Legion of the Damned: Thrash Metal pesado, rápido e direto

Resenha - Descent Into Chaos - Legion of the Damned

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Por Junior Frascá
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E os holandeses mais destruidores do thrash/death metal estão de volta, e com mais um grande álbum, talvez o melhor de sua carreira sob o nome de LEGION OF THE DAMNED.

Pra quem não conhece a história da banda, ela foi primeiramente formada com o nome de OCCULT, e, por problemas com sua antiga gravadora, acabou mudando o nome para LEGION OF THE DAMNED, tendo debutado com este novo nome no excelente "Malevolent Rapture", de 2006. E após alguns ótimos álbuns, dentre os quais se destacam "Sons of Jackal", de 2007 e "Feel the Blade", de 2008 (que na verdade é uma regravação na íntegra do clássico "Elegy for the Weak", do OCCULT, com mais três músicas inéditas), a banda chega a seu quinto lançamento, este excelente "Descent Into Chaos", que mantém intacta todas as características principais da banda, mas traz um dinamismo ainda maior em suas composições.

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A banda, mais uma vez, pratica um thrash metal muito pesado, rápido, direto e agressivo, com alguma influência de death metal tradicional. E como sempre, o destaque fica para os riffs cortantes e insanamente precisos de Richard Ebisch, que cativam logo nas primeiras audições, e dão a qualidade que o estilo exige ao som do LOTD. Além dele, Maurice Swinkels esta cantando como nunca, mostrando o porque de ser considerado um dos melhores vocalistas do estilo. Já a cozinha, formada por Erik Fleuren (bateria) e Harold Giellen (baixo) se destaca pelo peso absurdo (além da técnica) que impõem às composições.

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E como sempre, o peso e a agressividade nas composições são a marca registrada da banda, e vão além do normal para o thrash metal, e estão presentes fartamente em todas as faixas do CD. Após a apocalíptica faixa título, temos as rapidíssimas "Night of the Sabbath" e "War Is In My Blood", que exalam ódio e agressividade, feitas para serem tocadas ao vivo. A cadenciada "Shrapnel Rain" é a melhor do disco, e possui um apanhado de riffs de guitarra e baixo destruidores, e já pode ser considerada um clássico da banda.

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A porradaria volta à tona com as ultra rápidas "Holy Blood, Holy War" e "Killzone", que não dão tempo nem para respirar, com seus riffs tocados à velocidade da luz. A introdução acústica de "Lord of the Flies" pode enganar, mas após alguns poucos segundos surgem os riffs cavalgados e andamento mais cadenciados, que levam ao ouvinte de volta aos bons tempos do surgimento do thrash metal na bay área, sendo outra faixa que tem tudo para se tornar clássica.

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A trinca final, formada pelas faixas "Desolation Empire", "The Hand Of Darkness" e "Repossessed" mantém o pique agressivo do álbum, mas sem maiores destaques.

A qualidade de gravação também é excelente, sendo que o material foi todo produzido e mixado pela banda e pelo mestre Peter Tagtgren (HYPOCRISY e PAIN), e deixou o material muito pesado, do jeito que o estilo exige. A capa também é muito bonita, sendo que a da versão deluxe foi feita pelo brasileiro Gustavo Sazes.

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Trata-se, portanto, de um dos melhores registros do LEGION OF THE DAMNED, uma das melhores bandas de thrash metal da atualidade, e merece ser conferido sem moderação! Enjoy.

Descent Into Chaos – Legion of the Damned
(2011 – Massacre Records - Importado)

Track List:

1. Intro (Descent Into Chaos)
2. Night Of The Sabbath
3. War Is In My Blood
4. Shrapnel Rain
5. Holy Blood, Holy War
6. Killzone
7. Lord Of The Files
8. Desolation Empire
9. The Hand Of Darkness
10. Repossessed

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Legion of the Damned: extremamente empolgante!




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Sobre Junior Frascá

Junior Frascá, casado, é advogado, e apaixonado por heavy metal em todas as suas vertentes (em especial thrash, stoner, doom e power metal) desde seus 15 anos. Também é fã de filmes de terror e séries americanas, faz parte da equipe da revista digital Hell Divine e do site My Guitar, e é guitarrista da banda de metal tradicional MUD LAKE.

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