Chuck Billy diz que vinil "tem um som diferente", mas aponta um detalhe que muda tudo
Por Bruce William
Postado em 13 de fevereiro de 2026
Chuck Billy, do Testament, falou sobre como a internet mudou não só o jeito de consumir música, mas também a própria música, e puxou o assunto da volta do vinil, que muita gente associa a uma busca por som melhor depois de anos de MP3 bem comprimido e streaming. A conversa rolou no Wildman Podcast, com Jacob Ridenour.
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Quando o papo cai na parte prática, ele descreve um cenário que já virou rotina pra qualquer banda: vender disco físico deixou de ser um "pilar", porque a estrutura de lojas foi desaparecendo. "Não tem mais Tower Records. O Walmart parou de vender CDs. A Best Buy parou de vender CDs." Billy completa que as lojas de disco viraram "meia dúzia" de independentes e que as vendas físicas "meio que sumiram". O que sobrou, segundo ele, é o nicho do colecionável: edição especial, item de fã mesmo.
E aí entra o lado feio da história pra quem vive disso: "O triste é que muitas bandas têm que descobrir como renegociar e conseguir uma taxa digital melhor, já que as coisas mudaram. E quando você fica preso ao contrato antigo, você vai querer mudar o acordo." Ele usa uma comparação bem clara pra explicar essa sensação de contrato velho num mercado novo: "É como aquele cartão de crédito que vai crescendo em cima de você... aquela taxa de juros."
A partir daí o assunto volta pro som. Quando Ridenour comenta que "vinil tem um som diferente do digital", Billy concorda, mas com um "depende" embutido: "Tem, até certo ponto." E aí ele puxa a memória dos primeiros discos do Testament: "Quando a gente estava mixando aqueles discos, a gente estava de fato gravando eles em vinil pra ouvir, porque era isso que a gente colocava pra fora naquela época."
Na visão dele, isso muda o alvo da mixagem: você mixa pensando em como aquilo vai soar no toca-discos. Já mais adiante, quando gravadoras e bandas começaram a pegar álbuns feitos com "qualidade de CD" e simplesmente jogar pro digital, sem mexer direito em equalização, o resultado pode ficar diferente. Ele diz que ainda hoje coloca alguns discos pra tocar e percebe um som "magro", sem aquela sensação "quente" que ele associa a discos de 1980 ou anteriores.
E, pra não ficar só no "vinil versus streaming", ele coloca o CD no meio da conversa também: "CDs soam melhor quando você toca num CD player do que no digital, tipo quando você ouve no celular ou algo assim." E completa: "Quando eu coloco um CD pra tocar, eu prefiro ouvir isso no meu carro do que o digital. Tem alguma coisa ali, pois ele foi feito pra soar melhor."
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