Ad Baculum: Trabalho honesto feito por quem sabe do assunto
Resenha - Blackness Doctrine - Ad Baculum
Por Vitor Franceschini
Postado em 17 de setembro de 2011
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Ad Baculum é um projeto do antigo e primeiro vocalista do Mystifier, Meugninousoan, que gravou o clássico Wicca (1992) com a horda baiana. A produção do trabalho ficou por conta de Zulbert Buery (baixista de outro grande nome do Metal baiano, Headhunter D.C.), que também representa a Undercover Record’s Brasil.
Ad Baculum, o nome, se origina do apelo à força (da expressão latina: argumentum ad baculum) ou argumento do porrete. É uma falácia em que força e coerção são apresentadas como justificativa para uma conclusão falsa. É um modo de apelo à consequencia e ao medo.
Meugninousoan honra seu passado e sua importância na cena neste trabalho, pois trata-se de um grande álbum. Composto por diversos elementos do Metal extremo, Blackness Doctrine impõe características únicas do Death/Black Metal nacional.
Com uma boa produção o disco mantém ótima qualidade entre as nove faixas que o compõe. "Apocalyptical Christians Armageddom" é um belo cartão de visitas, trazendo um pouco de influência da própria ex-banda de Meugninousoan, mas com uma sonoridade mais suja e direta. A faixa título remete às raízes do Black Metal, com uma levada um pouco cadenciada, na linha de uma verdadeira marcha infernal.
O som da banda não procura apenas soar rápido e brutal e, muitas vezes, prioriza peso e certa cadência. Isso se confirma em "Nihilistic Magnum", que tem uma introdução quase Doom Metal, para depois emanar ódio e brutalidade, com riffs muito bem elaborados.
A temática das letras se baseia em niilismo, morte, guerra, genocídio, entre outros elementos que casam perfeitamente com o clima obscuro que as músicas emitem. "Templarian Kingdom of Terror" comprova isso e é mais um destaque do álbum, com seu arranjo inicial que nos remete à Celtic Frost, mas com características próprias, principalmente em termos de peso.
A capa, apesar de simples, ficou muito interessante e atende à proposta do estilo da banda. Um trabalho honesto, feito por quem sabe do assunto e que trouxe de volta à cena extrema do Metal nacional um excelente vocalista.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Malcolm Young era um guitarrista "melhor que Eddie Van Halen", segundo Angus Young
Em outubro, Iron Maiden inaugura em São Paulo a "Eddie's Emporium Experience Store"
Os cinco maiores discos progressivos dos anos sessenta, segundo site britânico
As 7 maravilhas do mundo do heavy metal e como conhecê-las
Regis Tadeu derruba consenso de décadas sobre "Roots" do Sepultura
A música do Anthrax que tem uma "pegada black metal", segundo a Louder
Veja show do Capitão Kirk cantando "Ace of Spades", "Crazy Train", "Enter Sandman" e outras
Para conceituado escritor, Metallica está sofrendo de "síndrome de Iron Maiden"
O corpo esquartejado encontrado no estúdio que acabou em música do Guns N' Roses
O lendário vocalista que teve o dedão amputado por um anão de jardim no quintal
A canção do The Who que Pete Townshend achava horrível e acabou vendendo mais de 1 milhão
A banda de metal que Jerry Cantrell considera a maior e melhor de todos os tempos
Noel Gallagher, do Oasis, não gosta de músicas feitas em parceria
O grande baterista que John Paul Jones jamais colocaria para tocar no Led Zeppelin
As 10 melhores músicas que o Slayer lançou no século XXI, segundo o Metal Injection

Relevante como nunca, Totalitär retorna após vinte anos com EP furioso
Herman Frank - O motor barulhento, rápido e construído para rodar
Entre nostalgia, legado e recomeços, Beseech apresenta seu 7º álbum de estúdio
Veterano Sacrifice mostra que continua afiado como nunca no ótimo "Volume Six"
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?


