Suicidal Angels: Pode não ser original, mas é cativante

Resenha - Bloodbath - Suicidal Angels

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Por Junior Frascá
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Depois de lançarem dois discos excepcionais em sequência,(“Sanctify The Darkness” e “Dead Again”) os gregos do SUICIDAL ANGELS chegam a seu quarto trabalho de estúdio, mantendo intacto seu estilo, e fincando de vez o nome entre os das grandes bandas do thrash metal contemporâneo, vez que já deixou de ser uma promessa e se tornou realidade no meio metálico.
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A banda, que tem nos vocais de Nick e nas guitarras deste e de Panos o seu carro chefe, mais uma vez nos brinda com um trabalho muito agressivo e pesado, buscando influências do thrash metal clássico (principalmente da escola alemã, como em KREATOR e DESTRUCTION, e também algo de SLAYER), mas sem se limitar a estas, trazendo algo próprio, mais moderno, trabalhado e atual, criando uma mistura bem interessante, que torna o trabalho digno de destaque.

E neste "Bloodbath", como dito, a banda continua seguindo a linha adotada nos lançamentos anteriores, sem grandes mudanças, mas com muita competência e energia, sendo que a paixão pelo estilo transborda em cada composição.

Já na abertura, com a excelente faixa título, podemos observar todos os elementos característicos do som da banda: riffs cortantes, levada rápida, vocais agressivos, letras fortes, solos fritados e partes mais cadenciadas (as famosas “paradinhas”) certeiras.

Além desta, destacam-se ainda “Moshing Crew” (com riffs soberbos), “Chaos (The Curse is Burning Inside)” (que começa com belo dedilhado de violão, e logo adentra em um “rifferama” destruidor, com forte influência de metal tradicional), “Legacy of Pain” (mais cadenciada, e com Nick cantando de forma mais gutural, quase death metal) e o encerramento com “Bleeding Cries” (a mais diversificada do disco, mesclando climas soturnos com outros mais agressivos).

Merece destaque também a arte gráfica do trabalho, tosca como sempre, mas que representa muito bem o “banho de sangue” proposto pela banda neste trabalho, e traz mais uma vez o seu mascote.

Se você gosta de thrash ou metal extremo em geral, não deixe de conferir o som dos caras, que pode não ser original, mas é muito cativante. E prepare-se, pois o disco vicia...

Bloodbath – Suicidal Angels
(2012 – Noiseart Records - Importado)

Formação:
Nick - vocal, guitarra
Panos - guitarra
Angel - baixo
Orfeas – bateria

Tracklist:

01. Bloodbath (4:38)
02. Moshing Crew (3:50)
03. Chaos (The Curse Is Burning Inside) (4:26)
04. Face Of God (3:36)
05. Morbid Intention To Kill (6:06)
06. Summoning The Dead (4:20)
07. Legacy Of Pain (3:30)
08. Torment Payback (2:54)
09. Skinning The Undead (3:21)
10. Bleeding Cries (6:00)

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Sobre Junior Frascá

Junior Frascá, casado, é advogado, e apaixonado por heavy metal em todas as suas vertentes (em especial thrash, stoner, doom e power metal) desde seus 15 anos. Também é fã de filmes de terror e séries americanas, faz parte da equipe da revista digital Hell Divine e do site My Guitar, e é guitarrista da banda de metal tradicional MUD LAKE.

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