Carach Angren: um passeio sombrio pela Segunda Guerra Mundial
Resenha - Where the Corpses Sink Forever - Carach Angren
Por Guilherme Niehues
Postado em 08 de maio de 2013
Uma banda desconhecida para muitos, para que deveria receber uma atenção especial. O lirismo da banda gira em torno de contos macabros, desde o seu álbum de estreia "Lammendam" (2008). E neste álbum "Where the Corpses Sink Forever" podemos perceber novamente este toque, porém remetendo a Segunda Guerra Mundial.
O som apesar de ser um Black Metal sinfônico se diferencia e muito dos seus semelhantes, como por exemplo, Dimmu Borgir, Anoxeria Nervosa ou até mesmo Gloomy Grim.
O que realmente diferencia são os aspectos do instrumento, o lirismo presente em todas as músicas e em especial uma ótima execução de seu vocalista, Seregor. Quanto ao instrumental, tudo que faz jus ao estilo está presente, uma bateria executada perfeitamente e uma sinfonia presente em todas as músicas, dando aquele clima sombrio do inicio ao fim de cada música. Portanto, é possível esperar em todas as músicas uma reviravolta em seu feeling muitas vezes saindo da parte agressiva para a parte mais melódica ou sombria, marca registrada da banda.
Gustavo Anunciação Lenza | Luis Alberto Braga Rodrigues | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
A parte lírica é complexa, pois contém passagens tanto em primeira pessoa quanto narrativas. A história é bastante simples: um soldado que ao executar 7 (sete) prisioneiros presencia visões vividas por estes prisioneiros durante a Segunda Guerra Mundial. O que mais intriga é que a banda não usa de artifícios como refrão e sempre segue uma história linear em toda e qualquer música presente neste disco.
Porém, já avisamos que o álbum não deve ser apreciado em partes e muito menos pela metade, afinal tudo o que tem um início e terá um final. Para tanto, vamos destrinchar um pouco cada uma das músicas:
De inicio temos a abertura com a narrativa An Ominous Recording, que retrata o clima sombrio do soldado informando a execução dos prisioneiros. O instrumental fica por conta da sinfonia ao fundo deixando ainda mais macabro o relato do nosso soldado.
A música Lingering in an Imprint Haunting demonstra a banda em sua execução plena, ou seja, é possível perceber do que a banda é capaz. Liricamente, temos a narrativa de um soldado que se encontra em pleno ataque nas trincheiras e faz de tudo para ficar vivo. A voz de Seregor se encaixa perfeitamente na proposta da banda, e será notada sempre como um dos grandes destaques nas músicas.
Enquanto que na terceira música, Bitte Tötet Mich (Please Kill Me) existe a possibilidade de entender melhor a narrativa aplicada ao som da banda, também temos a introdução do idioma alemão, que remete ao lado nazista da Segunda Guerra Mundial. A história envolta desta música é a ideia de um soldado querendo se suicidar a todo custo, porém devido a vários fatores sempre adia a execução de si mesmo. Uma das músicas que apresenta uma agressividade maior e eleva o instrumental a um nível um pouco maior do que sua antecessora.
O destaque do álbum fica por conta da excelente The Funerary Dirge of a Violinist, que dura cerca de 8 minutos e nos brinda com toda a criatividade deste álbum, instrumentalmente e liricamente falando. Aqui é fácil entender a facilidade de transição das passagens melódicas para as agressivas e vice-versa, sem perder a conexão e a sintonia. O ponto alto da música é a introdução do som de violino. E, também por contar os dias de um violonista que está ali não para servir como um instrumento de guerra e sim de paz, através de seu violino e sua música.
Sir John apresenta pela primeira vez o gutural de Seregor que por sinal é muito bem executado, e por ser uma música mais agressiva que suas antecessoras. Enquanto um grupo esta preso em uma cidade e sem ter para onde ir, esperando o resgate, um cirurgião para se manter vivo, inicia o processo de canibalismo de seus próprios companheiros até que não sobre ninguém vivo.
Spectral Infantry Battalions e General Nightmare apresentam em suma uma história sequencial, uma vez que a primeira conta sobre os batalhões de infantaria que ficam na linha de frente para morrer, e o segundo reflete a impaciência de um general que os manda à morte sem o preparo de uma estratégia. Ambas apresentam semelhanças em sua sonoridade, pois se mantém mais melódicas e sombrias.
Ao final do álbum, a Little Hector, What Have You Done? se encarrega de fechar o ciclo da história, trazendo o pequeno Hector e sua macabra visão de diversão. Não tem os atributos necessários para ser um destaque do álbum, pois apresenta todas as características de outras músicas.
E por fim, é apresentada a música These Fields Are Lurking (Seven Pairs of Demon Eyes), que ao invés de fechar o ciclo de história, retrata o inicio de toda ela, o que pega o ouvinte um pouco de surpresa, pois as últimas palavras remetem ao ciclo infinito dos acontecimentos. Quanto à música em questão, você verá um retrospectivo das quatro primeiras músicas, onde é executado um pouco de tudo o que já foi ouvido, porém com uma ou outra pequena novidade.
Na prática o álbum é muito mais atraente do que em teoria, o que realmente vale a pena ser levado em consideração, e especialmente para quem está cansado de ouvir a mesmice de sempre, e ao fracasso dos últimos lançamentos do gênero.
Outras resenhas de Where the Corpses Sink Forever - Carach Angren
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



"Acordo toda manhã e penso: 'Meu Deus, isso ainda continua'", diz Roger Glover
Dave Mustaine cita seus guitarristas preferidos de todos os tempos
A melhor música já escrita em todos os tempos, segundo Bob Dylan e Billy Joel
5 músicas de heavy metal que todo tiozão brasileiro se lembra com carinho
Guitarrista não se arrepende de ter recusado proposta de voltar ao Megadeth
Deep Purple lança "Splat!", seu disco mais pesado em muitos anos
O hino clássico do Metallica que fala abertamente sobre vício em drogas
O hit de 1958 que Jimmy Page e Bob Dylan concordam ser obra-prima: "Fenomenal"
O pior disco do Iron Maiden, de acordo com o Ultimate Classic Rock (e não é "Virtual XI")
As bandas de metal que Hetfield não compreende; "Como diabos conseguem lembrar das músicas?"
As 5 melhores músicas do Black Sabbath de todos os tempos, segundo Geezer Butler
Geezer Butler exalta "o melhor jogo da Copa do Mundo" até agora
As 25 melhores músicas do Iron Maiden, segundo a Metal Hammer
Moonspell lança "Far from God", seu primeiro disco de estúdio em cinco anos
O guitarrista que se sentiu ofendido ao ser convidado para entrar no Deep Purple
Quem é o maior baterista do mundo? Ringo Starr não tem dúvidas sobre a resposta
Lars Ulrich, do Metallica, é um bom baterista? Mike Portnoy explica
Por que RPM tinha vergonha de tocar "Olhar 43" nos shows, segundo Luiz Schiavon


Brasileiro Puukkojunkkari faz ótimo punk/hardcore extremo cantando em finlandês
A Arquitetura da Fé e da Melodia - Michael Sweet Transmite Paz em "The Master Plan"
Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos
