Eric Clapton: Em 1977, um dos seus melhores discos

Resenha - Slowhand - Eric Clapton

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Por Paulo Severo da Costa
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Nota: 10

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O final dos anos 70 assistiu à um momento insólito na música mundial. A explosão do punk rock convivia com o auge das discotecas; o blues e o rock clássico pareciam cada vez mais distantes das gravações daquela época. A música passava por um momento de renovação e, mesmo bandas clássicas como STONES e LED ZEPPELIN lançavam discos fora das características com as quais haviam se consagrado.
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Em 1977, ERIC CLAPTON ainda retomava seu lugar na show bussiness. Após o lançamento do bem sucedido “461 Ocean Boulevard”, três anos antes, o guitarrista inglês, mesmo afogado no Bourbon e na vodka (substitutos da heroína que quase lhe custou a vida, e que lhe renderam o apelido de “Capitão Smirnoff”) lançou naquele ano o clássico (e por muitos considerado o melhor álbum de sua careira), “Slowhand.”

O álbum abre com um dos maiores standards da carreira de Clapton – “Cocaine” foi ouvida por ele aproximadamente um ano antes da gravação do disco em um show de J.J.CALE (do qual ele já havia gravado em “After midnight” alguns anos antes). A faixa, centrada no conhecidíssimo riff em power chords executados por ligados, representou a continuidade da popularidade de Clapton adquirida durante a turnê do álbum anterior, retomando sua imagem como guitar hero adquirida no final da década anterior. A faixa possui ainda um criativo solo de guitarras sobrepostas, alternando pentas maiores e menores, onde Clapton parece promover um encontro entre EDDIE BOYD e FREDDIE KING .

“Wonderful tonight,” feita em homenagem à Patty Boyd é uma balada “fadada” ao sucesso: poucos acordes, letra romântica e um dos riffs “slowhand” mais bacanas desde sempre (que curiosamente foi dado ao guitarrista por ninguém menos que George Harrison, ex-marido de Patty). “Lay down Sally” e “Next time you see her” não deixam dúvidas a respeito da influência marcante- para além do blues- do western swing e da folk music na linguagem “guitarrística” do inglês de Ripley. Destaco ainda o primeiro blues que minha memória mais remota consegue alcançar: “Mean old frisco”, um clássico de “BIG BOY” CRUDUPP onde Clapton arrebenta no uso do bootleneck dobrando o canto por praticamente toda a música.

Apesar de manter uma certa constância em gravações bem legais até hoje, seja com tributos ao blues (“ From the cradle”), parcerias (“Road to Escondido”, “Riding with the king") ou homenagens irrepreensíveis (“Me and Mr. Johnson”),“Slowhand”, é a melhor representação da carreira solo de Clapton daquilo que ele tem de único: diversidade musical, interpretação e feeling. Nota 10!

Track List:

1. "Cocaine"
2. "Wonderful Tonight"
3. "Lay Down Sally"
4. "Next Time You See Her"
5. "We're All the Way"
6. "The Core"
7. "May You Never"
8. "Mean Old Frisco"
9. "Peaches and Diesel"

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Sobre Paulo Severo da Costa

Paulo Severo da Costa é ensaísta, professor universitário e doente por rock n´roll. Adora críticas, mas não dá a mínima pra elas. Email para contato: joaopsevero@bol.com.br.

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