Rainbow: Escutem esse disco de cabeça aberta

Resenha - Stranger in Us All - Ritchie Blackmore's Rainbow

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Por Luizim Marques
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Essa é a minha primeira resenha e é um pouco passional. Espero que com o tempo, eu consiga ficar mais fixo nos detalhes técnicos, mas tentei ser o mais neutro possível. Quem me conhece, sabe o quanto sou fã dos trabalhos do Blackmore. Eu peço desculpas também, por esta resenha ter chegado com quase de 20 anos de atraso. Certamente alguém, inclusive, já publicou algo sobre esse disco. Mas, em se tratando de um dos filhos do Deep Purple, ainda temos lastro para isso.
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Sei que o Rainbow teve seus dois auges com Ronnie James Dio e Joe-Lynn Turner nos vocais, respectivamente. Mas para mim Doogie White é o vocalista responsável pela segunda melhor fase da banda.

O disco Stranger in us all, de 1995 é um clássico injustiçado. Muitos falam que não tem nenhuma ligação com o Rainbow original. Mas de que Rainbow original estamos falando? Blackmore nunca repetiu nenhuma formação entre um disco e outro, quer seja nos discos ou nas turnês. O Rainbow sempre foi Ritchie Blackmore e mais quatro pessoas.

É verdade que é uma transição entre o Hard Rock Melódico do Rainbow original (com Dio. Esse disco tentou voltar aos primórdios) e a música renascentista do Blackmore's Night, afinal Candice Night participou ativamente do concebimento deste, mas isso por si só não é demérito. Trata-se de uma grande artista.

Nesse disco podemos notar grandes idéias de composição de Doogie White, Candice Night e Ritchie Blackmore. O explosivo ex-guitarrista do Deep Purple saiu com o orgulho ferido de sua até então banda principal, prometendo nunca mais voltar, e tentou escrever um material realmente bom e atual, sem muito da roupagem do Deep Purple. Ele até conseguiu. O grande problema desse disco, porém, é que ele competiu com o próprio Deep Purple e o excelente Purpendicular, de 1996, que marca a estréia dos registros de Steve Morse na banda como guitarrista. Com Morse, o Deep Purple se reinventou, mais até do que o Rainbow de Blackmore, adormecido desde 1983. O disco não era uma volta ao passado, mas um norteamento de como seria o futuro do Purple com o ex-guitarrista do Kansas e do Dixie Dregs. Não deu outra: o disco de Ritchie passou batido por esta época e o Rainbow encerrou as atividades de vez após a turnê.

Mas disco por si só é controverso. Blackmore o gravou mais para provar que poderia fazer um grande registro, creio, mas acho que sua vontade de tocar Rock N' Roll já havia acabado. Era uma questão de tempo até ele engrenar com o Blackmore's Night.

Findava ali, para mim, uma das maiores bandas de todos os tempos, e uma das mais subestimadas da história. Afinal, o Rainbow em 8 discos em pouco mais de 8 anos de vida, de fato, e um hiato de quase uma década entre o seu penúltimo e último disco, fez coisas que uma banda como o próprio Deep Purple não conseguiu fazer: várias grandes músicas em poucos lançamentos. O Purple de fato tem grandes sucessos, mas precisou lançar vários discos para acomodá-los - e entre esses discos sempre havia músicas mornas. Quem não lembra do disco House of the Blue Light? É um bom disco, mas não é propriamente uma unanimidade. O Rainbow não pôde se dar o direito de fazer disco ruim... pelo menos não com Dio e White, se bem que os discos com Graham Bonnet e Joe-Lynn Turner também são bons, mas a temática era diferente da que o Rainbow pregava de início.

Uma pena, já que é um grande trabalho. Destaco a incrível Wolf To The Moon, a linda ARIEL, a versão Rock N' Roll de HALL OF THE MOUNTAIN KING, a empolgante BLACK MASQUERADE e a "ré-releitura" do que o Rainbow já havia feito em seu primeiro disco, em 1975 (Ritchie Blackmore's Rainbow), STILL I'M SAD, do Yardbirds.

Enfim, para concluir, não acho que esse disco esteja no mesmo patamar de excelência do RAINBOW RISING ou do LONG LIVE ROCK N' ROLL, mas é um bom disco. Um disco que muitos até mesmo desconhecem. Aliás, até hoje aqui no Brasil tem gente que acha que o Rainbow só teve a fase do Dio. É uma pena. A banda foi grande em todas as suas formações. Dio pode ter sido o vocalista que participou da fase mais importante (isso é questão de gosto. Tem gente que prefere a fase mais comercial do Rainbow), mas as outras fases foram muito legais também.

Escutem esse disco de cabeça aberta. Blackmore faz um perfeito balanço entre o Hard Rock, o metal melódico da época (com propriedade, pois o Rainbow influenciou muito esse subgênero musical) e até mesmo uma veia popular. Não por acaso, esse disco, apesar de ser um disco de rock pesado, é de muito fácil assimilação.

Tracklist:

1- Wolf to the Moon
2- Cold Hearted Woman
3- Hunting Humans
4- Stand and Fight
5- Ariel
6- Too Late for Tears
7- Black Masquerade
8- Silence
9- Hall of the Mountain King
10- Still I'm Sad

Esse disco merecia um pedido de desculpas.
Long Live... Rainbow!!!

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