Oprich: sonoridade que abrange o Pagan/Folk Metal
Resenha - Birdless Heavens - Oprich
Por Vitor Franceschini
Postado em 26 de março de 2013
Nota: 7 ![]()
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Os russos do Oprich surgiram em 1998 sempre com a proposta de investir numa sonoridade que abrange o Pagan/Folk Metal com temáticas focadas no folclore local e no paganismo. "Birdless Heavens" (originalmente intitulado "Небо без птиц", já que cantam em sua língua pátria) é o segundo álbum da banda.
O quinteto oriundo de Rybinsk, norte da Rússia, faz um som que ora lembra os ‘cults’ noruegueses do Storm, e às vezes lembram até os brasileiros do Tuatha de Danann. Mas se o leitor procura algo de mais extremo aqui, pode ir tirando o cavalinho da chuva. Há momentos extremos, mas muito poucos. Os temas aqui são épicos, melódicos...
Há parte Metal do negócio fica por conta das guitarras distorcidas que destilam bases na linha mais soturna do Doom Metal, enquanto a cozinha se responsabiliza por unir levadas interessantes do Folk russo e partes mais cadenciadas. Os vocais de Pan são graves limpos, e em alguns momentos soam dramáticos demais, em algumas composições backings guturais caíram como uma luva.
Pan também toca flauta e os arranjos são muito bem desenvolvidos. A produção um pouco suja tirou um pouco o brilho do disco, ainda mais por se tratar de um som que precisa de um áudio beirando à perfeição. Nada de inovador, mas que não soa ruim, indicado somente aos fãs do estilo.
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