Hinder: Uma grande mescla de estilos em seu terceiro álbum
Resenha - All American Nightmare - Hinder
Por Felipe Kahan Bonato
Postado em 09 de janeiro de 2011
Nota: 8 ![]()
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Costumo dizer, em conversas com leigos em rock, que algumas das grandes bandas parecem ter se desvinculado de seus "rótulos estilísticos" ao se tornarem grandes sucessos. Basta perguntar para a maioria das pessoas qual o gênero de AEROSMITH, AC/DC, KISS, para ver que o rótulo não se populariza junto. Aposto que a maioria das respostas seja simplesmente "rock". Por outro lado, gostaria de perguntar até mesmo a não leigos qual o gênero do HINDER, ao ouvir "All American Nightmare", terceiro álbum de estúdio da banda americana, o qual, em minha opinião, é uma boa tentativa de igualar o feito de seus grandes inspiradores.

Nas primeiras audições dos álbuns do HINDER, fiquei realmente confuso sobre o que viria em seu próximo álbum, lançado em 2010. Mesmo apresentando um som calcado no hard rock e tendo contado com a participação de Mick Mars (MOTLEY CRUE) no seu segundo disco, em alguns momentos a banda flertava com esses estilos mais modernos, que estavam invadindo as rádios naquela década. Ao começar a ouvir "All American Nightmare", algumas mudanças foram adotadas.
José Ricardo Peret | Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Em "2 Sides Of Me", o HINDER abre o disco trazendo uma faixa pesada e fundindo a atualidade de vários estilos, incorporando traços do post-grunge e do heavy metal a uma base do chamado de hard rock melódico. Na faixa título, segunda do álbum, a banda mantém a sujeira na guitarra, mas mostra mais claramente o balanço característico do hard rock tradicional. "Hey Ho" é uma das melhores faixas, bem inovadora e rock n’ roll, com um scratching no início seguido por versos acelerados, quase rap, que explodem em um refrão grudento e animado, acompanhado por solos muito bem encaixados. O peso de "Waking Up Dead" confere um ar sombrio enquanto exibe uma boa performance do vocalista, que permanece inspirado ao conduzir "Strip Tease", outra faixa que se enquadra na seleção daquelas pertencentes ao lado mais rocker do disco, com guitarras muito distorcidas e precisas. "Good Life" é uma faixa que flerta com um hard mais clássico e entusiasmado, parecendo até uma releitura de algum hit conhecido. "Bad Mutha Fucka" é descontraída e parece ter sido extraída de algum ensaio em um bar, encerrando o álbum num clima ameno e certamente ébrio.
Em relação às faixas lentas do HINDER, estas precisam ser aprimoradas por fugirem um pouco da marca característica do conjunto. Nesse desvio, cujo responsável principal é a voz de Austin Winkler, a banda acaba soando quase emo, como em "The Life" e, principalmente, em "Red Tail Lights". Em "What Ya Gonna Do", no entanto, a banda acerta na dose dos vocais que não se tornam excessivamente sentimentais e mantém a força, mesmo com uma faixa mais lenta. Outro destaque é o bom trabalho da guitarra que traz bons solos, sem os quais a música perderia seu clímax. Já em "Everybody’s Wrong", mesmo com o grande apelo comercial, a banda consegue levar o sentimentalismo ao extremo, como demonstram buscar com as outras acidentadas faixas, mas sem comprometer seu estilo. Por outro lado, em "Put That Record On", o HINDER acerta em cheio o caminho a seguir ao se aproximar do que seria uma boa balada hard rock assinada pelo grupo.
"All American Nightmare" é um álbum em que é difícil se posicionar justamente pela sonoridade do HINDER cair em um solo até então não explorado, o que gera desconfiança nos fãs mais puristas do hard rock, tanto por se explorar outros estilos não costumeiramente mesclados, como pela modernidade congregada nas composições. No entanto, o resultado é uma música muito palatável, divertida e praticamente única, que, na maior parte do tempo, não contradiz suas origens e vem sendo muito bem aceita pelo público norte americano em geral e pelas rádios.
Contudo, como já mencionado, o HINDER deve prestar mais atenção às suas faixas mais lentas, cuja quantidade foi um excesso no álbum e, em relação à qualidade, por fugirem muito das bandas que os próprios citam como influência ao seu trabalho. Os músicos devem também ter cuidado com a repetição tanto dos andamentos das faixas, que ainda seguem um padrão, quanto das melodias. Não só dentro de "All American Nightmare" algumas faixas se parecem, mas dentro de toda a discografia do quinteto.
Apesar desses detalhes, sem dúvida a banda mostra grande evolução nesse lançamento em relação aos discos anteriores, sinalizando estar no caminho certo e provando o motivo de seu crescente sucesso. O HINDER conta com bons músicos, com a voz peculiar de seu vocalista, embora este precise se controlar, e com uma criatividade que deve ser levada ainda mais adiante. Como trunfo, embora não agradem a todos (como a mim, em alguns momentos), os americanos fazem um rock livre de rótulos, recomendado aos fãs do gênero em geral.
Integrantes:
Austin Winkler – vocais
Joe Garvey – guitarra solo
Mark King – guitarra base
Mike Rodden – baixo
Cody Hanson – bateria
Faixas:
1. "2 Sides of Me"
2. "All American Nightmare"
3. "What Ya Gonna Do"
4. "Hey Ho"
5. "The Life"
6. "Waking Up the Devil"
7. "Red Tail Lights"
8. "Strip Tease"
9. "Everybody's Wrong"
10. "Put That Record On"
11. "Good Life"
12. "Bad Mutha Fucka"
Gravadora: Universal Republic
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