Manowar: podem gritar novamente, "Manowar kills!"
Resenha - Lord of Steel - Manowar
Por Marcello Santos
Fonte: Kings of Metal
Postado em 18 de setembro de 2012
Nota: 9 ![]()
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Depois do Manowar ter lançado diversos materiais: o CD ao vivo "Gods of War Live" (2007), o EP "Thunder In The Sky" (2009), o DVD "Hell On Earth V" (2009) e a regravação de "Battle Hymns" (2010). Este "The Lord of Steel", finalmente, recompensa os "manowarriors" que permaneceram leais à turma de Joey DeMaio e que podem novamente gritar com orgulho: "Manowar kills!" ("O Manowar detona!").
Talvez a experiência da regravação de "Battle Hymns", seu álbum clássico, tenha relembrado o Manowar de quão poderoso soa um disco com composições diretas. Pois "The Lord of Steel" é assim: direto e sem firulas. São dez faixas de puro heavy metal.
O primeiro grande destaque é o som 'reverberizado' do baixo de DeMaio em várias faixas (ouça a faixa-título, "Manowarriors", "Black List" e outras). Aliás, em todo o disco, o baixo está com uma incrível textura aveludada e ao mesmo tempo pesada, por vezes preenchendo o espaço de um teclado, além de algumas linhas soladas (como em "Annihilation").
Karl Logan, por sua vez, traz alguns riffs rápidos e empolgantes (por exemplo, em "The Lord of Steel" e "Expendable"), além das tradicionais partes de palhetadas abafadas. Brinca, ainda, com os efeitos de estéreo em "Annihilation" e faz vários solos rápidos e com muita distorção, com destaque para seu trabalho na cadenciada "Black List".
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Eric Adams cumpre bem seu papel, mostrando que ainda está em boa forma para soltar seus gritos agudos. Em relação aos vocais, cabe aqui colocar que o coro em "Manowarriors" carece de força - parece que economizaram nas vozes. O baterista Donnie Hamzik, que havia deixado o Manowar em 1983 e voltado à banda no EP "Thunder In The Sky", prova que tem potencial para continuar no grupo por muitos anos.
O disco tem apenas (para os padrões atuais) 47 minutos e sua audição passa rapidamente, não só pela duração, mas pela variedade das composições, mesclando faixas rápidas ("The Lord of Steel", "Manowarriors"), mid-tempo ("Born In a Grave", "Touch The Sky", "Expendable", "Hail, Kill and Die"), stoner rock cadenciado ("Black List") e balada metal ("Righteous Glory"). O único ponto que se repete é o tema das letras, como sempre focada no true metal e em guerreiros.
Há, contudo, uma faixa que se sobressai por ser extremamente inovadora, considerando o estilo do Manowar. "El Gringo" está no filme norte-americano homônimo que foi lançado este ano, com direção de Eduardo Rodriguez e com Christian Slater no elenco. É incrível como esta canção parece ter sido composta pelo Thin Lizzy. O tema, as linhas melódicas da guitarra e do vocal, as palhetadas cavalgadas e até o solo de guitarra: o espírito de Phil Lynott baixou nos músicos americanos. O resultado dessa influência aliada às características do Manowar é esta música fenomenal.
"The Lord of Steel" marca o retorno do Manowar aos trilhos que levaram aos seus clássicos álbuns dos anos 80. O tempo confirmará se este também será um novo clássico. No momento, com certeza fará seus fãs ouvi-lo várias vezes em seguida.
INTEGRANTES:
Guitarra:Karl Logan
Baixo:Joey DeMaio
Bateria:Donnie Hamzik
Vocal:Eric Adams
01-The Lord Of Steel
02-Manowarriors
03-Born In A Grave
04-Righteous Glory
05-Touch The Sky
06-Black List
07-Expendable
08-El Gringo
09-Annihilation
10-Hail, Kill And Die
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