A Todo Volume: O documentário é, em síntese, indispensável

Resenha - It Might Get Loud - A Todo Volume

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Por Paulo Severo da Costa
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Nota: 10

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Filmes que tenham o rock n´roll como tema costumam ser uma faca de dois gumes. No livro “Led Zeppelin: Quando os Gigantes Caminhavam sobre a Terra” de MICK WALL, há uma passagem reveladora sobre a premier de “The Songs Remains The Same”: um dos donos da Atlantic, gravadora do LED - o mítico AHMET ERTGUN - dorme ao longo da exibição da película, prenunciando o que fora, na época, o fracasso retumbante do longa.
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O fato é que adaptar uma linguagem para outra não é nada fácil. O rock n´roll possui um discurso rápido e fragmentário e, transpor isso visualmente, acaba sendo tarefa para poucos. Em se tratando de documentários, a coisa se agrava um pouco – narrativas longas demais cansam fácil o espectador; curtas demais passam uma imagem superficial e que pouco acrescenta.

Lançado em 2009, “It Might Get Loud”, lançado no Brasil como “A Todo Volume”, consegue trazer uma temática ainda mais árida para roteiristas e diretores - não se trata de uma biografia de uma banda ou artista - se trata da biografia de um instrumento: a guitarra. Convidado pelo idealizador do tema, THOMAS TULL, o diretor DAVIS GUGGENHEIM assumiu a tarefa de forma inteligente, construindo a narrativa a partir de três nomes conhecidos, cuja abordagem “guitarrística” - assim como a representação de geração no instrumento - é completamente diferente: THE EDGE, JACK WHITE e JIMMY PAGE.

Ao invés de cair no lugar comum da demonstração banal de técnicas e escalas, o roteiro criou uma super-estrutura, na qual as histórias de cada um se entrelaça, emolduradas pelas visões pessoais dos músicos sobre a sua relação com a guitarra. É emocionante ver PAGE feliz como um moleque de dez anos mostrando sua coleção de discos e contando como LINK WRAY e MUDDY WATERS fizeram parte do seu amplo leque de influências, bem como o indisfarçável olhar de fã de WHITE sobre ele, no momento em que mostra o riff de “Whole Lotta Love”.

O mais curioso do filme é notar a preocupação da produção em não transformá-lo em um objeto de interesse exclusivo de guitarristas: THE EDGE, por exemplo, como o punk foi fundamental para seu interesse não só musical, mas político; JACK WHITE fala das dificuldades em ter crescido no subúrbio de Detroit sendo o único interessado em tocar guitarra naquela área. O filme retrata a solidão e a busca por autoconhecimento de cada um – temas universais e de fácil alcance.

Tão bom quanto a sequência do filme - que termina em uma jam acústica de “The Weight” do THE BAND entrecortada por outras cenas - são os extras do DVD. Ali se discutem assuntos mais prosaicos como escolhas de encordoamento e os apelidos internos do pessoal do U2. Curioso observar como os cortes que se tornaram o material bônus foram cuidadosamente recortados do filme principal, fazendo com que a narrativa permanecesse fluida e focada no amadurecimento pessoal e musical dos protagonistas.

Em síntese: indispensável.

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Sobre Paulo Severo da Costa

Paulo Severo da Costa é ensaísta, professor universitário e doente por rock n´roll. Adora críticas, mas não dá a mínima pra elas. Email para contato: joaopsevero@bol.com.br.

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