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Resenha - Memories - Ravenland

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Por Paulo Finatto Jr.
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Para as grandes gravadoras, o mercado da música se tornou um pesadelo frente às facilidades proporcionadas pela internet e pela atual tecnologia. Por outro lado, a maioria das bandas do underground brasileiro está mostrando que é possível tirar um bom proveito dessa nova realidade mercadológica. Entre os principais nomes, os paulistas da RAVENLAND podem ser apontados como um dos mais exemplares. O grupo, que gravou dois discos no passado, finaliza o ano de 2011 com um contrato assinado com o selo inglês Ravenheart Music e com o EP "Memories" – uma prévia do que será o seu próximo álbum.

Com uma carreira firme em nosso país, a RAVELAND possui um line-up estabilizado desde 2006, com Dewindson Wolfheart (vocal), Banes Oliver (guitarra), João Cruz (baixo/teclado), Fernando Tropz (bateria) e Tatiana Berke (voz de apoio). A carreira da banda, que concentra o seu ápice nos discos "After the Sun Hides..." (2001) e "...And a Crow Brings Me Back" (2009), se estende também aos palcos, nos quais o grupo já se apresentou ao lado de nomes representativos para o cenário metálico nacional e internacional. Por conta disso tudo, o visível amadurecimento do conjunto é natural e é também o principal responsável por levar a banda a um contrato com a gravadora inglesa Ravenheart Music. O atual EP, mesmo contando com pouquíssimas novidades, evidencia a complexidade do projeto de Dewindson Wolfheart & Cia: um gothic metal – que apesar de trazer nenhuma referência nova ao gênero – molda a proposta extremamente coesa e profissional dos caras.

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No entanto, o profissionalismo da banda possui uma falha bastante significativa dentro desse EP. Por mais que seja evidente o bom gosto do grupo para construir as duas faixas próprias do disco, o trabalho em estúdio da RAVELAND deixou um pouco a desejar, mas não por incompetência técnica. A banda até deixa claro que "Memories" se trata de uma amostra do que será o novo álbum do conjunto (ainda em fase de desenvolvimento), mas o capricho sonoro precisa ser o principal norte de qualquer registro que ambicione chegar até aos olhos – e ouvidos – do público, como efetivamente é esse EP. Não há nenhum desastre aqui, mas em diversos momentos Dewindson Wolfheart & Cia. soam de maneira equivocada nos vinte minutos de música que compõem o álbum, ao ponto de deixar a dúvida: seria isso fruto de amadorismo ou de um conceito sonoro mais cru?

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Para quem conhece a banda, é fácil identificar que a segunda alternativa é a resposta mais adequada. A abertura do EP, com a faixa "Regret 2011", evidencia muitíssimo bem a complexidade sonora do gothic metal do conjunto, que mistura conscientemente as referências que passam por LACUNA COIL e por EPICA, sobretudo por conta dos arranjos mais marcantes (e agressivos) que contornam boa parte da primeira música. Porém, a ausência de riffs mais pesados – o registro é carente de um timbre mais sujo das guitarras – e a simplicidade com que a voz de Dewindson Wolfheart foi gravada criam um ambiente um tanto quanto estranho, principalmente porque deixam a impressão de que alguma coisa está faltando. Não há dúvidas de que "Regret 2011" é uma grande música, com direito a um refrão forte com a voz de Tatiana Berke e boas linhas de teclado. Entretanto, a RAVELAND ainda precisa lapidar melhor as suas ideias para que o próximo disco seja sonoramente homogêneo e impactante já na primeira execução.

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Com uma proposta mais atmosférica, "Memories" evidencia o fato de que a RAVELAND consegue deslizar com eficiência pelas sonoridades mais diferenciadas do gothic metal. De um lado, a banda aposta na eficiência dos riffs certeiros em "Regret 2011". De outro, o que se ouve em "Memories" é uma linha mais densa e construída a partir do teclado e da voz de Tatiana Berke. Os riffs aparecem quase que de maneira arrastada e acrescentam muito para que a música não caia na mesmice do gothic de enfoque mais rock e comercial. O trabalho dos caras tem virtudes que se sobressaem mesmo em meio às limitações impostas pelo estúdio, que ficaram bem evidentes no cover "Fire in the Sky", de OZZY OSBOURNE. A banda acentuou ao seu estilo toda a obscuridade da faixa, mas que merecia um feeling maior no quesito instrumental.

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Por fim, o EP se encerra com a faixa-título "Memories" em versão acústica. Não há nada que torne esse faixa um dos destaques do disco – mas tampouco existe alguma característica que a transforme no que há de mais negativo. A faixa passa em branco, mas deixa a certeza que o (melhor) trabalho da RAVELAND construído em volta do gothic metal das faixas "Regret 2011" e "Memories" é o principal carro-chefe do próximo registro da banda. O grupo certamente mostrou competência de sobra aqui. O que precisa repensar – e melhorar – é as escolhas de timbre e de mixagem feitas em estúdio. O trabalho de Dewindson Wolfheart & Cia. possui qualidades e não pode – sob hipótese alguma – ser prejudicado por si mesmo.

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Site: www.ravenland.net

Track-list:

01. Regret 2011
02. Memories
03. Fire in the Sky (Ozzy Osbourne)
04. Memories (Acoustic)


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Sobre Paulo Finatto Jr.

Reside em Porto Alegre (RS). Nascido em 1985. Depois de três anos cursando Engenharia Química, seguiu a sua verdadeira vocação, e atualmente é aluno do curso de Jornalismo. Colorado de coração, curte heavy metal desde seus onze anos e colabora com o Whiplash! desde 2000, quando tinha apenas quinze anos. Fanático por bandas como Iron Maiden, Helloween e Nightwish, hoje tem uma visão mais eclética do mundo do rock. Foi o responsável pelo extinto site de metal brasileiro, o Brazil Metal Law, e já colaborou algumas vezes com a revista Rock Brigade.

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