Black Pyramid: Dádiva para quem curte som pesadão e direto
Resenha - Black Pyramid II - Black Pyramid
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collectors Room
Postado em 09 de fevereiro de 2012
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Esta banda de Massachusetts classifica o seu som como "psychedelic war metal". Por mais estranho que esse rótulo possa parecer, ele expressa com exatidão a música do Black Pyramid. O som é um stoner repleto de melodias que remetem ao metal clássico, tudo embalado por um delicioso clima épico.
"Black Pyramid II", segundo álbum do grupo, é uma dádiva para quem curte um som pesadão e direto, sem maiores frescuras. O power trio formado por Darryl Shepard (vocal e guitarra), Gein (baixo) e Clay Nelly (bateria) lançou o seu primeiro disco, auto-intitulado, em 2009, e este segundo play em meados de 2011.
A influência de Black Sabbath é onipresente como não poderia deixar de ser, diga-se de passagem. Vocais agressivos e longas passagens instrumentais estão presentes em todas as músicas. A banda tem um talento inegável para compor linhas vocais grudentas, que carregam o ouvinte através de composições onde o peso e o groove dão as cartas. Baixo e guitarra trabalham como gêmeos siameses, enquanto o baterista desce a mão no melhor estilo do falecido John Bonham.
Há uma constância nas composições, com todas seguindo uma identidade bem definida, porém colocando algumas características únicas na mesa. "Endless Agony" e "Mercy's Bane" são pedradas feitas sob medida para bater cabeça. Já "Night Queen" tem uma longuíssima passagem instrumental com o poder de abrir novas dimensões. As longas "Dreams of the Dead" (mais de 12 minutos) e "Into the Dawn" (quase 16) são tours de force com trechos bastante psicodélicos, que dão um clima muito viajante para o play. E, no meio disso tudo, ao grupo ainda nos brinda com a linda instrumental "Tanelorn", prima das composições acústicas de Jimmy Page.
É gratificante encontrar novos grupos, com talento e competência de sobra, gravando grandes discos logo no início de suas carreiras. Isso só demonstra o quão forte está a cena atual da música pesada, com dezenas de ótimas novas bandas pintando. O Black Pyramid é um destes excelentes novos nomes, e tem qualidade de sobra não apenas para conquistar novos fãs, mas também para construir uma trajetória sólida ao longo dos anos.
Faixas:
Endless Agony
Mercy's Bane
Night Queen
Dreams of the Dead
Tanelorn
Sons of Chaos
Empty Handed Insurrection
The Hidden Kingdom
Into the Dawn
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Versão do Megadeth para "Ride the Lightning" é oficialmente lançada
Geddy Lee não é fã de metal, mas adora uma banda do gênero; "me lembram o Rush"
A música do Megadeth que James Hetfield curte, segundo Dave Mustaine
Fabio Lione critica o fato do Angra olhar muito para o passado
Como EP de apenas três músicas mudou o rumo do rock dos anos 2000, segundo a Louder
A mensagem profunda que Dave Mustaine deixou na última música da carreira do Megadeth
O guitarrista que BB King disse ser melhor que Hendrix; "toca melhor do que qualquer um"
A voz mais pura do rock de todos os tempos, segundo Bruce Springsteen
O clássico do Dream Theater cujo título original era bizarro
Scorpions se manifesta sobre morte de ex-baixista Francis Buchholz
Paul Rodgers elege o melhor verso de abertura de todos os tempos
Fabio Lione rompe silêncio e fala pela primeira vez sobre motivos da sua saída do Angra
O hit do Van Halen que Eddie se recusou a regravar mesmo com erros técnicos na guitarra
O polêmico disco nacional que Renato Russo disse ser um dos melhores do rock de todos os tempos
A incrível canção que tem "o maior som de bateria do mundo", de acordo com Phil Collins
"Você não pode colocar eu e Robert Plant na mesma categoria", afirma Dee Snider
Mike Mangini, ex-baterista do Dream Theater, explica por que entendeu retorno de Portnoy


Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: em 1998, livrando a cara com um disco de covers
Whitesnake: Em 1989, o sobrenatural álbum com Steve Vai



