Baroness: extrapola e quebra barreiras estilísticas
Resenha - Yellow & Green - Baroness
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collector's Room
Postado em 18 de setembro de 2012
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Há uma mudança de curso em "Yellow & Green", terceiro disco da banda norte-americana Baroness. Pretencioso até a alma e bom até dizer chega, o álbum - duplo, com 18 faixas - traz o quarteto investindo em uma sonoridade mais ampla, que vai muito além do sludge com elementos progressivos dos trabalhos anteriores, "Red Album" (2007) e "Blue Record" (2009).
John Baizley (vocal e guitarra), Peter Adams (guitarra), Matt Maggioni (baixo) e Allen Bickle (bateria) deram um passo decisivo em "Yellow & Green". Se antes a banda já era um dos mais cultuados nomes do metal ianque, com o novo disco o Baroness extrapola e quebra barreiras, tanto estilísticas quanto de público.
Produzido por John Congleton (Modest Mouse, Okkervil River, The Polyphonic Spree), "Yellow & Green" é um trabalho repleto de detalhes. Pesado, psicodélico, atmosférico e experimental, tudo ao mesmo tempo, o disco coloca os holofotes da música pesada focados no grupo. Resumindo em palavras: em seu novo disco, o Baroness soa como se o Radiohead tocasse heavy metal. Não há limites, a criatividade é onipresente, não existem preconceitos, os medos e receios foram todos embora. Isso faz com que cada faixa seja imprevisível, cada composição seja um choque. E é justamente essa sensação que faz "Yellow & Green" ser um disco tão impressionante.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Indo muito além do padrão e fugindo das conveniências, o Baroness arrebata. Baizley e Adams derramam guitarras gêmeas inspiradas em diversos momentos, enquanto Maggioni e Bickle trabalham como um ser único de duas cabeças, quatro braços e um mesmo objetivo.
A principal qualidade de "Yellow & Green" é que trata-se de um álbum que tem como ingrediente principal algo cada vez mais em falta na música: a alma, o coração. As canções emocionam, as melodias são simples. O sentimento é palpável e contagia o ouvinte.
É estranho uma banda atual lançar um álbum duplo com 18 faixas inéditas em pleno 2012. Mas mais surpreendente que isso é o fato de essas faixas serem todas pertinentes, fazendo com que os pouco mais de 70 minutos do disco passem rápido e sem traumas. Há reminiscências de Pink Floyd, Mastodon e Radiohead aos montes durante todo o play, em uma tapeçaria sonora precisa e tocante.
"Take My Bones Away", primeiro single, é uma das melhores músicas de 2012. "Eula", o segundo, é o tipo de música com poder para conquistar uma pessoa por anos. "Cocainium" soa como se o Mastodon tivesse gravado "Ok Computer". A beleza e a melancolia são onipresentes em "Yellow & Green".
Quando se é um consumidor, um colecionador de discos e um ouvinte de música há um certo tempo - no meu caso, há 25 anos já -, a gente aprende a identificar, de imediato, aqueles trabalhos que são mais que simples CDs ou LPs e irão nos acompanhar por toda a vida. "Yellow & Green" é um deles. Um novo parceiro, que chega e já encontra o seu lugar confortável na vida de quem curte um som inovador, original e sem medo de experimentar novos caminhos.
Música com vida e com alma, capaz de deixar qualquer um com o coração na boca: assim é "Yellow & Green", não só um dos melhores discos de 2012 como também um dos grandes álbuns lançados nos últimos anos.
Ouça e dê um presente para a sua vida.
Faixas:
CD 1
Yellow Green
Take My Bones Away
March to the Sea
Little Things
Twinkler
Cocainium
Back Where I Belong
Sea Lungs
Eula
CD 2
Green Theme
Board Up the House
Mtns. (The Crow & Anchor)
Foolsong
Collapse
Psalms Alive
Stretchmaker
The Line Between
If I Forget Thee, Lowcountry
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Carcass ironiza estar abaixo de banda tributo em cartaz de festival
Dimmu Borgir confirmado no Liberation Festival em São Paulo
A música do Led Zeppelin que Brian May considera insuperável na obra da banda
A banda que era a "versão brasileira do Iron Maiden", segundo Max Cavalera
Cinco bandas europeias de Heavy Metal que merecem mais atenção no Brasil
Copenhell vem aí com 76 bandas em 4 dias de shows; veja o line-up aqui
Rush volta aos palcos e inicia a turnê "Fifty Something"; confira setlist
O Iron Maiden errou ou acertou em contratar Janick Gers? Youtuber explica
As 40 melhores power ballads da história segundo a Classic Rock
Os melhores discos de 15 gigantes do thrash metal, segundo o Loudwire
Regis Tadeu e a banda clássica de hard que faz show ruim: "Melhor capinar lote com colher"
A música mais importante que Roger Waters escreveu para "Dark Side of the Moon"
Andreas Kisser não compreende a maneira como Eloy Casagrande deixou o Sepultura
Fabio Lione homenageia Andre Matos e alfineta: "ninho de cobra que conhecemos bem"
O hit que deu segurança financeira ao Judas Priest, segundo Ian Hill
A canção da era Bon Scott que Brian Johnson adora cantar e que o AC/DC só tocou três vezes
Regis Tadeu explica por que nunca morou junto com suas namoradas e prefere comprar CDs
Rede Globo: em 1985, explicando o que são os metaleiros


Tarja Turunen: Frisson Noir - o álbum que os fãs sempre quiseram ouvir
Immolation anuncia a rápida e iminente autodestruição da humanidade no ótimo "Descent"
Michael Jackson - "Thriller" é clássico. Mas é mesmo uma obra-prima?
"Out of This World" do Europe não é "hair metal". É AOR
