Pastore: Equilíbrio entre o Metal tradicional e o moderno
Resenha - End Of Our Flames - Pastore
Por Marcelo Moreira
Fonte: Combate Rock
Postado em 11 de maio de 2012
O cantor e músico MARIO PASTORE é um homem discreto. Seu jeito aparentemente sossegado esconde uma personalidade forte e um profissional que batalha duro há anos – assim como milhares de outros bons músicos no rock pesado nacional. A diferença é que PASTORE canta muito, ombreando-se com propriedade com EDU FALASCHI (ALMAH e ANGRA) e ANDRÉ MATOS (ex-ANGRA e SHAMAN). Há quem diga que hoje ele supera seus concorrenteS.
Na iminência do lançamento oficial no Brasil de seu segundo álbum, "The End of The Our Flames", o músico consolida a banda que leva seu nome, credenciando-a como um dos cinco principais nomes do heavy metal nacional em 2012. E o trabalho certamente estará em várias listas de melhores do ano, com excelente produção e gravação.
O álbum impressiona por ser muito pesado, bastante variado e apresentar um vigor que poucas bandas hoje têm – especialmente o ANGRA de futuro incerto. Se o último trabalho do ALMAH, "Motion", foi muito elogiado no mundo inteiro por conta da excelente performance de EDU FALASCHI, MARIO PASTORE o supera em seu novo trabalho.
O "The End of The Our Flames" é um trabalho complexo, denso e bastante consistente, não tenho dúvida. Mais do que reunir a minha experiência de mais de 20 anos de carreira, ele é a consolidação de um estilo que venho buscando há algum tempo. Não é só um passo adiante, é evolução mesmo", disse o cantor ao Combate Rock.
A primeira impressão ao se ouvir a música que abre "The End of Our Flames", "Brutal Storm", é de que estamos diante do novo trabalho dos alemães do PRIMAL FEAR, banda capitaneada por MAT SINNER (baixo) e RALF SCHEEPERS (vocais).
A impressão some quando ouvimos a faixa pela segunda vez. Em vez do heavy metal europeu mais pragmático e reto, temos um metal mais moderno, com bastante variação rítmica, ainda que persistam algumas semelhanças com os vocais de SCHEEPERS.
"Não creio que haja tanta similaridade. Essa impressão talvez possa surgir em razão das influências comuns. Já conversei com SCHEEPERS e sei que, assim como eu, um grande fã de ROB HALFORD, do JUDAS PRIEST", diz PASTORE.
No restante do álbum, a influência da voz do PRIEST é clara e bem-vinda. "The End of Our Flames" e "Night and Day" parecem ter saído das sessões de gravação de "Resurrection", talvez o melhor álbum da banda HALFORD. Os timbres de guitarra são densos e "gordos", amparados pelo peso vigoroso da bateria de FABIO BUITVIDAS, que também toca na ótima banda santista SHADOWSIDE.
"Fools" é uma música com um pouco mais groove, com um baixo marcante e alto de ALÉXIS GALLUCCI, funcionando quase como uma base para a guitarra cheia e virtuosa de RAPHAEL GAZAL.
A sequência é de tirar o fôlego, com as rápidas "Empty World" e "Liar", para desaguar na sabbathiana "When the Sun Rises", com seu andamento lento e denso, revelando um pouco da influência de RONNIE JAMES DIO e lembrando também o falecido DAVID WAYNE, da primeira fase do METAL CHURCH.
Na reta final, o bom nível se mantém, embora de forma menos inspirada. "The World is Falling" e "Bring to Me Peace" são boas canções influenciadas levemente por IRON MAIDEN, BRUCE DICKINSON é outro cantor admirado por PASTORE. "Estamos na reta final dos ensaios para engatar uma série de shows. O novo álbum tem certa complexidade que vai exigir mais dos músicos ao vivo, o que sempre é um desafio."
Nos mais de 20 anos de carreira, MARIO PASTORE passou por bandas interessantes como SACRED SINNER, ACID STORM e TAILGUNNERS, além da ótima DELPHT. Entretanto, o destino era mesmo montar seu próprio projeto, para buscar uma sonoridade diferente da que vinha praticando. "A carreira solo era um passo natural após deixar o DELPHT. Tenho meu próprio ritmo, quero fazer acontecer mais rápido na música e às vezes em uma banda nem todos pensam assim, seja lá qual for o motivo. Sempre quis fazer o meu som e ter controle sobre as coisas, as bandas que cantei não me agradavam profissionalmente e algumas vezes na proposta sonora também não."
Além de cantar, MARIO PASTORE é professor de técnica vocal requisitado e mantém um projeto onde canta músicas italianas, tradicionais ou não, na Grande São Paulo, um tributo às suas origens. O CD "The End of Our Flames" deve ser lançado no Brasil em maio pela VOICE RECORDS, do ex-guitarrista do KORZUS, SILVIO GOLFETTI.
Outras resenhas de End Of Our Flames - Pastore
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música do Yes que serviu de inspiração para Dream Theater e Sepultura
Angus Young (AC/DC) autografa bebê no Canadá
Regis Tadeu explica por que show final do Sepultura foi para um lugar menor
"Nunca compusemos juntos" - Roger Waters explica sua parceria com David Gilmour no Pink Floyd
Ouça música que Keith Richards gravou para trilha de "Grand Theft Auto VI"
A canção do Metallica que ainda emociona James Hetfield toda vez que ele a escuta
Metallica anuncia mais 12 datas da tour M72 para 2027
As bandas que mais inspiraram o lado pesado do Queen, segundo Brian May
O grande problema do show de Roger Waters, segundo Ed Motta
Disco novo do Anthrax tem música que mistura Slayer e Metallica da era "Load"
Como a opinião de James Hetfield sobre Lars Ulrich mudou ao longo dos anos
Baixo de James LoMenzo apresenta falha durante intro de "Peace Sells" em show do Megadeth
Regis Tadeu finalmente explica detalhe do Iron Maiden que fãs discutem há 20 anos
Gessinger desfaz a comparação que persegue os Engenheiros do Hawaii há 40 anos
As 10 músicas de Elton John que são as preferidas de Zakk Wylde
Treta: Após Eddie Vedder detonar o Mötley Crüe, Nikki Sixx diz o que pensa do Pearl Jam
Doro fala sobre suas novas bandas preferidas e cita nome brasileiro
Iron Maiden: as dez melhores músicas, segundo a Loudwire

Relevante como nunca, Totalitär retorna após vinte anos com EP furioso
Herman Frank - O motor barulhento, rápido e construído para rodar
Entre nostalgia, legado e recomeços, Beseech apresenta seu 7º álbum de estúdio
Veterano Sacrifice mostra que continua afiado como nunca no ótimo "Volume Six"
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?



