Belphegor: Como pode um trio fazer tanto barulho?
Resenha - Walpurgis Rites - Hexenwahn - Belphegor
Por Christiano K.O.D.A.
Postado em 13 de setembro de 2011
Nota: 10 ![]()
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Já faz dois anos do lançamento e ainda sim, vale muito reforçar esse registro. Mas calma, espera um pouco, deixa eu recuperar o fôlego... meus amigos, tenho uma confissão séria a fazer: apesar de ouvir falar da Belphegor há anos, nunca fui de fato atrás do som deles. Se arrependimento matasse...
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O bom foi a Laser Company trazer isso para o Brasil, um investimento e tanto. Afinal, a banda tem uma legião de fãs respeitável por aqui. E vou dizer mais: puta merda, como é bom! Estou impressionado com o patamar de extremismo no qual os austríacos se encontram. Como pode um trio fazer tanto barulho?
E isso só com a faixa de abertura, que leva o nome do CD. Realmente avassaladora! E tão impressionante quanto, é o fato de conseguirem distribuir uma boa dose de belas melodias em um som que a princípio jamais aceitaria tal mistura. Ouçam "Veneratio Diaboli - I Am Sin" para entenderem exatamente o que digo.
Agora, menos atordoado com a violência do disco, afirmo que o grupo faz uma rica mescla de death e black metal, com inspirados riffs velozes e uma bateria destruidora. O vocal consegue um feito incrível ao ficar exatamente entre um estilo e outro. É muito interessante, porque dentro de cada música, dá para perceber quando algo soa mais death ou mais black, quase uma divisão visível nas composições da Belphegor. E isso de maneira alguma é ruim, longe disso! A versatilidade do trio é fora do normal. Transitam entre picos e abismos de violência com uma facilidade quase inacreditável. Banda completa!
José Ricardo Peret | Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Aqui e ali, você nota principalmente um quê de Dark Funeral – chequem "Reichswehr in Blood" para admirar o espetáculo que é a canção. E até em experiências mais cadenciadas como "Der Geistertreiber", que pode ser vista no clipe abaixo, eles mostram que entendem da coisa. Um show!
E exemplificando tudo o que escrevi acima, vem a faixa de encerramento – "Hexenwahn – Totenkult" – a que mais gera contraste entre partes brutais e cadenciadas, mostrando todo o potencial da banda. Simplesmente perfeita.
Com esse nível de qualidade, a parte gráfica tinha que manter o padrão. A arte do encarte é qualquer coisa de espetacular, detalhada e linda. Os caras investem pesado na imagem do produto, e merecem nota máxima por isso. Bom, e o papel luxuoso também ajuda ainda mais nessa boa impressão.
No geral, mesmo tendo conhecido a Belphegor através desse trabalho aqui, posso afirmar categoricamente que a banda está tranquilamente entre as maiores do underground mundial. Duvido que alguém discorde. Este hipnótico "Walpurgis Rites – Rexenwahn" é só uma prova disso.
Belphegor – Walpurgis Rites – Hexenwahn
Laser Company – 2009 - Áustria
http://www.myspace.com/belphegor
Tracklist
1. Walpurgis Rites
2. Veneratio Diaboli - I Am Sin
3. Hail the New Flesh
4. Reichswehr in Blood
5. The Crosses Made of Bone
6. Der Geistertreiber
7. Destroyer Hekate
8. Enthralled Toxic Sabbath
9. Hexenwahn - Totenkult
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