A lenda do metal que é arrogante, mala e antiprofissional, segundo Regis Tadeu
Por Gustavo Maiato
Postado em 28 de janeiro de 2026
Regis Tadeu não começou ontem sua treta com o Manowar. O episódio mais famoso - em que Regis é confrontado por fãs exaltados após críticas à banda - circula até hoje como prova de que, quando o assunto é o grupo americano, o ácido crítico musical sempre vai sair batendo. E talvez com razão.
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Em entrevista ao Benja Me Mucho, Regis foi direto ao ponto ao definir o grupo liderado por Joey DeMaio: "O Manowar representa tudo aquilo que há de mais caricato no heavy metal. Eu sempre digo que o Manowar é um Massacration que se levou a sério". Segundo ele, o problema não é apenas estético ou musical, mas estrutural: "Eles representam tudo aquilo que há de mais abominável no metal, em termos de conceito estético, sonoro, de letras e de comportamento profissional".
O alvo principal das críticas é Joey DeMaio. Para Regis, não existe exatamente uma "irmandade do metal" dentro da banda, como o discurso oficial tenta vender. "Esse papinho de 'somos todos irmãos do metal' é completamente falso. Quem manda ali é o Joey DeMaio. O Eric Adams é, no máximo, um sócio minoritário".
Ele afirma ainda que a fama de DeMaio nos bastidores é péssima: "Pergunta pra qualquer promotor de show como é lidar com o Joey DeMaio. Você vai ouvir: mala. E não é qualquer mala. É o mais arrogante, o mais antiprofissional que existe". Regis lembra que há, inclusive, festivais europeus processando o músico por cancelamentos de última hora.
Para o crítico, a reação agressiva de parte do público do Manowar às críticas é apenas reflexo desse pacote ideológico vendido pela banda. "Os fãs provaram exatamente o meu ponto", afirma. "Existe ali uma infantilização completa. Hoje a gente tem pelo menos duas gerações de adultos completamente infantilizados, incapazes de lidar com crítica".
Ainda assim, Regis faz questão de separar crítica artística de ataque pessoal: "Eu jamais iria falar qualquer coisa pra alguém pessoalmente. Crítica é crítica. Eu não sou advogado de banda nenhuma". Para ele, o Manowar segue como um símbolo máximo de tudo o que o metal pode ter de mais exagerado, autoritário e vazio - tanto no palco quanto fora dele.
Confira a entrevista completa abaixo.
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