David Bowie: acima de tudo, um conveniente recomeço

Resenha - Next Day - David Bowie

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Por Fábio Cavalcanti
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Após 10 anos sem lançar material novo, eis que o velho camaleão do rock volta com mais um disco de inéditas. Não é de hoje que David Bowie é uma instituição do rock, um nome que representa uma variação sonora digníssima, além de uma qualidade musical absurda. E o seu novo trabalho, "The Next Day" representa, acima de tudo, um conveniente recomeço...

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Sim, devemos dar pontos logo de cara a alguém que, acima de tudo, resolveu pegar um pouco de algumas das suas várias fases - mas não de todas, para a felicidade de quem aprecia uma boa homogeneidade musical -, de tal forma que não destoasse daquilo que ele vinha fazendo entre os ótimos álbuns "Heathen" (2002) e "Reality" (2003). Quanto à qualidade deste longo disco (14 faixas), aí sim a coisa fica mais discutível...

A faixa-título "The Next Day" abre o álbum com um ritmo pulsante, mas acaba se perdendo em uma linha melódica pouco inventiva e um tanto repetitiva. Em "Dirty Boys", "Love Is Lost" e "How Does the Grass Grow?", a qualidade melhora consideravelmente, nos fazendo lembrar o adorável clima esquisitão e atmosférico de alguns dos sons feitos por Bowie no final dos anos 70. Já a esquizofrênica "If You Can See Me" te levará de volta à fase industrial que marcou a fase noventista do cantor.

Entre as baladas, temos a linda e melancólica "Where Are We Now?", a flutuante "I'd Rather Be High", a suingada "Boss of Me", a envolvente "Valentine's Day", e uma quase valsinha sem graça intitulada "You Feel So Lonely You Could Die". Por fim, a sombria e etérea "Heat" pode até estar cheia de boas intenções, mas não consegue ser mais do que um razoável sonífero musical.

Entre os rocks, temos boas surpresas, como a soturna "The Stars (Are Out Tonight)" (por sinal, uma excelente escolha para single), e a divertida e convidativa "Dancing Out in Space". Por outro lado, "(You Will) Set the World on Fire" acaba soando forçada em sua tentativa de mostrar um Bowie "pesado" e direto.

"The Next Day" não vai impressionar aqueles que esperavam por uma nova grande loucura musical por parte deste que sempre foi o maior especialista em variação em todo o rock. Mas, temos aqui um "novo dia" de trabalho para alguém que não deveria ter pensado em se aposentar tão cedo. Agora, basta que o querido camaleão desenferruje de vez e lance um álbum que seja "apenas" sensacional!

Músicas:
1. The Next Day
2. Dirty Boys
3. The Stars (Are Out Tonight)
4. Love Is Lost
5. Where Are We Now?
6. Valentine's Day
7. If You Can See Me
8. I'd Rather Be High
9. Boss of Me
10. Dancing Out in Space
11. How Does the Grass Grow?
12. (You Will) Set the World on Fire
13. You Feel So Lonely You Could Die
14. Heat


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Sobre Fábio Cavalcanti

Baiano, sempre morou em Salvador. Trabalha na área de Informática e ¨brinca¨ na bateria em momentos vagos, sem maiores pretensões. Além disso, procura conhecer novas - e antigas - bandas dos mais variados subgêneros do rock. Por fim, luta para divulgar, sempre que possível, o pouco conhecido cenário rocker da tão sofrida ¨Terra do Axé¨.

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