Almah: Explorando outras vertentes sem perder o feeling
Resenha - Motion - Almah
Por Vitor Franceschini
Postado em 06 de novembro de 2011
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
"Motion" terceiro trabalho do Almah, banda paralela de Edu Falaschi (Angra) chega em um momento conturbado na carreira do vocalista, portanto sem nenhum abalo perante a isso. Edu soltou na imprensa uma carta onde, metaforicamente, dizia não conseguir alcançar certas notas em músicas do Angra e que não iria mudar mais seu estilo de cantar.
Na singela opinião de quem escreve esta resenha foi de extrema coragem a atitude do cantor, mas devo fazer uma ressalva. Edu deu um passo errado ao integrar o Angra e deixar o Symbols, uma excelente banda que combinava muito mais com seu estilo de cantar, mas é só uma opinião e dali saiu grandes trabalhos.
Vamos ao que interessa que é "Motion" que, como eu disse, não sofreu nenhum abalo com o atual momento do músico, até por ter sido gravado antes de tudo vir à tona. Aqui a voz de Edu se encaixa muito bem e as composições são de muito bom gosto. O fato da banda não ter se prendido a um único estilo contribuiu e muito para que o disco soe empolgante. As três primeiras faixas "Hypnotized", "Living And Drifiting" e "Days Of The New", apesar de bem trabalhadas soam diretas e com muito feeling, sendo que a última possui uma grande áurea e um ótimo refrão, além de ótimo trabalho da cozinha.
"Zombie Dictator" não poderia deixar de ser citada pelo flerte entre Melodic Death Metal e Metal Tradicional, onde a banda conta com a participação de Victor Cutrale, vocal do Furia Inc, nos guturais. O trabalho de guitarras também soa perfeito, com bases e solos de dar gosto.
"Soul Alight" possui um peso descomunal, com riffs de guitarra digno de Death Metal no início para depois descambar para um Power/Prog Metal maravilhoso e um refrão bem ‘light’ com grande interpretação de Edu. Vale destacar a ótima produção do trabalho que soou moderna, mas sem tirar a essência do Metal praticado.
O disco ainda conta com a participação de Thiago Bianchi, do Shaman, na faixa "Daydream Lucidity" que é bem rápida e cheia de quebras de ritmo. O Almah conta, além de Edu, com Felipe Andreoli (baixo), Marcelo Moreira (bateria), Paulo Schroeber e Marcelo Barbosa (guitarras).
Em "Motion", a banda provou não ter medo de explorar outras vertentes do Metal, além de experimentar inovações sem perder o feeling. Muito bom!
Outras resenhas de Motion - Almah
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda sem frescura que tinha os melhores músicos do rock, segundo Joe Perry
Clássico dos anos 2000 supera 3 bilhões de plays no Spotify
Influencer detona "sommelier de underground" em vídeo viral que Rafael Bittencourt curtiu
O baterista que é um "músico bom em banda ruim", segundo Regis Tadeu
Left To Die retornará ao Brasil em setembro tocando clássicos do Death
O gênero musical que nunca será tão relevante quanto o rock, segundo Gene Simmons
A música nova do Megadeth que lembra "Countdown to Extinction", segundo Regis Tadeu
Gary Holt, do Exodus, celebra 1.700 dias de sobriedade
Cartaz oficial do Bangers Open Air é divulgado pela organização do festival
A banda que tinha música, tinha talento... mas não tinha o "pacote" do Led Zeppelin
W.A.S.P. anuncia turnê tocando músicas dos quatro primeiros álbuns
Eddie Van Halen admitiu: esse hino foi criado para tirar sarro de um movimento inteiro
Nova perícia privada contesta suicídio e diz que Kurt Cobain pode ter sido assassinado
Slash revela onde acontece a democracia - que não é a chinesa - no Guns N' Roses
Amor a primeira vista? Gloria relembra início do relacionamento com Max Cavalera


O álbum do Almah que ambição era bater de frente com Angra, segundo produtor
As 10 bandas favoritas do metal brasileiro no Metal Storm
O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias


