Baroness: extrapola e quebra barreiras estilísticas
Resenha - Yellow & Green - Baroness
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collector's Room
Postado em 18 de setembro de 2012
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Há uma mudança de curso em "Yellow & Green", terceiro disco da banda norte-americana Baroness. Pretencioso até a alma e bom até dizer chega, o álbum - duplo, com 18 faixas - traz o quarteto investindo em uma sonoridade mais ampla, que vai muito além do sludge com elementos progressivos dos trabalhos anteriores, "Red Album" (2007) e "Blue Record" (2009).
John Baizley (vocal e guitarra), Peter Adams (guitarra), Matt Maggioni (baixo) e Allen Bickle (bateria) deram um passo decisivo em "Yellow & Green". Se antes a banda já era um dos mais cultuados nomes do metal ianque, com o novo disco o Baroness extrapola e quebra barreiras, tanto estilísticas quanto de público.
Produzido por John Congleton (Modest Mouse, Okkervil River, The Polyphonic Spree), "Yellow & Green" é um trabalho repleto de detalhes. Pesado, psicodélico, atmosférico e experimental, tudo ao mesmo tempo, o disco coloca os holofotes da música pesada focados no grupo. Resumindo em palavras: em seu novo disco, o Baroness soa como se o Radiohead tocasse heavy metal. Não há limites, a criatividade é onipresente, não existem preconceitos, os medos e receios foram todos embora. Isso faz com que cada faixa seja imprevisível, cada composição seja um choque. E é justamente essa sensação que faz "Yellow & Green" ser um disco tão impressionante.
Indo muito além do padrão e fugindo das conveniências, o Baroness arrebata. Baizley e Adams derramam guitarras gêmeas inspiradas em diversos momentos, enquanto Maggioni e Bickle trabalham como um ser único de duas cabeças, quatro braços e um mesmo objetivo.
A principal qualidade de "Yellow & Green" é que trata-se de um álbum que tem como ingrediente principal algo cada vez mais em falta na música: a alma, o coração. As canções emocionam, as melodias são simples. O sentimento é palpável e contagia o ouvinte.
É estranho uma banda atual lançar um álbum duplo com 18 faixas inéditas em pleno 2012. Mas mais surpreendente que isso é o fato de essas faixas serem todas pertinentes, fazendo com que os pouco mais de 70 minutos do disco passem rápido e sem traumas. Há reminiscências de Pink Floyd, Mastodon e Radiohead aos montes durante todo o play, em uma tapeçaria sonora precisa e tocante.
"Take My Bones Away", primeiro single, é uma das melhores músicas de 2012. "Eula", o segundo, é o tipo de música com poder para conquistar uma pessoa por anos. "Cocainium" soa como se o Mastodon tivesse gravado "Ok Computer". A beleza e a melancolia são onipresentes em "Yellow & Green".
Quando se é um consumidor, um colecionador de discos e um ouvinte de música há um certo tempo - no meu caso, há 25 anos já -, a gente aprende a identificar, de imediato, aqueles trabalhos que são mais que simples CDs ou LPs e irão nos acompanhar por toda a vida. "Yellow & Green" é um deles. Um novo parceiro, que chega e já encontra o seu lugar confortável na vida de quem curte um som inovador, original e sem medo de experimentar novos caminhos.
Música com vida e com alma, capaz de deixar qualquer um com o coração na boca: assim é "Yellow & Green", não só um dos melhores discos de 2012 como também um dos grandes álbuns lançados nos últimos anos.
Ouça e dê um presente para a sua vida.
Faixas:
CD 1
Yellow Green
Take My Bones Away
March to the Sea
Little Things
Twinkler
Cocainium
Back Where I Belong
Sea Lungs
Eula
CD 2
Green Theme
Board Up the House
Mtns. (The Crow & Anchor)
Foolsong
Collapse
Psalms Alive
Stretchmaker
The Line Between
If I Forget Thee, Lowcountry
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Veja a estreia da nova formação do Rush durante o Juno Awards 2026
A música sem riff de guitarra nem refrão forte que virou um dos maiores clássicos do rock
Para Gary Holt, Exodus é melhor que Metallica, mas ele sabe ser minoria
Banda de rock dos anos 70 ganha indenização do Estado brasileiro por ter sido censurada
Guns N' Roses estreia músicas novas na abertura da turnê mundial; confira setlist
O álbum do Cannibal Corpse que Jack Owen não consegue ouvir
A banda que impressionou Eddie Van Halen: "A coisa mais insana que já ouvi ao vivo"
Anthrax revela o título do próximo álbum de estúdio
Wolfgang Van Halen fala sobre a importância de ter aprendido bateria primeiro
Joe Bonamassa lançará show em tributo a Rory Gallagher
A opinião de Slash sobre o anúncio da volta do Rush em 2026
A reação de James Hetfield ao ver Cliff Burton após o acidente que matou o baixista
Concerto do Pink Floyd gravado por Mike Millard vai sair em vinil e CD oficial
Por que Geddy Lee achou que Anika Nilles não seria melhor opção para substituir Neil Peart?
"Capitão Kirk" convoca Rob Halford para regravar clássico do Judas Priest em álbum de metal
Eric Clapton relembra como foi "roubar" a esposa de seu melhor amigo, George Harrison
Os cinco discos de Rock que são fundamentais para Nando Reis
Supergrupos: Os melhores e piores na opinião da Metal Hammer


Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Orbit Culture carrega orgulhoso a bandeira do metal moderno no bom "Death Above Life"
A todo o mundo, a todos meus amigos: Megadeth se despede com seu autointitulado disco
"Old Lions Still Roar", o único álbum solo de Phil Campbell
Sgt. Peppers: O mais importante disco da história?



