Baroness: sem se prender à qualquer padrão ou regra
Resenha - Yellow & Green - Baroness
Por Junior Frascá
Postado em 11 de outubro de 2012
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Realmente, às vezes a música nos prega algumas peças, seja pelo lado bom, seja pelo lado ruim. Mas, felizmente, no caso do BARONESS, sempre acabamos sendo surpreendidos pelo lado positivo. E dessa vez, os americanos mais coloridos do rock chegam quebrando todos os paradigmas da música pesada com seu terceiro disco de estúdio, "Yellow & Green" (que, ao que tudo indica, não é uma homenagem ao Brasil), um disco duplo.

Sem se prender à qualquer padrão ou regra, e sem medo de ousar, a banda trilha seu caminho rumo ao topo da música pesada, cada vez evoluindo, mas sem deixar de lado sua essência musical. Se nos trabalhos anteriores da banda já podíamos constar a beleza do sludge praticado pelos caras, com alguma influência de rock progressivo, neste novo disco estas características ficam ainda mais evidentes, mas trazendo ainda outros elementos que deixam tudo ainda mais interessante, fugindo por completo do lugar comum.
Assim, ao longo do play, podemos perceber influências de stoner rock, como na excelente "Take My Bones Away", ou mesmo algo de new age, na ambiental "Little Things", e de progressivo, no melhor estilo YES e PINK FLOYD, em "Cocainium". Mas não é só, pois a cada nova audição podemos perceber novos elementos na sonoridade única do BARONESS, que nos leva a gostar ainda mais do disco, e querer escutá-lo novamente, por diversas vezes.

Além disso, os momentos psicodélicos estão ainda mais evidentes, com aquele estilão setentista, graças ao excelente trabalho instrumental, principalmente nas linhas de baixo e baterial. Ademais, as vocalizações do líder John Dyer Baizley são fascinantes, e cativam logo de cara.
Mas mesmo diante de todas essas influências mencionadas, inclusive com o acréscimo de elementos psicodélicos e progressivos no disco, o que acaba por impressionar é que tal fato, que geralmente acabaria por gerar músicas complexas, acabou tendendo a um sentido completamente oposto: as faixas são todas diretas, acessíveis, e prendem a atenção do ouvinte com facilidade, tendo em vista que tudo é muito simples, mas feito com muito cuidado e bom gosto. Sem dúvida, não se trata de um material dos mais pesados, mas isso é compensado pela musicalidade e energia que exalam durante todo o interregno do CD.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | A produção do material é propositalmente suja, e deixou a sonoridade orgânica e "viva", sem excessos de modernidade, contribuindo muito para o excelente resultado final do material. Destaco também a arte gráfica, que além de uma bela capa e contracapa, ainda traz no seu interior diversas figuras que fazem referência às canções. Uma completa obra de arte.
Portanto, se você ainda não conhece o trabalho desses americanos, não perca mais tempo, pois sem dúvida estamos diante de uma das bandas mais interessantes da atualidade, e que tem tudo para se tornar referência na música pesada. E "Yellow & Green" é um disco que, sem dúvida, marcará época.

Yellow & Green - Baroness
(2012 – Relapse Records - Importado)
Track List:
CD 1:
1. Yellow Theme
2. Take My Bones Away
3. March to the Sea
4. Little Things
5. Twinkler
6. Cocainium
7. Back Where I Belong
8. Sea Lungs
9. Eula
CD 2:
1. Green Theme
2. Board Up the House
3. Mtns. (The Crown and Anchor)
4. Foolsong
5. Collapse
6. Psalms Alive
7. Stretchmarker
8. The Line Between
9. If I Forget Thee, Lowcountry

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Thiê rebate Dave Mustaine e diz acreditar em sondagem por Pepeu Gomes no Megadeth
A lendária banda de heavy metal que ficou quase 7 anos seguidos sem fazer um único show
Por que Jimmy London do Matanza não gosta de Megadeth, segundo o próprio
Jason Newsted deixou o Metallica por ter se tornado "um viciado terrível"
Dave Mustaine explica por que não vai convidar Kiko Loureiro para show com Megadeth
Zakk Wylde anuncia atrações para a edição 2026 do seu festival, Berzerkus
O cover gravado pelo Metallica que superou meio bilhão de plays no Spotify
70 shows internacionais de rock e metal para ver no Brasil em maio
As 10 músicas mais emocionantes do Slipknot, segundo a Metal Hammer
Quatro bandas internacionais que fizeram mais de 50 shows no Brasil
Entre as 40 atrações, alguns dos destaques do Bangers Open Air 2026
Para Nicko McBrain, volta de Bruce Dickinson ao Iron Maiden estava "nos planos de Deus"
O disco do Black Sabbath que causa sensação ruim em Geezer Butler
Judas Priest escondeu por 10 anos que vivia sem dinheiro, segundo K.K. Downing
Rolling Stones anuncia novo álbum de estúdio, "Foreign Tongues"
As 100 maiores músicas da história do heavy metal, segundo a Rolling Stone
Ciência explica porque guitarristas de Metal fazem caretas durante solos matadores
Os melhores guitarristas de rock de todos os tempos, segundo o lendário B. B. King
Biohazard fez a espera de treze anos valer a pena ao retornar com "Divided We Fall"
Stryper celebra o natal e suas quatro décadas com "The Greatest Gift of All"
Kreator - triunfo e lealdade inabalável ao Metal
"Eagles Over Hellfest" é um bom esquenta para o vindouro novo disco do colosso britânico Saxon
Iron Maiden: Somewhere In Time é um álbum injustiçado?

