Resenha - Motion - Almah

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Por Vitor Franceschini
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


"Motion" terceiro trabalho do Almah, banda paralela de Edu Falaschi (Angra) chega em um momento conturbado na carreira do vocalista, portanto sem nenhum abalo perante a isso. Edu soltou na imprensa uma carta onde, metaforicamente, dizia não conseguir alcançar certas notas em músicas do Angra e que não iria mudar mais seu estilo de cantar.

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Na singela opinião de quem escreve esta resenha foi de extrema coragem a atitude do cantor, mas devo fazer uma ressalva. Edu deu um passo errado ao integrar o Angra e deixar o Symbols, uma excelente banda que combinava muito mais com seu estilo de cantar, mas é só uma opinião e dali saiu grandes trabalhos.

Vamos ao que interessa que é "Motion" que, como eu disse, não sofreu nenhum abalo com o atual momento do músico, até por ter sido gravado antes de tudo vir à tona. Aqui a voz de Edu se encaixa muito bem e as composições são de muito bom gosto. O fato da banda não ter se prendido a um único estilo contribuiu e muito para que o disco soe empolgante. As três primeiras faixas "Hypnotized", "Living And Drifiting" e "Days Of The New", apesar de bem trabalhadas soam diretas e com muito feeling, sendo que a última possui uma grande áurea e um ótimo refrão, além de ótimo trabalho da cozinha.

"Zombie Dictator" não poderia deixar de ser citada pelo flerte entre Melodic Death Metal e Metal Tradicional, onde a banda conta com a participação de Victor Cutrale, vocal do Furia Inc, nos guturais. O trabalho de guitarras também soa perfeito, com bases e solos de dar gosto.

"Soul Alight" possui um peso descomunal, com riffs de guitarra digno de Death Metal no início para depois descambar para um Power/Prog Metal maravilhoso e um refrão bem 'light' com grande interpretação de Edu. Vale destacar a ótima produção do trabalho que soou moderna, mas sem tirar a essência do Metal praticado.

O disco ainda conta com a participação de Thiago Bianchi, do Shaman, na faixa "Daydream Lucidity" que é bem rápida e cheia de quebras de ritmo. O Almah conta, além de Edu, com Felipe Andreoli (baixo), Marcelo Moreira (bateria), Paulo Schroeber e Marcelo Barbosa (guitarras).

Em "Motion", a banda provou não ter medo de explorar outras vertentes do Metal, além de experimentar inovações sem perder o feeling. Muito bom!


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Sobre Vitor Franceschini

Jornalista graduado tem como principal base escrever sobre Rock e Metal, sua grande paixão. Ex-editor do finado Goredeath Zine, atual comandante do blog Arte Metal, além de colaborador de diversos veículos do underground.

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