistentes são as composições contidas no disco. Tudo é extremamente bem feito, desde a produção, à cargo de Adair Daufembach, até a performance dos músicos.
O direcionamento musical da banda é um Heavy Metal bem pesado e variado, com alguns sutis toques mais modernos. E há de se destacar, embora este seja o disco de estreia, uma certa identidade moldada pela mesma, porém havendo influências, obviamente. E, no decorrer de toda a audição do trabalho, podemos perceber que todos os músicos envolvidos tiveram a oportunidade de mostrar o seu talento.
A música de abertura do disco, "Enjoy The Ride", foi apresentada à imprensa e ao público através de um vídeo clipe, assim como, posteriormente, a música "A Letter For Mankind", ambas causando muito estardalhaço à época. Ambos os clipes foram muito visualizados e a banda foi muito reconhecida pelo ótimo trabalho, inclusive, também, no exterior.
Outra música que já havia sido disponibilizada para audição, antes do lançamento oficial do disco, é a "Another Sun". Trata-se de uma faixa muito veloz, pesada e carregada de muito feeling, com uma letra muito bem construída. A parte lírica do disco, inclusive, merece elogios, cabendo a cada ouvinte interpretar as letras à sua maneira.
As estruturas das músicas são muito bem construídas e complexas, porém isso não impediu a banda de criar melodias muito bonitas e marcantes.
Esse é um disco para ser ouvido do início ao fim, já que cada faixa se completa e possui climas similares. A intercalação, em alguns momentos, do vocal gutural, à cargo do guitarrista Diego Bittencourt, com o vocal limpo de Gus Monsanto, contribuiu, e muito, para o andamento, a emoção e os sentimentos transmitidos para o ouvinte a cada música.
Há de se destacar o trabalho do vocalista Gus Monsanto, em uma de suas melhores performances, em toda a sua carreira. O timbre de voz dele é muito bonito e ele é dono de uma voz muito versátil, conseguindo transmitir muitas emoções, sem, entretanto, soar exagerado. Faixas como "Awake The Wrath Of Angels" e "A Dance For Eternity", por exemplo, mostram toda essa versatilidade, com uma interpretação, de certo modo, até teatral, variando entre momentos mais suaves e agressivos, com muito facilidade. Isso sem citar a sua performance na música "Innuendo", cover do Queen, na qual impõe a sua própria interpretação e voz, sem a intenção de imitar o cantor Freddie Mercury. Já na balada "Awakening 999" ele impressiona a todos, com uma performance emocionante, no mínimo.
Merecem menção e honras ao belo trabalho, também, a dupla de guitarristas, Diego Bittencourt e Zeka Jr., ambos desfilando riffs, solos e melodias de muito bom gosto, impressionando pela técnica apurada, assim como o baterista Marcelo Moreira, que dispensa maiores comentários, pela sua precisão, técnica, e agressividade, e o baixista Lucas Pavei, que se mostrou um ótimo músico.
Toda a banda se mostra muito entrosada, sem dúvida alguma, não deixando a "peteca cair", em nenhum momento, durante toda a audição do disco.
Sem mais delongas, é um disco altamente recomendável! Daqueles que te deixam com um sorriso no rosto, após a audição completa! Torçamos para que a banda tenha vida longa e próspera pela frente, porque criatividade, talento, profissionalismo e dedicação, todos os seus membros possuem, de sobra!
Integrantes da banda:
Gus Monsanto - Vocal
Diego Bittencourt - Guitarra e Backing Vocal
Zeka Jr. - Guitarra
Lucas Pavei - Baixo
Marcelo Moreira – Bateria
Symbolica - Precession
1 - Enjoy The Ride
2 - Another Sun
3 - Awake The Wrath Of Angels
4 - Around Us
5 - A Dance For Eternity
6 - Awakening 999
7 - A Letter For Mankind
8 - Humu Futurus
9 - Innuendo (Queen Cover)
Outras resenhas de Precession - Symbolica
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Quando Brian May mandou uma mensagem para o Metallica; "Isso aquece meu coração"
Aerosmith anuncia dois shows em Hollywood com uma série de convidados
Use sua ilusão: o pseudo disco perfeito do Guns N' Roses
A banda que a polícia chamava de "inimiga número um da família brasileira"
Os seis países onde o Iron Maiden fez apenas um show durante toda a carreira
Iron Maiden e Megadeth juntos na América do Sul? Eis o que Dave Mustaine diz
A música gravada pelo Slayer que Kerry King odeia
Responsável pela mixagem de "...And Justice for All" considerou "estúpido" limar o baixo
Quase vinte anos do seu lançamento, "Over The Under" ainda soa vigoroso
O álbum que recolocou a carreira de Ozzy Osbourne de volta nos trilhos
A banda soft rock americana da qual Geddy Lee (Rush) é um grande fã
O músico que só gostava do Pink Floyd na fase Syd Barrett
A música de 1968 dos Beatles que é a pior de todos os tempos, segundo Regis Tadeu
10 discos de heavy metal lançados de 1970 a 1993 que são essenciais, segundo o CRH
A "banda country" com quem Bruce Dickinson excursionou pela Europa
Ozzy Osbourne: Ultimate Sin é um álbum injustiçado?
Metal: 101 motivos para perceber que você ouve há muito tempo
Janis Joplin: última gravação dela em vida foi feita para um Beatle


30 anos de "A Tempestade" - o álbum que se tornou a despedida de Renato Russo
Os 40 anos de "Reign in Blood", obra-prima do Slayer e um dos maiores clássicos do thrash metal
Carach Angren - O preço de brincar com a morte em "Franckensteina Strataemontanus"
O Julgamento do Metal Clássico: Rock Justice impressiona na estreia com "You've Been Served"
Animals (1977) - quando o Pink FLoyd resolveu chamar todo mundo de bicho
Moonspell - A grandiosidade do Heavy Metal e da música erudita em "Opus Diabolicum"



