Resenha - Motion - Almah

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Por Iza Rodrigues, Fonte: Menina Headbanger
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Com dois integrantes do Angra em sua formação, Edu Falaschi (vocal) e Felipe Andreoli (baixo), se você espera algo no mínimo similar, esqueça. O Almah tem sua própria identidade. Pesado e direto. Não cabe aqui nenhuma comparação. E ponto.

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Depois do ótimo "Fragile Equality" (2008), as expectativas em cima do lançamento do "Motion" eram gigantes. O fato é que com uma mistura de Power, Prog e Thrash (yes!), o álbum surpreende a cada faixa, cada riff, cada solo, cada letra, cada urro. Afinal, músicos competentes, vocal agressivo, guitarras de 7 cordas em baixa afinação e letras que nos fazem pensar, não há como ser ruim.

Motion começa com a pesada "Hypnotized", onde logo de cara nota-se a mudança no direcionamento musical da banda. Em seguida vem "Living and Drifting", rápida, pesada, com refrão pegajoso e vocal agressivo. É impossível não imaginar o quão bem recebida ela será ao vivo. Quem só conhece Edu Falaschi cantando em altas notas no Angra, irá se surpreender certamente.

O CD segue com "Days of The New" e "Bullets On The Altar", cadenciada, com tema forte e talvez a letra mais bonita do disco. Trata do quão influenciáveis as pessoas podem ser e as atrocidades que são capazes de cometer em nome de algo que acreditam cegamente. Até onde a fé é saudável e benigna?

Impossível não ficar com o refrão de "Zombies Dictator" grudado na mente. Uma das músicas mais impactantes do disco, tem a participação de Victor Cutrale, vocalista do Fúria Inc., que somou ainda mais peso ao som. Um dos pontos altos do álbum.

Motion segue com "Trace Of Trait", já conhecida do público, foi a escolhida para ser o primeiro single e "Soul Alight" que começa com bumbo acelerado, numa pegada Death Metal, mas logo cadencia, aliás o trabalho é todo assim, um equilíbrio entre o pesado e o melódico, um contraste entra a agressividade e a calmaria.

"Late Night in '85" é uma balada que emociona não só por sua melodia cativante, mas também em saber que a letra trata de algo tão particular na vida de Edu Falaschi, o falecimento de seu pai. Melancólica, triste, porém cheia de força. É a próxima música de trabalho do "Motion".

"Daydream Lucidity" conta com a participação de Thiago Bianchi, vocalista do Shaman, e o álbum fecha com "When And Why", balada com uma pegada Country, muito gostosa de se ouvir e mostra o quão versátil é a voz de Edu Falaschi.

Eu poderia dizer que esse álbum é pesado, potente, destruidor, dentre outros adjetivos sinônimos, mas ele consegue ser ainda mais que isso. Ele é viciante e merece com certeza, várias audições.

A evolução em linguagem, temática e técnica é evidente. Sem dúvida alguma, o Almah chegou ao topo do Metal Nacional. Dispa-se de 'pré-conceitos' e apaixone-se! Movimente-se!

Almah - Motion (2011)
01 - Hypnotized
02 - Living And Drifting
03 - Days Of The New
04 - Bullets On The Altar
05 - Zombies Dictator (com Victor Cutrale - Fúria Inc.)
06 - Trace Of Trait
07 - Soul Alight
08 - Late Night in '85
09 - Daydream Lucidity (com Thiago Bianchi - Shaman)
10 - When And Why

Formação:
Edu Falaschi - Vocal (Angra)
Marcelo Barbosa - Guitarra (Khallice)
Paulo Schroeber - Guitarra (Astafix / Hammer 67)
Felipe Andreoli - Baixo (Angra)
Marcelo Moreira - Bateria (Burning in Hell)


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Sobre Iza Rodrigues

Radialista formada, produtora, apaixonada por jornalismo cultural, paulistana, geminiana, mãe e Headbanger. Música boa pra mim, é aquela que faz os pêlos eriçarem, as memórias virem à tona, o pé balançar involuntariamente, os olhos encherem d'água. É aquela que surpreende. Pouco me importa o que a "cozinha" faz, se integrante X faz falta, comparações supérfluas e discussões inúteis no mundo do Metal. Música é pra ser sentida, e eu sinto!

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