Grave Digger: ainda na ativa e com sua sonoridade intacta

Resenha - Clash of Gods - Grave Digger

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Por Junior Frascá
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O Heavy Metal é um estilo que já passou por diversas fases, teve vários altos e baixos, mas sempre seguiu firme e forte. E junto com o estilo, algumas bandas, desde seus primórdios, seguem sua carreira mantendo intactas suas características e, embora sem muito inovar, quase nunca decepcionam seus fãs. E o GRAVE DIGGER, um verdadeiro monumento do metal alemão, é um desses exemplos, e acabam de lançar seu décimo quinto disco, "Clash of the Gods", lançado no mercado nacional pela Die Hard Records.

E como é bom ver uma banda tão importante e influente, com mais de 30 anos de estrada, ainda na ativa e mantendo sua sonoridade intacta, mesmo diante de tantos modismos que se passaram durante toda sua existência, mostrando um respeito tremendo por seus fãs. Não inovam em nada, é verdade, mas são muito competentes no que se propõe a fazer, e criam música de coração, de fã para fã!

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Você, que é fã da banda, já sabe, pois, o que esperar, ou seja: guitarras sujas e agressivas, exarando ótimos riffs e solos memoráveis, cozinha reta mas eficiente, e os característicos vocais de Chris Boltendahl, que embora não tenham a potencia de antigamente, ainda se mantém agressivos e equilibrados. Além disso, há ainda a presença, em abundância, dos famosos corais característicos da banda, que deixam os refrãos mais grandiosos e épicos, com clima de cânticos de guerra.

"God of Terror", que segue à mítica abertura "Charon", é a prova do poder de fogo do quinteto, com um refrão grudento, sendo uma aula de puro metal, assim como "Hell Dog", uma das melhores do material. Mas outros momentos também chamam a atenção, como na faixa título, mais cadenciada e obscura, com teclados muito bem encaixados, e uma levada matadora; "Death Angel and the Grave Digger", com influências de hard rock; "Call of the Sirens", a mais épica do disco; e "Home at Last", o primeiro single do disco, e que encerra com chave de ouro o trabalho.

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A versão nacional ainda conta ainda com dois bônus (incluindo a versão em alemão para "Home at Last", e o EP "Home at Last" em disco separado, que traz algumas faixas inéditas, e versões ao vivo para clássicos da banda. E os encartes também são separados, com as excelentes artes originais, o que é um atrativo ainda maior.

Trata-se, pois, de um disco indispensável para os fãs do bom e velho metal tradicional, e da música pesada em geral, seja pela qualidade do disco, seja pela quantidade de atrativos especiais que essa versão nacional traz, e mostra que o grande GRAVE DIGGER ainda é uma das bandas mais legais do estilo, embora tenha muito menos reconhecimento do que mereça. Imperdível!

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Clash of Gods - Grave Digger
(2012- Die Hard Records - Nacional)

Formação:
Chris Boltendahl - Vocals
Axel "Ironfinger" Ritt - Guitars
H.P. Katzenburg - Keyboards
Jens Becker - Bass
Stefan Arnold - Drums

Track List:

CD 1: Clash of The Gods
1. Charon (Fährmann des Todes)
2. God of Terror
3. Hell Dog
4. Medusa
5. Clash of the Gods
6. Death Angel and the Grave Digger
7. Walls of Sorrow
8. Call of the Sirens
9. Warriors Revenge
10. ...With the Wind
11. Home at Last

Bonus Tracks:
12. Saints of the Broken Souls
13. Home at Last (Zurück Nach Haus) (German Version)

CD 2:
Home at Last
1. Home at Last
2. Rage of the Savage Beast
3. Metal Will Never Die
4. Ballad of a Hangman (Live version)
5. Excalibur (Live version)
6. Heavy Metal Breakdown (Live version)




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Sobre Junior Frascá

Junior Frascá, casado, é advogado, e apaixonado por heavy metal em todas as suas vertentes (em especial thrash, stoner, doom e power metal) desde seus 15 anos. Também é fã de filmes de terror e séries americanas, faz parte da equipe da revista digital Hell Divine e do site My Guitar, e é guitarrista da banda de metal tradicional MUD LAKE.

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