Bywar: Um dos melhores do ano, e com cara de clássico
Resenha - Abduction - Bywar
Por Vitor Franceschini
Postado em 20 de novembro de 2011
Nota: 9 ![]()
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A banda Bywar, como muitos pensam, não faz parte do ‘revival’ da cena Thrash Metal que está em voga atualmente. Mesmo sendo um dos maiores representantes do estilo no país, os caras surgiram em uma época de ‘vacas magras’ do Thrash e, por que não, do Metal, na segunda metade dos anos 90.
"Abduction" é o quarto álbum da banda em 15 anos e vem depois de 3 splits. Isso fez com que o amadurecimento viesse e com uma formação sólida a banda registra de vez o seu nome na cena. Trata-se de um trabalho muito acima da média onde as raízes do estilo se encontram com a qualidade técnica da banda, fazendo com que tudo soe à beira da perfeição.
Depois de uma breve intro, "Poltergeist Time" se inicia rápida e direta com um tremendo trabalho instrumental e um refrão que já pega desde o início. A faixa título e seu clima épico se iniciam com belíssimos trabalhos de guitarras, bases e, principalmente, nos solos, com a cozinha dando o peso necessário a tudo. Uma faixa descomunal, com mais de sete minutos que você nem percebe de tão excelente que ela é.
"Another Crusade" se inicia com um solo acompanhado de um dedilhado que logo traz à mente as baladas Thrash dos anos 80. Portanto, logo descamba para uma rifferama de dar gosto e mais um trabalho de guitarras fenomenal. "Black Spirals Of Death" derrubará qualquer casa de show despreparada e tem uma mudança de andamento que pode quebrar costas de que estiver descuidado. Nesta faixa há riffs de tudo quanto jeito e mais incursão backing vocals nos refrãos, característica bem comum em todo o álbum.
"Consciously Dead" é mais uma viagem para os anos 80. Passagens interessantes e ótimos solos e melodia, além de uma ótima interpretação do guitarrista e vocalista Adriano Perfetto, fazem com que a faixa nos remeta a década citada, porém melhor lapidada. Aliás, completam a banda Hélio Petrizzi (baixo), Enrico Ozio (bateria) e Renan Roveram (guitarra).
Como se não bastasse somente o ótimo conteúdo sonoro, a capa ficou belíssima atendendo bem a proposta do trabalho. Definitivamente o melhor da carreira, um dos melhores do ano e com cara de clássico. Thrash ‘Til Death!
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