Regis Tadeu explica por que show final do Sepultura foi para um lugar menor
Por Gustavo Maiato
Postado em 17 de setembro de 2026
A mudança de local do último show da despedida do Sepultura em São Paulo virou assunto em uma live de Regis Tadeu no YouTube resgatada pelo canal Debate Sobre Música. A apresentação, inicialmente marcada para o Pacaembu, com capacidade para cerca de 32 mil pessoas, foi transferida para o Suhai Music Hall, que comporta perto de 9 mil. Provocado pela pergunta de um espectador, o jornalista arriscou uma explicação que vai além da venda de ingressos.

Antes de apresentar sua tese, Regis lembrou que trocas desse tipo costumam ter duas origens: problemas de logística ou procura abaixo do esperado. Segundo ele, é comum que um show seja agendado para um espaço grande demais e, quando a venda não acompanha, acabe remarcado para um lugar menor. Sérgio, que participava da transmissão, foi direto ao ponto e avaliou que sair de um espaço para 32 mil pessoas rumo a outro para 9 mil indica uma questão de demanda.
Regis, no entanto, enxerga outro fator por trás da decisão. "Foi marcado um show num local para 32 mil pessoas porque havia a possibilidade de o Max e o Igor aparecerem para esse show. Agora já sabemos que não. Isso é uma sensação que eu tenho, de que tudo foi remanejado por causa disso", afirmou, em referência aos ex-integrantes Max e Igor Cavalera. O jornalista frisou que se tratava apenas de uma impressão e que poderia estar errado, antes de brincar que isso seria "praticamente impossível", já que ele nunca erra.
"Justiça seja feita: se o Sepultura fizesse um show reunindo todos os integrantes das formações anteriores, incluindo o Max e o Igor, era show para 30 mil pessoas. Sabe quando eu notei isso? Eu republiquei nas minhas redes sociais uma montagem que achei divertidíssima, simulando uma sessão do Supremo Tribunal Federal em que eu apareço ao lado do Alexandre de Moraes, analisando se o Sepultura acabou em 1996 ou em 93, 94. Fiquei impressionado com a quantidade de gente que comentou a postagem e com o tanto de gente que concorda que o Sepultura acabou naquela época."
Para Sérgio Martins, que participava do debate, o desgaste da própria despedida também pesa. Ele lembrou que o grupo se despede do público há cerca de dois anos e que já fez um show de adeus no Espaço Unimed. O participante citou ainda os boatos sobre uma turnê final com os quatro integrantes da formação clássica, mas ponderou que haveria "muita dor envolvida". Regis rebateu na hora: "Ô Sérgio, a questão não é mágoa, a questão é dinheiro." Na avaliação dele, como o reencontro "não vai rolar mesmo", a coisa foi "reduzida à realidade".
Confira o vídeo completo abaixo.
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