Bad Company: O clássico de estreia da banda
Resenha - Bad Company - Bad Company
Por Paulo Severo da Costa
Postado em 30 de junho de 2012
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
A coisa mais triste se ficar velho é perceber que, enquanto algumas coisas melhoram substancialmente, outras decaem de uma forma vergonhosa. Se a Internet trouxe a possibilidade de qualquer um saber qual o nome do baterista do SAXON ou quais foram as influências de LARS ULRICH em segundos, por outro lado, tornou muitos fãs de rock n´roll de certa forma, mais comodistas, menos inquietos, mais passivos, discutindo sem ouvir, falando sem saber.
Veja, por exemplo, o caso de PAUL RODGERS: dono de uma carreira invejável, hoje ele é conhecido "apenas" por ser o capitão do que um dia foi o QUEEN. Sem menosprezo, lógico, mas, com todo respeito aos maravilhosos remanescentes da banda, LED ZEPPELIN sem JIMMY PAGE, SABBATH sem IOMMI e QUEEN sem MERCURY não dá, né ?
Por outro lado, estou certo de que um grupo muito menor de pessoas conhece o trabalho de RODGERS a fundo- um cidadão com mais de quarenta anos de serviços muito bem prestados ao rock n´roll. Seja à frente do FIRM, do FREE ou do QUEEN, o homem mostra toda a herança blueseira "bruta" que sempre se sobressai em seus vocais estupendamente trabalhados.
Em 15 de junho de 1974, sai o primeiro álbum, homônimo, do BAD COMPANY. Originalmente composta, além de RODGERS no vocal, por, SIMON KIRKE (bateria), MICK RALPHS (guitarra) e BOZ BURRELL (baixo), a banda fazia um hard rock competente- vigoroso, mas, ao mesmo tempo com alta carga melódica.
Redundante dizer que o grande diferencial do BAD era mesmo a indefectível voz de RODGERS. O vocalista, em suas interpretações, unia a doçura de STEVE WINWOOD com o "descuido" malicioso e cachaceiro de ROD STEWART- sempre mantendo o timbre de voz singular. Faixas como "Rock Steady" deixam claro que o grupo mantinha os pés fincados na tendência da época, sem vanguardismos- mas sem mesmice.
"Don´t Let Me Down" lembra vagamente a sua célebre homônima no refrão; contudo sua condução está mais para STONES do que para o quarteto de Liverpool- tá aí uma tremenda balada! Antecipando sua entrada no QUEEN (brincadeira!), "Bad Company" começa lenta ao piano, ganha espaço na dinâmica e vira um puta riff de bom gosto de RALPHS.
Falando em STONES, "Movin On" e "Can´t Get Enough" tem toda aquele carga swingueira que anos depois faria a alegria do BLACK CROWES e do BLUES TRAVELLER e vale o ótimo solo de guitarra. Já "Seagull" é folk puro, conduzida no violão e voz, ao melhor estilo dos anos 70- para minha alegria.
Vale demais uma ouvida.
Track List:
• "Can't Get Enough"
• "Rock Steady"
• "Ready for Love"
• "Don't Let Me Down"
• "Bad Company"
• The Way I Choose"
• "Movin' On"
• "Seagull"
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Sepultura lança "The Place", primeira balada da carreira, com presença de vocal limpo
Iron Maiden anuncia reta final da "Run for Your Lives" e confirma que não fará shows em 2027
O músico que Sammy Hagar queria dar um soco na cara: "O que acha que vou fazer?"
Rock and Roll Hall of Fame anuncia indicados para edição 2026
A música do Limp Bizkit que fez o Rage Against The Machine encerrar atividades
Indireta? Fabio Lione fala em "ninho de cobras" e "banda de palhaços" após show do AC/DC
A música do Metallica que James Hetfield achou fraca demais; "Tá maluco? Que porra é essa?"
Folha cita "barriga enorme" de Brian Johnson em resenha sobre show do AC/DC em SP
Por que Joe Perry quase perdeu a amizade com Slash, segundo o próprio
Show do AC/DC no Brasil é elogiado em resenha do G1; "A espera valeu a pena"
Alex Skolnick entende por que Testament não faz parte do Big Four do thrash metal
Alex Lifeson diz que Anika "virou a chave" nos ensaios do Rush; "No quinto dia, ela cravou"
O guitarrista que Hetfield disse ter sido uma bênção conhecer: "nos inspiramos um ao outro"
Bruce Dickinson cita o Sepultura e depois lista sua banda "pula-pula" favorita
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
King Diamond conta o que comprou com a grana que ganhou do Metallica
O Clube dos 27: 17 roqueiros que sucumbiram à idade fatídica
A opinião de Rob Halford sobre o Slayer e "Angel Of Death"



Paul Rodgers elege o melhor verso de abertura de todos os tempos
O primeiro supergrupo de rock da história, segundo jornalista Sérgio Martins
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



