Cliteater: Eis um grindcore com "G" maiúsculo

Resenha - Great Southern Clitkill - Cliteater

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Por Christiano K.O.D.A., Fonte: Som Extremo
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Eis a mais recente violência sonora dos comedores de clitóris (tradução livre do nome da banda), ainda pouco conhecida no país. Porrada!!! É um Grindcore com “G” maiúsculo, visceral e muito brutal o executado aqui.
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E quem conhece os outros trabalhos sabe que os caras têm um humor e tanto. Vejam os nomes dos álbuns anteriores e tirem suas conclusões. Nesse, o “homenageado” da vez é o Pantera. E a farra não ficou só no nome do CD não! Na música-título, mais uma boa e engraçada supresa: os caras coverizam a “The Great Southern Trendkill”, numa versão ainda mais pesada e veloz. Muito boa!

Outros destaques imediatos são “Now I Lay Me Down To Cheat” e “F.F. (Fuckin faggot)”, que começam de uma tal maneira que o ouvinte se assusta com a violência dessas músicas. Em “Positiv Aspects Of Collective Chaos (Part IV)” temos um pouco (pouco mesmo) de melodia misturada ao blast beat infernal da bateria (excelente por sinal), intercalado por vociferações inusitadas. E há um interessante “instrumental” no final da música. Ah, se o som tivesse cheiro, aconselharia máscaras de gás enquanto ouvissem esse trecho.

Já a levada de “Fred Shipman (A Sick Man)”, não tão veloz, é um convite para se debater insanamente pelo quarto. O mesmo efeito é causado pela penúltima faixa - “Knoxville Horror Mutilations” – com um baixo maravilhoso dando um toque mais podre ao som.

Um fato interessante é que entre os componentes, temos o vocalista Joost Silvrants, que também atua no magnífico Inhume, e já chegou a passar pelo grande Sinister. O cara vomita as letras de uma maneira que você se pergunta como ele consegue atingir aquele “timbre”. A potência da garganta do cara é sem dúvida um dos principais elementos que deixa “The Grat Southern Clitkill” ainda mais extremo.

No geral, as músicas têm várias mudanças de ritmo, e quebradas que agradam bastante. Mas calma, fãs de sons rápidos: o álbum é em sua essência movido pela alta velocidade.

Para completar, a gravação é ótima, algo que já se tornou comum em bandas tão sujas e extremas como a Cliteater. Como exemplo, ouça os riffs-machadadas lentos e densos de “I Hypochondriac”.

E não me canso de falar do peso disso aqui. As afinações graves só ajudam. Enfim, quase 33 minutos de puro grind bem feito. Mais uma banda que merece estar entre as melhores do planeta no estilo. E claro, para quem curte podridão, já tem sua lição de casa: ouvir toda a discografia desses holandeses.

http://www.myspace.com/cliteater

Cliteater – The Great Southern Clitkill
War Anthem Records - 2010 - Holanda

Tracklist:
01. Now I Lay Me Down To Cheat 01:00
02. Crime Scene Cleaner 01:42
03. Daryl Rhea 02:31
04. F.F. (Fuckin faggot) 02:22
05. I Hypochondriac 01:49
06. The Great Southern Clitkill 01:38
07. Cellar Dweller 01:40
08. La Bestia 01:14
09. Fred Shipman (A Sick Man) 02:01
10. Saturday Night Beaver 01:30
11. Gruntlichkeit 00:40
12. Glory Hole 02:36
13. In-Diana Jones 01:46
14. Family Ties 01:20
15. Positiv Aspects Of Collective Chaos (Part IV) 02:10
16. Knoxville Horror Mutilations 02:47
17. Bts (Biomedical Tissue Services) 03:55

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Sobre Christiano K.O.D.A.

Um cara diretamente ligado ao Som Extremo, fã de livros e filmes, formado em Imagem e Som, Publicidade e Propaganda e Jornalismo. Faz parte da banda de grindcore Prey of Chaos e tem um blog dedicado à música barulhenta. Enfim, alguém que faz da música sua vida.

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