Autopsy: Retorno dos mestres americanos do Death/Gore
Resenha - Macabre Eternal - Autopsy
Por Junior Frascá
Postado em 17 de setembro de 2011
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Como é bom ouvir um novo disco do AUTOPSY depois de tanto tempo! E 16 anos já se passaram desde "Shitfun" (1995), o último registro de estúdio destes mestres americanos do death/gore metal clássico. E amigos, que retorno fantástico!
Autopsy - Mais Novidades
Após o retorno da banda em 2010, para alguns shows, em que em 2011 soltam este que é seu quinto lançamento.
E já posso afirmar em letras garrafais que estamos diante de um dos melhores (senão o melhor) disco da história da banda, que possui em sua discografia clássicos do quilate de "Mental Funeral". Acham exagero? Então coloquem esta bolachinha para rolar e preparem-se para a destruição sonora que irão presenciar.
Realmente parece que a banda parou no tempo, batendo aquela nostalgia desde os primeiros acordes que nos são apresentados, pois tudo aqui remete aos primórdios do death metal tradicional, mas há um grande diferencial: a excelente produção do álbum, que deixou na cara toda a qualidade musical do conjunto, mas mantendo a sujeira necessária ao estilo (ou seja, esqueçam os excessos de modernidade). Quem conhece os trabalhos anteriores da banda sabe que, apesar de excelentes, pecavam um pouco na qualidade da gravação.
Demais disso, tudo aquilo que os fãs da banda esperam está presente neste lançamento: death metal tradicional de primeira, que prima mais pelo peso do que pela velocidade excessiva, e sem muitas firulas, com riffs e mais riffs absurdamente bem construídos, obscuros e precisos, além de solos doentios, bateria trigada, baixo martelado e vocalizações ultra soturas e desesperadoras, aliados à temática gore (e doentia) da banda, expelindo sangue e vísceras para todos os lados, daquelas que embrulham até os estômagos mais resistentes.
Impossível não se emocionar com faixas como a poderosa abertura "Hand of Doom", e seus riffs sujos e destruidores, que remetem direto ao começo da carreira do OBITUARY; "Dirty Gore Whore" (título mais sugestivo que esse impossível), em que o destaque é o vocalista Chris Reifert; "Macabre Eternal", com riffs e solos estupendos; e a épica "Sadistic Gratification", um verdadeiro hino da desgraceira sonora, e cujos mais de 10 minutos passavam voando, aliando muita brutalidade com passagens mais melancólicas e carregadas (e perturbadoras, vide os gritos agonizantes no final). E todas as faixas seguem essa linha do death metal "old school", mantendo o nível do trabalho muito elevado.
Destaque também para a belíssima capa do trabalho, a cargo do mestre Wes Benscoter.
Infelizmente, mesmo nesta época de MP3 e afins, o disco não tem alcançado vendas expressivas ao redor do planeta, o que pode ocasionar um novo encerramento das atividades da banda. Torçamos para que isso não acontece, pois a banda tem tudo para continuar sua carreira, e este "Macabre Eternal" é um dos melhores registros de retorno de uma banda de que se tem notícia, e tem tudo para cativar os antigos fãs da banda, bem como para lhes trazer novos. Confira sem dó!
Macabre Eternal - Autopsy
(2011 – Peaceville Records – Importado)
Formação:
Chris Reifert – bateria/vocais
Danny Coralles – guitarra
Eric Cutler – guitarra
Joe Trevisano – baixo
Tracklist:
1. Hand of Darkness
2. Dirty Gore Whore
3. Always About to Die
4. Macabre Eternal
5. Deliver Me From Sanity
6. Seeds of the Doomed
7. Bridge of Bones
8. Born Undead
9. Sewn Into One
10. Bludgeoned and Brained
11. Sadistic Gratification
12. Spill My Blood
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O desrespeito que fez Bruce Dickinson cantar show recente do Iron Maiden do backstage
"Um babaca que nem sabe tocar direito": Roger Waters fala sobre James Hetfield
O maior guitarrista de todos os tempos, de acordo com a Guitar World
A curiosa alfinetada de Anette Olzon no Nightwish após saída de Floor Jansen
A banda que Brian May gostaria de ter integrado se o Queen nunca tivesse existido
Fãs esculacham o Metallica após discurso feito por James Hetfield em show
Membros do Nightwish se manifestam após saída de Floor Jansen: "Vida dá e vida tira"
KK's Priest divulga vídeo de cover de "Never Satisfied", do Judas Priest
Os 4 indícios de que Floor Jansen já estava mesmo de saída do Nightwish
Cliff Burton, baixista dos primeiros discos do Metallica, estampa capa da Metal Hammer
O melhor álbum do AC/DC de todos os tempos, segundo Sammy Hagar
Tuomas Holopainen já fez show para apenas uma pessoa (que foi embora após duas músicas)
Os álbuns do Metallica que Kirk Hammett exalta e James Hetfield chama de forçados
Qual banda de rock e metal melhor representa cada técnico dos 20 times do Brasileirão?
Robert Plant lista bandas que imitaram o Led Zeppelin do jeito que deve ser: "Estão acertando"
Bon Jovi: Richie Sambora enumera motivos para ter saído da banda
Lemmy Kilmister: a música, as drogas, a família e a morte


Kiss - há 44 anos, "Creatures of the Night" marcou o retorno da banda ao hard rock pesado
Ninguém tinha sobrenome na casa onde os Rolling Stones gravaram "Exile on Main St."
A Tempestade (ou O Livro dos Dias): 30 anos da despedida
"Se o Rádio Não Toca", o raro registro ao vivo de Raul Seixas que ganhou edição definitiva
Carach Angren - Sete histórias para um inferno
Paura mira em velhos problemas humanos e entrega muito metalcore em "Primitive Chaos"
Flotsam and Jetsam entrega fúria e maturação em "Rats in the Temple"
Pride Of Lions Mantém a Tradição do AOR Clássico em "Unbridled"
Quase vinte anos do seu lançamento, "Over The Under" ainda soa vigoroso
Alice In Chains: Sete músicas, que podem mudar a vida de uma pessoa



