Belphegor: Como pode um trio fazer tanto barulho?
Resenha - Walpurgis Rites - Hexenwahn - Belphegor
Por Christiano K.O.D.A.
Postado em 13 de setembro de 2011
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Já faz dois anos do lançamento e ainda sim, vale muito reforçar esse registro. Mas calma, espera um pouco, deixa eu recuperar o fôlego... meus amigos, tenho uma confissão séria a fazer: apesar de ouvir falar da Belphegor há anos, nunca fui de fato atrás do som deles. Se arrependimento matasse...
O bom foi a Laser Company trazer isso para o Brasil, um investimento e tanto. Afinal, a banda tem uma legião de fãs respeitável por aqui. E vou dizer mais: puta merda, como é bom! Estou impressionado com o patamar de extremismo no qual os austríacos se encontram. Como pode um trio fazer tanto barulho?
E isso só com a faixa de abertura, que leva o nome do CD. Realmente avassaladora! E tão impressionante quanto, é o fato de conseguirem distribuir uma boa dose de belas melodias em um som que a princípio jamais aceitaria tal mistura. Ouçam "Veneratio Diaboli - I Am Sin" para entenderem exatamente o que digo.
Agora, menos atordoado com a violência do disco, afirmo que o grupo faz uma rica mescla de death e black metal, com inspirados riffs velozes e uma bateria destruidora. O vocal consegue um feito incrível ao ficar exatamente entre um estilo e outro. É muito interessante, porque dentro de cada música, dá para perceber quando algo soa mais death ou mais black, quase uma divisão visível nas composições da Belphegor. E isso de maneira alguma é ruim, longe disso! A versatilidade do trio é fora do normal. Transitam entre picos e abismos de violência com uma facilidade quase inacreditável. Banda completa!
Aqui e ali, você nota principalmente um quê de Dark Funeral – chequem "Reichswehr in Blood" para admirar o espetáculo que é a canção. E até em experiências mais cadenciadas como "Der Geistertreiber", que pode ser vista no clipe abaixo, eles mostram que entendem da coisa. Um show!
E exemplificando tudo o que escrevi acima, vem a faixa de encerramento – "Hexenwahn – Totenkult" – a que mais gera contraste entre partes brutais e cadenciadas, mostrando todo o potencial da banda. Simplesmente perfeita.
Com esse nível de qualidade, a parte gráfica tinha que manter o padrão. A arte do encarte é qualquer coisa de espetacular, detalhada e linda. Os caras investem pesado na imagem do produto, e merecem nota máxima por isso. Bom, e o papel luxuoso também ajuda ainda mais nessa boa impressão.
No geral, mesmo tendo conhecido a Belphegor através desse trabalho aqui, posso afirmar categoricamente que a banda está tranquilamente entre as maiores do underground mundial. Duvido que alguém discorde. Este hipnótico "Walpurgis Rites – Rexenwahn" é só uma prova disso.
Belphegor – Walpurgis Rites – Hexenwahn
Laser Company – 2009 - Áustria
http://www.myspace.com/belphegor
Tracklist
1. Walpurgis Rites
2. Veneratio Diaboli - I Am Sin
3. Hail the New Flesh
4. Reichswehr in Blood
5. The Crosses Made of Bone
6. Der Geistertreiber
7. Destroyer Hekate
8. Enthralled Toxic Sabbath
9. Hexenwahn - Totenkult
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Polêmica banda alemã compara seu membro com Eloy Casagrande
Confira os vencedores do Grammy 2026 nas categorias ligadas ao rock e metal
A música feita na base do "desespero" que se tornou um dos maiores hits do Judas Priest
Veja Post Malone cantando "War Pigs" em homenagem a Ozzy no Grammy 2026 com Slash e Chad Smith
Novo disco do Megadeth alcança o topo das paradas da Billboard
O rockstar dos anos 1980 que James Hetfield odeia: "Falso e pretensioso, pose de astro"
Produtor descreve "inferno" que viveu ao trabalhar com os Rolling Stones
As 40 melhores músicas lançadas em 1986, segundo o Ultimate Classic Rock
Ronnie Von ativa modo super sincero e explica por que decidiu sair da RedeTV!
A humildade de Regis Tadeu ao explicar seu maior mérito na formação da banda Ira!
A música pesada do Judas Priest que não saía da cabeça do jovem Dave Mustaine
Mike Portnoy admite não conseguir executar algumas técnicas de Mike Mangini
Veja Andreas Kisser de sandália e camiseta tocando na Avenida Paulista de SP
O exato momento em que Mike Portnoy soube que voltaria ao Dream Theater
O músico que para Bob Dylan estava "anos luz à frente de seu tempo"
Iron Maiden: as dez melhores músicas, segundo a Loudwire
O guitarrista preferido de Lars Ulrich, do Metallica; "impossível tirar o olho"


Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar



