Muse: mais orquestral e majestoso do que nunca
Resenha - 2nd Law - Muse
Por Lucas Matos
Postado em 07 de outubro de 2012
Nota: 10 ![]()
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Você que acessa o site (vamos supor que você tenha a mente aberta musicalmente, caso contrário, nem se dê ao trabalho de ler) com toda certeza sabe que são POUQUÍSSIMAS as bandas atuais que tem o mesmo nível das antigas. O Muse é uma delas, e isso não é uma opinião, mas sim um fato. Porque, você pode até não gostar do som da banda, mas deve reconhecer que, um power trio fazendo rock na mesma qualidade, orquestração e magia que Matthew Bellamy (voz, guitarras, piano, teclados), Chris Wolstenholme (baixo) e Dominic Howard (bateria) fazem, não é pra qualquer um.
Eis que o trio britânico chega ao seu sexto álbum de estúdio, intitulado 'The 2nd Law'. Na minha opinião, já é um dos melhores discos do ano. Chega de bla bla bla, vamos a análise.
O álbum abre com 'Supremacy', que faz jus ao seu título, com ótimos riffs de guitarra acompanhados da orquestra. Uma música classuda e que promete ser ainda melhor ao vivo.
O single 'Madness' vem na sequência, uma melodia lenta e calma que explode ao longo que vai rolando. Uma letra linda que reflete sobre a percepção do amor.
'Panic Station' começa com uma linha de baixo destruidora de Chris, digna de baixistas como Flea (Red Hot Chili Peppers). Uma música bem diferente do que a banda costuma fazer, bem suingada e malandra. Com certeza, uma das melhores do play.
'Survival', tema das olimpíadas de 2012, foi a primeira faixa do álbum a ser liberada. Totalmente levada ao piano, é impossível não lembrar de Queen ao ouví-la, principalmente pelo coral ao fundo. Não dá pra não ficar de boca aberta com a habilidade de Matt ao cantar e tocar.
Quem se enganou que o Muse não se deixaria influenciar pelo eletrônico atual, se engana ao dar o play em 'Follow Me'. Uma das mais eletrônicas que a banda já gravou, mas que mantém a identidade da banda intacta, com um excelente refrão e uma melodia muito boa.
'Animals' mantém um groove bem mais calmo que vai aumentando sua fúria aos poucos, até terminar em gritos sonoros. Já 'Explorers' é uma linda balada levada ao piano e com vocais emocionados. Enquanto o swing volta mais tímido em 'Big Freeze'.
A partir daqui começa as novidades. A primeira é o baixista Chris assumindo os vocais (e as letras) das faixas 'Save Me' e 'Liquid State'. Sendo a primeira uma música bem atmosférica e viajada, e a segunda com uma levada bem mais rock n' roll.
E, pra encerrar o álbum, a suíte instrumental que dá nome ao disco, dividida em duas partes: 'Unsustainable', com arranjos orquestrais e épicos, e 'Isolated System', um eletrônico com influências de new age levado ao piano.
Temos aqui um discaço com genialidade, conteúdo e, acima de tudo, excelentes canções para se curtir e ouvir quantas vezes quiser. Isso é o Muse, uma banda que, querendo você ou não, está cada vez mais escrevendo seu nome na história do rock. E com letras garrafais.
1 - Supremacy
2 - Madness
3 - Panic Station
4 - Prelude
5 - Survival
6 - Follow Me
7 - Animals
8 - Explorers
9 - Big Freeze
10 - Save Me
11 - Liquid State
12 - The 2nd Law: Unsustainable
13 - The 2nd Law: Isolated System
Outras resenhas de 2nd Law - Muse
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