Testament: O Thrash Metal nunca esteve tão forte
Resenha - Dark Roots Of Earth - Testament
Por Junior Frascá
Postado em 30 de julho de 2012
Nota: 10 ![]()
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Começo essa resenha com uma breve constatação: nunca, desde os anos 80, o thrash metal esteve tão forte! Qualquer um que acompanhe a cena atualmente consegue facilmente perceber a quantidade de lançamentos de qualidade no estilo, seja de bandas novas, que tem dado um gás novo ao thrash, seja dos conhecidos "medalhões", que ajudaram a forjá-lo. E o TESTAMENT, um dos grandes ícones da história do thrash metal, e beirando aos 30 anos de carreira, acaba de colocar no mercado mais uma prova disso, com um dos melhores discos de sua fantástica carreira.
A banda, mesmo não sendo tão produtiva (como demoram pra lançar um disco novo!), está em uma fase fantástica, lançando um discaço atrás do outro, e com "Dark Roots of Earth" a coisa não é diferente. E não, não há grandes inovações na sonoridade da banda, mas sim muita qualidade, esbanjando competência em cada nota, em cada harmonia criada, e demonstrando uma grande paixão pelo estilo. Mas cá entre nós: as vezes, um pouco de "volta as raízes" sempre é bom, principalmente em tempos como os atuais, em que qualquer bandinha faz uma "mistureira" de sons por ai, com excessos de modernidade, e já se acham gênios da música.
Ou seja, tudo que você está acostumado (e procura) no som dos caras está lá: riffs e solos incríveis e cativantes dos mestres Eric Peterson e Alex Skolnick (um dos melhores guitarristas que o metal já conheceu), o baixo pulsante e pesadíssimo de Greg Christian, a bateria monstruosa de Gene Hoglan - cuja volta (desde "Demonic" ele não gravava com o TESTAMENT) fez muito bem à banda -, além dos típicos vocais de Chuck Billy. Alias, depois de tudo que passou em sua vida, só o fato de continuar cantando com tanta agressividade e paixão já tornam Chuck um verdadeiro mito do thrash metal!
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
"Rise Up" já abre o disco mostrando que a banda não está para brincadeira, remetendo diretamente aos anos 80, com muita velocidade e peso. Na sequência, "Native Blood" mantém a velocidade, inclusive com alguns "blast beats" de bateria, e um refrão mais melódico, enquanto a faixa título é mais cadenciada e climática, remetendo a discos como "Legacy", mas sem deixar o peso de lado, e com Chuck até lembrando James Hetfield em alguns momentos.
A já conhecida "American Hate" é outra que mantém a pegada mais agressiva do trabalho, e traz alguns dos solos e riffs mais legais do disco, e deverá levar os fãs à loucura nos shows da banda, e "A Day in the Death" é mais variada e repleta de groove e peso, e com um show a parte de Chuck e Alex. Já "Cold Embrac" é aquela típica semi-balada com cara de TESTAMENT, trazendo climas e harmonias bem encaixadas, e mostrando toda a versatilidade de Mr. Billy.
E na trinca final, que encerra a versão normal do disco, temos ainda "Man Kills Mankind", "Throne Of Thorns" e "Last Stand For Independence", faixas rápidas, agressivas e técnicas, que demonstram o grande entrosamento entre os membros da banda.
A versão especial conta ainda com três faixas covers, e uma versão diferente de "Throne of Thorns", além de um DVD com makinf Ofs e entrevistas. Dentre os covers, temos "Dragon Attack" (QUEEN), em uma versão bem inusitada e pesada; "Animal Magnetism" (SCORPIONS), com climas bem soturnos; e a clássica "Powerslave" (IRON MAIDEN), que ficou simplesmente fantástica!
Destaque também para a capa belíssima, na arte de Eliran Kantor, que deixa o material ainda mais atrativo, assim como a gravação de áudio que, embora moderna, deixou tudo sujo na medida certa, evidenciando ainda mais as qualidades do material.
Portanto, para você, que só procura novidades, e acha que o thrash clássico está morto, só fica uma dica: escute esse disco, e comprove o quão enganado você está! "The Dark Roots of the Earth" é um disco para se escutar a todo volume, e que mostra que no fatídico ano de 2012, o metal está mais vivo do que nunca. Sem dúvida um dos melhores discos do ano. Comprem!
Dark Roots Of Earth - Testament
(2012 – Nuclear Blast - Importado)
Formação:
Chuck Billy (Vocals)
Eric Peterson (Guitars)
Alex Skolnick (Guitars)
Greg Christian (Bass)
Gene Hoglan (Drums)
01. Rise Up
02. Native Blood
03. Dark Roots Of Earth
04. True American Hate
05. A Day In The Death
06. Cold Embrace
07. Man Kills Mankind
08. Throne Of Thorns
09. Last Stand For Independence
Additional Bonus Tracks (Deluxe CD/DVD, 2LP):
10. Dragon Attack (QUEEN Cover)
11. Animal Magnetism (SCORPIONS Cover)
12. Powerslave (IRON MAIDEN Cover)
13. Throne Of Thorns (Extended Cut)*not on 2LP
Bonus DVD:
Making Of // Breakdown of writing style and process, working with Gene Hoglan again, being together for over 25 years // Live footage of classic tracks
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