Grave: Banda sueca apresenta um disco apenas mediano
Resenha - Dominion VIII - Grave
Por Paulo Finatto Jr.
Postado em 21 de fevereiro de 2011
Nota: 7 ![]()
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Entre as principais bandas de death metal da atualidade, são poucas aquelas que investem em uma sonoridade old school. O estilo, que praticamente chegou à exaustão com a sua fórmula moderna e nitidamente mais brutal, vê com certo interesse os grupos que tentam se reinventar. Embora não se distancie do senso comum do gênero, os suecos do GRAVE apresentam um disco apenas mediano em "Dominion VIII", que finalmente chega às lojas brasileiras via Hellion Records.

A banda, que é uma das precursoras do estilo na Europa, conta atualmente com apenas um membro do seu fatídico primeiro line-up. Ola Lindgren (vocal/guitarra) fundou o GRAVE em meados da década de oitenta e é acompanhado por Fredrik Isaksson (baixo) e Ronnie Bergerstahl (bateria) em "Dominion VIII", álbum que estreou no mercado da música pesada três anos atrás. O grupo, que já conta com um novo álbum circulando no exterior via Regain Records – "Burial Ground" (2010) – vê os seus discos aparecerem aos poucos nos países periféricos. Embora tenha no seu currículo uma referência para o gênero (o ‘debut’ "Into the Grave", de 1991), os suecos nunca se distanciaram da sua vertente genuinamente underground.
José Ricardo Peret | Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
No entanto, a proposta da banda carece de maiores cuidados. Com uma sonoridade claramente oitentista, o GRAVE caminha pelo lado oposto da brutalidade extrema e da velocidade intensa que moldam as referências mais atuais do death metal. De qualquer modo, o pecado do power-trio sueco não é se prender ao passado, muito pelo contrário. A banda, que mostra muita técnica em "Dominion VIII", acaba parecendo um pouco perdida por soar repetitiva demais. Embora apresente (poucas) ideias interessantíssimas, o GRAVE não escapou de proporcionar de um disco comum para o gênero, por mais que evidencie um desempenho impecável em cerca de cinquenta minutos de música.
De certa forma, os melhores momentos de "Dominion VIII" se concentram na faixa de abertura, "A World in Darkness". Com uma dose incomum de variações rítmicas, a música se diferencia de "Fallen (Angel Son)" e "Deathstorm", composições que vêm na sequência do repertório. Como os suecos constroem músicas complexas e trabalhadas à exaustão, é necessariamente obrigatório criar momentos diferenciados para (e entre) cada faixa do disco. Não há nada mais incômodo do que músicas com mais de cinco minutos que repetem as mesmas melodias infinitamente, mesmo que muito bem arranjadas e dispostas na obra.
Entre as outras músicas que possuem pequenos momentos de destaque estão "Stained by Hate" e "Bloodpath". O esforço para envolver a sonoridade das duas faixas – em meio a momentos cadenciados e outros extremamente pesados – aparece de maneira extremamente válida para quem pode se sentir cansado com a extenuante fórmula repetitiva. Embora o GRAVE não tenha errado a mão na agressividade do seu repertório, o disco é ausente de composições mais impactantes para o estilo. "Dominion VIII" não é um disco tosco – "Annihilated Gods" prova muito bem isso – mas não deve impressionar uma boa parte dos headbangers. O restante do álbum, de "Sinner Lust" a "8th Dimension", contribui quase nada para modificar a impressão deixada já a partir da segunda faixa.
Os suecos GRAVE são genuinamente competentes, mas infelizmente não conseguiram atingir um resultando verdadeiramente satisfatório em "Dominion VIII". Não há nenhum porém na proposta sonora da banda. Contudo, Lindgren & Cia. poderiam ousar mais e/ou dar maior vazão à criatividade de ritmos e de melodias. O death metal do power-trio é engessado e pouco projeta o GRAVE para além do underground europeu. A expectativa por uma novidade mais interessante cai agora em cima do recente "Burial Ground" (2010).
Track-list:
01. A World in Darkness
02. Fallen (Angel Son)
03. Deathstorm
04. Stained by Hate
05. Bloodpath
06. Annihilated Gods
07. Sinners Lust
08. Dark Signs
09. 8th Dominion
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