Holy Grail: Power com pitadas oitentistas de Heavy

Resenha - Crisis In Utopia - Holy Grail

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Por José Antonio Alves
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Confesso que quando descobri o trabalho dos jovens do Holy Grail, logo pensei "Ah, uma banda de metal com o nome de Santo Graal, só pode falar sobre a busca dos Cavaleiros da Távola Redonda pelo mesmo". Mero engano. Temas fantasiosos e batalhas fazem parte de "Crisis In Utopia", debut destes garotos de Pasadena, Califórnia que conseguiram impressionar apresentando uma mescla entre o Power Metal e algumas pitadas oitentistas do heavy metal tradicional.
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A cena do Power Metal estadunidense pode até não fornecer tantas bandas do estilo como a Europa exporta, mas é óbvio que elas existem, e até conseguem apresentar alguns elementos interessantes. É o caso do Holy Grail. A banda formada por James-Paul Luna (Vocais), Eli Santana (Guitarra/Backing vocals), Alex Lee (Guitarra), Blake Mount (Baixo) e Tyler Meahl (Bateria) conseguiu chegar "chegando" com "Crisis In Utopia", um trabalho que julgaria como veloz e poderoso, como prova-se pela rápida e empolgante faixa de abertura, "My Last Attack" (com um refrão pegajoso e muito bem encaixado) e "Fight To Kill", que além de apresentar talvez a maior marca deste trabalho, que são os solos intensos e virtuosos, nos mostra também um bom trabalho na bateria.

E quando me deparei com uma faixa intitulada "Call To Valhalla", logo imaginei que viria algo épico baseado na mitologia nórdica, que manteria a linha "power" do álbum, mas me surpreendi. Esta faixa soaria como uma mistura de elementos modernos somados ao metal tradicional oitentista, seguindo uma linha que me lembrou um pouco do Deep Purple em certos momentos da carreira.

Temos ainda algumas canções que seguem praticamente a mesma linha, com bons riffs, bons solos, vocais agudos em algumas partes e mais contido em outras, como é o caso de "Immortal Man" e de "Cherish Disdain", que também abusa do peso da bateria unida a uma velocidade alucinante. Mas não é só. Há algumas faixas que mostram certo cadenciamento, como "Hollow Ground" e "Requiem", mas todas com uma estrutura bem semelhante.

A instrumental "Nocturne In D Minor" também é destaque, aliás, os arranjos contam com participação de Anna Murphy e Meri Tadic, da banda suiça de folk metal ELUVEITIE (inclusive as duas bandas excursionaram recentemente juntas). "Chase The Wind" soa menos metal e mais "rock and roll" no começo, mas logo os poderosos riffs demonstram que estamos diante de um trabalho que pode ser considerado da nova onda do heavy metal.

"Crisis In Utopia" nos faz querer prestar mais atenção nos próximos trabalhos destes estadunidenses, talvez se conseguirem variar um pouco as estruturas das canções nos próximos trabalhos, poderão sem dúvidas fazer com que um grande petardo venha por aí.

Faixas de "Crisis In Utopia":

1. My Last Attack
2. Fight to Kill
3. Call of Valhalla
4. Crisis in Utopia
5. Immortal Man
6. Nocturne in D Minor
7. The Blackest Night
8. Chase the Wind
9. Hollow Ground
10. Requiem
11. Cherish Disdain

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Sobre José Antonio Alves

Aventureiro, mochileiro, amante da cultura latina e claro, fã de um dos estilos mais fascinantes deste universo musical: o Heavy Metal!

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