Bob Mould: o novo álbum do Pai da Música Alternativa

Resenha - Silver Age - Bob Mould

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Por Vinícius "Fila Benário" Vieira de Oliveira
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Para muitos o nome pode soar desconhecido, mas Bob Mould tem uma vasta carreira dentro da indústria musical e um dos maiores precursores da cena alternativa americana nos anos 80.

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Bob Mould fez parte do Husker Dü, uma das bandas mais celebres do cenário Punk/Hardcore dos anos 80 ao lado do Black Flag, Circle Jerks e Minor Threat, e que durante os seus oito anos de existência com seis discos lançados – entre eles a obra prima "Candy Apple Grey" (1986) – criou uma identidade própria através de uma sonoridade inovadora que unia a energia do Punk Rock, com todo o psicodelismo dos anos 60 e todo sentimentalismo pop, distanciando das demais bandas de sonoridade selvagem e engajamento sócio-político.

No entanto no ano de 1987 a jornada do Husker Dü chegou ao fim, deixando o caminho livre para Bob trabalhar em outros projetos musicais, entre eles o Sugar que fez certo sucesso nos anos 90 seguindo o mesmo padrão sonoro do saudoso Husker Dü, porém foi na carreira solo que Bob Mould teve a sua liberdade criativa e se firmou como um musico de categoria, lançando ao todo dez discos.

Bob Mould flerta o Punk Rock com o Pop, chegando até ser taxado pelos desavisados como criador (será que existe isso) da sonoridade que hoje vem ser conhecida como Emocore.
Além do mais Bob Mould teve no ano de 2011 o seu prestigio musical reconhecido ao ser convidado para participar do ultimo álbum do Foo Fighters, "Wasting Light", na canção "Dear Rosemary".

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E é justamente nesse clima que chega as prateleiras o décimo primeiro cd da Carreira de Bob Mould, "Silver Age".
A sonoridade é mesma já conhecida dos áureos tempos de Husker Dü, no entanto soando mais eletrizante, mais enérgico e moderno, classificando assim como o melhor disco já lançando em sua carreira solo, acompanhado de um time de feras: Jason Narducy (baixo) que acompanha Bob desde 2005 e Jon Wurster baterista do Superchunk, outro gigante da cena alternativa americana, Silver Age tem uma dinâmica que nos causa a impressão de estar ouvindo um show de Mould, devido as Músicas serem praticamente grudadas uma a outra.

O petardo sonoro se inicia com a emocionante "Star Machine", um belo Rock Pop Alternativo com um excelente timbre de guitarra, ponto para Mould que a cada trabalho vem mostrando que técnica somada a simplicidade também é uma virtude.
Na sequencia vem a faixa titulo que sem falsa modéstia é a melhor canção de todo o álbum, um Punk Pop Enérgico de melodia bucólica com uma bela interpretação vocal de Mould.
"The Descent" escolhida pra ser o single do disco, tem aquele apelo comercial, alegre de refrão pegajoso, mas nada que venha comprometer o resultado da mesma, pelo contrário.
Do resto, é Bob Mould em sua melhor forma: canções enérgicas como "Briefest Moment" e "Keep Believing", ao lado de canções cadenciadas como "Steam of Hercules", "Fugue State" e "Round the City Square", dão tônica ao álbum que ainda tem como destaque "Angels Rearrange" que lembra demais "The One I Love" clássico absoluto do R.E.M, e a "baladaça" enérgica de forte refrão e teclados sutis "First Time Joy", encerra Silver Age com chave de ouro, pronto para ser um forte candidato à disco do ano.

Vida longa ao Bob Mould que provou que ainda tem muito a acrescentar na formação musical dessa garotada que não faz ideia do que é fazer música de qualidade e sobretudo sincera.

Ficha Técnica:
Bob Mould - Voz e Guitarra
Jason Narducy - Baixo e Backing Vocals
Jon Wurster - Bateria

1 - Star Machine - 3:25
2 - Silver Age - 3:02
3 - The Descent - 3:55
4 - Briefest Moment - 3:18
5 - Steam of Hercules - 4:17
6 - Fugue State - 3:33
7 - Round The City Square - 4:04
8 - Angels Rearrange - 3:16
9 - Keep Believing - 4:25
10 - First Time Joy - 4:53




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Sobre Vinícius "Fila Benário" Vieira de Oliveira

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