HammerFall: A receita que não costuma dar errado
Resenha - Infected - HammerFall
Por Ronan Dannenberg
Postado em 11 de junho de 2011
Nota: 8 ![]()
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Pegar tudo que há de clichê no heavy metal, adicionar o tema mais óbvio de todos e jogar isso dentro do liquidificador. A receita parece ser simples demais para que o prato fique bom. Ah, mas faltou um detalhe fundamental: HammerFall. É incrível como esse tempero é capaz deixar o que há de mais comum no mundo metálico e em boas músicas. O mais recente álbum, "Infected", junta tudo aquilo que a banda já fez com zumbis! E não é que dá certo?
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A receita do HammerFall é simples como sua música: fazer bonito. Já que eles não têm grandes recursos técnicos se compararmos com muitas e muitas outras bandas do gênero, o jeito é fazer algo rasteiro, mas que dê certo. "Infected" serve de mais um bom exemplo disso. O disco não é lá essas coisas, mas é, no mínimo, bom e superior ao álbum anterior, "No Sacrifice, No Victory", quando o HammerFall parecia ter esgotado seu talento esgotado, lançando um trabalho fraco - talvez o mais fraco da história da banda.
Em "Infected", o clichê funciona que é uma maravilha. Referências não faltam. Vai dizer que você nunca ouviu um metalzão como "Dia de los Muertos" (não, não é cantado em espanhol)? Ou uma balada como "Send me a Sign" (aposto que alguém gritou Gamma Ray, mas não tem nada a ver)? Ainda dá para citar "B.Y.H." (sigla óbvia para uma ação óbvia), "I Refuse", "666 - The Enemy Within", entre outras. Isso sem contar seguidas inserções de teclados por cima de todos os instrumentos e outros macetes que dão um temperinho a mais no disco.
O grande destaque do disco é "Outlaw". A música chega a trazer nuances diferentes do que o HammerFall costuma fazer, porém traz muito do que os suecos são peritos, como em um refrão poderosíssimo, grudento até não poder mais. Vale enfatizar ainda "Patient Zero" e "One More Time".
"Infected" dá uma boa esperança de que o HammerFall pode seguir compondo faixas de qualidade, sem sair muito do que eles realmente podem fazer. Essa fórmula é finita e o que os suecos podem fazer é tentar esticar isso ao máximo. Muitos tentaram e não conseguiram, como os compatriotas do Dream Evil.
Hoje, os caras do HammerFall se dão ao luxo de não precisar se vestir como se fossem guerreiros nórdicos ou qualquer coisa do tipo. Até o guitarrista e líder da banda Oscar Dronjak se permite usar tênis e camiseta branca e tingir suas mechas de loiro (ficou igual ao Kid Rock, mas tudo bem). São fatores visuais, mas que comprovam, de maneira simples, que os suecos conseguem se reinventar sem comprometer sua história.
De tudo que temos visto recentemente, é bem provável que o HammerFall não volte a fazer discos como "Threshold" ou "Chapter V: Unbent, Unbowed, Unbroken". E talvez nem precise. Desde que continue fazendo bonito, cuidando para que o prato não fique enjoativo.
HammerFall - Infected
Nuclear Blast - 2011
Banda:
Joacim Cans – vocais
Oscar Dronjak – guitarras
Pontus Norgren – guitarras
Fredrik Larsson – baixo
Anders Johansson – bateria
Track-list
1. Patient Zero
2. B.Y.H.
3. One More Time
4. Outlaw
5. Send Me A Sign
6. Dia De Los Muertos
7. I Refuse
8. 666 – The Enemy Within
9. Immortalized
10. Let’s Get It On
11. Redemption
Outras resenhas de Infected - HammerFall
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