Superheavy: Um trabalho Pop, com seus altos e baixos
Resenha - Superheavy - Superheavy
Por Jo Reis
Postado em 11 de novembro de 2011
Nota: 6 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Mesmo que se trate de um trabalho que flutua um pouco fora do âmbito rock n' roll, é um disco bastante relevante, e também devido a seus ilustres membros, vale à pena sim comentar: O que fica realmente claro neste novo projeto/banda de Mick Jagger, Joss Stone, David Stewart (ex-Eurythmics), Damian Marley e o músico indiano A. R. Rahman, é o quão "negro" ele soa, negro no sentido de produção, performance vocal e composição, um disco com os dois pés cravados na Jamaica, com forte influência da música "marleyana", evidentemente encabeçada pelo descendente já citado.
Joss Stone, apesar do rostinho e de sua origem britânica, assusta ao abrir a voz, cantando como uma verdadeira negra, com certeza causando inveja em outras cantoras da cena pop, que não tem nem de longe o mesmo talento. Puro soul, técnica e beleza. Já Mick Jagger, como muitos sabem, começou fazendo covers naquela sua banda (que banda mesmo?) de Blues e Rythm Blues negro, desenvolvendo um estilo próprio, mas nunca se afastando da pura música sulista americana. No passado, também fez parceria com Peter Tosh e o famosíssimo pai de Damian.
O disco desenvolve-se com a mesma postura e proposta do início, com a faixa-título que abre o álbum já dando a idéia do que virá pela frente, ritmos afro, melodias por hora cativantes e interessantes, performances vocais caprichadas e arranjos vez ou outra apurados, um disco que nos remete ao clima tropical, típico de verão, porém sabemos que gosto não se discute, mas para mim, me parece demasiado esse clima, esse "calor" em praticamene 90% do disco.
Esse trabalho pode ser classificado como um disco pop, com seus altos e baixos, sem nenhuma grande composição mas com uma produção de alto nível, fazendo jus, claro, às celebridades presentes.
Destaques para as faixas "Never Gonna Change", uma balada à la ROLLING STONES, "Beautiful People" com as vozes de Jagger, Stone e Marley em uma harmonia de sucesso e um cativante refrão, e "I Can't Take it no More", devido ao trabalho das guitarras.
Superheavy - Superheavy - 2011
Faixas:
01-Superheavy
02-Unbelievable
03-Miracle Worker
04-Energy
05-Satyameva Jayathe
06-One Day One Night
07-Never Gonna Change
08-Beautiful People
09-Rock Me Gently
10-I Can't Take it No More
11-I Don't Mind
12-World Keeps Turning
Faixas-Bônus da Edição de Luxo
13-Mihaya
14-Warring People
15-Common Ground
16-Hey Captain
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O clássico do Metallica que James Hetfield considera "fraco": "Um enorme sinal de fraqueza"
Download Festival anuncia novas atrações e divisão de dias para a edição 2026
Blaze Bayley escolhe o melhor disco do Metallica - mas joga sujo na resposta
Indireta? Fabio Lione fala em "ninho de cobras" e "banda de palhaços" após show do AC/DC
AC/DC - um show para os fãs que nunca tiveram chance
A maior dificuldade de Edu Ardanuy ao tocar Angra e Shaman na homenagem a Andre Matos
Como o Queen se virou nos trinta e ganhou o jogo que o AC/DC sequer tentaria, admite Angus
Os álbuns do Rush que são os prediletos de Regis Tadeu
A banda que poderia ter chegado ao tamanho do Led Zeppelin, segundo Phil Collen
João Gordo explica o trabalho do Solidariedade Vegan: "Fazemos o que os cristãos deveriam fazer"
"Eu acreditei que ia rolar": o dia que Regis Tadeu comprou Jéssica Falchi no Mastodon
Nenhuma música ruim em toda vida? O elogio que Bob Dylan não costuma fazer por aí
Mikael Åkerfeldt (Opeth) não conseguiria nem ser amigo de quem gosta de Offspring
O disco obscuro que Roger Waters acha que o mundo precisa ouvir; "Um álbum muito importante"



"Ritual" e o espetáculo sensorial que marcou a história do metal nacional
Blasfemador entrega speed/black agressivo e rápido no bom "Malleus Maleficarum"
Tierramystica - Um panegírico a "Trinity"
GaiaBeta - uma grata revelação da cena nacional
Before The Dawn retorna com muito death metal melódico em "Cold Flare Eternal"
CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal


